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segunda-feira, 23 de março de 2015

Recursos florestais: copa das árvores e classificação





A copa é a parte estrutural da árvore que contém e dá sustentação às folhas, que são o componente que transforma a energia radiante do Sol em substâncias orgânicas por meio da fotossíntese. De forma simplificada, pode-se dizer que é a copa que alimenta a árvore inteira, uma vez que os carboidratos fotossintetizados são a fonte da energia utilizada por todos os componentes da árvore.

A medição da copa é, portanto, um importante aspecto no estudo da estrutura e do crescimento das árvores. Há uma grande diversidade de forma e arquitetura das árvores e de suas copas. Em algumas espécies, a copa tem uma estrutura bastante simples e o seu componente lenhoso é pouco relevante quando comparado com o tronco.

É o caso das árvores com copa colunar e excurrente, em que a importância da medição da copa se restringe ao estudo do crescimento da árvore. Já nas árvores com copa decurrente, esta tende a ter uma estrutura bem mais complexa e pode conter uma proporção apreciável do volume lenhoso e da biomassa total da árvore.

Nesse caso, a medição da copa pode ser um aspecto importante para a quantificação do volume lenhoso ou da biomassa da árvore. Há uma série de medidas que estão associadas à copa e a importância de cada uma delas depende do objetivo com que o levantamento florestal é realizado.

Em levantamentos voltados ao estudo do crescimento e da ecofisiologia das árvores e florestas, várias medidas da copa podem ser efetuadas. Já nos levantamentos voltados ao inventário da produção florestal, é comum se realizar apenas observações qualitativas da copa.

Classe de copa

A posição da copa da árvore em relação às demais àrvores na sua vizinhança é um atributo qualitativo frequentemente observado em levantamentos florestais. Esse atributo é geralmente chamado declasse de copa e é uma boa indicação da situação ecológica e silvicultural da árvore no local da floresta em que ela se encontra.

O quadro abaixo apresenta as cinco classes geralmente reconhecidas, iniciando pelas árvores mais altas e dominantes. Essas cinco classes não são necessariamente aplicáveis a todas as florestas ou em todos os locais de uma mesma floresta, não sendo incomum se utilizar um sistema de classificação com um número menor de classes.

A definição das classes é um pouco diferente em florestas nativas e em florestas plantadas, mas, para uma mesma classe, existe uma relação análoga entre esses tipos de floresta. A classificação das árvores segundo a sua copa está estreitamente ligada à classificação das árvores segundo o grau de sombreamento das árvores.


Classe de copa para árvores em florestas nativas e plantadas. Retirado do livro “Quantificação de Recursos Florestais”. Ed. Oficina de Textos.

Como pode ser observado no quadro, as classes de copa têm uma relação direta com o sombreamento da copa e, em alguns levantamentos, se utilizam classes de sombreamento no lugar das classes de copa.

Em florestas plantadas homogêneas, as espécies arbóreas plantadas são, via de regra, intolerantes à sombra. Assim, a classe de copa indica o sucesso da árvore no processo competitivo que se estabelece entre as árvores à medida que estas crescem, veja esquema a seguir.


Esquema ilustrativo das classes de copa das árvores numa floresta plantada: (1) emergente, (2) dominante, (3) codominante, (4) intermediária e (5) dominada. Retirado do livro “Quantificação de Recursos Florestais”. Ed. Oficina de Textos.

As árvores dominadas e intermediárias são as com menor crescimento e maior probabilidade de morte, uma vez que as espécies intolerantes são ineficientes quando sombreadas. A diferenciação das árvores por classe de copa só pode ser observada depois do estabelecimento da competição. Ela é uma indicação qualitativa segura de que a floresta plantada não é mais uma floresta jovem, tendo entrado na fase de maturidade.

Nas florestas tropicais nativas, as classes de copa são uma indicação da posição da árvore nos estratos verticais da floresta. A grande diversidade de espécies arbóreas nessas florestas inclui um amplo espectro de respostas ao sombreamento que vai desde espécies totalmente intolerantes até espécies perfeitamente adaptadas ao ambiente luminoso do sub-bosque da floresta. Assim, a interpretação ecológica da classe de copa de uma árvore depende do conhecimento da espécie e de seu comportamento quanto ao sombreamento.


Fonte da Informação: http://www.comunitexto.com.br/

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