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quarta-feira, 22 de maio de 2013

Entrevista: Antônio Guerra fala sobre erosão ao Comunitexto



A erosão é um fenômeno no qual as partículas do solo são desagregadas por agentes externos, como chuvas, ventos, águas do rio ou pela ação do homem. Segundo o Portal da Educação, o Brasil perde anualmente aproximadamente 1 bilhão de toneladas de solos por conta da erosão.

Convidamos o Antonio Guerra, coordenador do Laboratório de Geomorfologia Ambiental e Degradação dos Solos (Lagesolos) da UFRJ, para aprofundar este tema. Confira a entrevista abaixo e descubra como este processo afeta o ambiente!

Comunitexto: A erosão é um processo natural e o senhor menciona em seu livro que trouxe benefícios para o Rio Nilo. No Brasil existem casos semelhantes?


Antonio Guerra: Sim, a erosão é um processo natural e existem benefícios para o Rio Nilo, porque os sedimentos orgânicos e inorgânicos que se depositam todos os anos dão maior fertilidade às suas planícies. No caso brasileiro isso ocorre em diversos rios, sendo o mais conhecido deles o Rio São Francisco, em especial no trecho entre as cidades de Juazeiro (Bahia) e Petrolina (Pernambuco), separadas pelo Rio São Francisco. Essa área de agricultura irrigada é bem conhecida pelo plantio de uva, manga, côco, goiaba e frutas de um modo geral. Alem dos processos naturais que dão origem à erosão, existe também a ação do homem que acelera esses processos e dão origem a uma série de problemas, como veremos mais adiante nessa entrevista.

CT: Como se pode caracterizar uma erosão descontrolada? Existe uma medida para definir?

AG: Essa forma de erosão, que é muito estuda pelos especialistas, é também chamada de erosão acelerada, onde o homem tem um papel importante porque, de acordo com o uso e manejo dos solos, podem causar essas formas erosivas, que são mais conhecidas por ravinas e voçorocas, feições lineares, que retiram toneladas de sedimentos dos solos e acabam levando esses sedimentos para rios, reservatórios e lagos.

CT: Existem inúmeros fatores que causam estas erosões, principalmente provocados pela ação do homem. No Brasil, qual o senhor considera mais grave?

AG: Os fatores que causam erosão podem ser divididos em dois grandes grupos: de ordem natural, como os tipos de solos, a intensidade e quantidade de chuvas, as características das encostas e a cobertura vegetal. De um modo geral, mesmo acontecendo erosão em terras não cultivadas, ela geralmente não é tão intensa, quanto nas áreas com agricultura e pecuária, onde o uso inadequado do solo, sem práticas conservacionistas, causa quase sempre ravinas e voçorocas, alem do que chamamos de erosão laminar, que pode retirar muitas toneladas de solo por hectar, comprometendo a fertilidade natural dos solos, tornando pobres e quase estéreis, se nada for feito para reverter esse quadro.

CT: Quais são os danos mais imediatos e outros que surgem em longo prazo por uma ação erosiva não natural?

AG: Os danos imediatos são a própria perda do solo, limitando o espaço físico para cultivar e criar animais, em especial onde foram formadas grandes voçorocas. A médio e longo prazo a perda de fertilidade natural praticamente inviabiliza a agricultura, a menos que sejam repostos os nutrientes perdidos, através de adubação química e orgânica. A erosão é uma forma de degradação dos solos, que causa danos, não só nas áreas atingidas diretamente por esses processos geomorfológicos, mas também em áreas situadas fora das áreas atingidas, porque os sedimentos retirados das feições erosivas acabam assoreando rios, lagos, baias e reservatórios, através do transporte e deposição de sedimentos.

CT: Em sua obra, o senhor menciona que voçorocas acabam se tornando pontos turísticos. Onde isso ocorre? O senhor pode contar mais sobre isso?

AG: No caso dos pontos turísticos, as voçorocas se tornam como tais, de forma indevida, porque a população, por exemplo, no litoral do Ceará e em outros pontos do litoral brasileiro, onde as voçorocas ocorrem muito próximas do mar, as pessoas acabam usando o topo das voçorocas como atração turística, bem como a base das mesmas. Só que pequenos deslizamentos que ocorrem nas bordas das voçorocas, podem causar danos a esses locais usados inadvertidamente como ponto turístico.

CT: Uma área muito degradada, com uma voçoroca, por exemplo, pode ser completamente recuperada? Em quais casos é possível a recuperação? E em quais não é?

AG: A recuperação das voçorocas é, na maioria das vezes, possível, sendo que existem diversas técnicas para que isso aconteça. Uma delas é a utilização de biotexteis, colocadas nas paredes das voçorocas, bem como no fundo das mesmas, em conjunto com matéria orgânica e sementes para o desenvolvimento de plantas que irão recuperar, gradativamente, esses ambientes degradados. A recuperação é possível praticamente em todos os casos, onde houver interesse e disponibilidade financeira e técnica para tal. Em locais onde as voçorocas atinjam grandes profundidades, geralmente mais de 15 ou 20 metros e o custo para sua recuperação seja muito elevado. não que seja impossível a recuperação, mas ela é deixada em segundo plano por esses motivos, em especial se forem em áreas muito remotas, sem grande interesse econômico, ou onde a relação custo-benefício não seja vantajosa.

CT: Existem leis que garantam a preservação de ambientes para que isso não ocorra? Se sim, são eficazes? 

AG: As leis existem. Em especial nos locais que são Áreas de Preservação Permanentes, também conhecidas por APP, que correspondem aos topos de morros, encostas com declividade superior a 45 graus e margens de rios. Como muitas vezes essa legislação não é cumprida, então o surgimento de erosão acelerada nessas áreas, é só uma questão de tempo. O respeito à legislação garante a proteção dessas áreas, sendo bem mais difícil ocorrerem processos de erosão acelerada. Mas mesmo onde a legislação não proteja os ambientes, ela pode ocorrer devido à combinação de fatores de ordem natural e do uso e manejo do solo, como dito anteriormente, nessa entrevista.

Fonte: http://www.comunitexto.com.br/entrevista-antonio-guerra-fala-sobre-erosao/#.UZubNDl7RYc

terça-feira, 21 de maio de 2013

Os maiores lagos do planeta


Um lago é uma depressão natural na superfície da terra que contém quantidades diferentes de água, seja proveniente da chuva ou de nascentes nas proximidades. Também existem lagos em zonas como a Antártida, chamados de sub-glaciares por estarem abaixo do gelo.

Os lagos constituem importantes reservas de água, fundamentais para o abastecimento público, irrigação, produção de energia em hidrelétricas e outras atividades econômicas e sociais, como turismo e recreação.

Apesar disto, estão ameaçados pela poluição com resíduos industriais ou urbanos, má gestão da qualidade destes recursos e aumento no uso e desvio exacerbado. Segundo o Conselho Mundial de Recursos Hídricos, a humanidade está usando mais que 50% das fontes de água fresca aproveitáveis e 90% deste número vêm dos lagos.

E para mostrar um pouquinho da beleza destas formações, separamos os 5 maiores lagos do planeta (em área por km²) com base no livro Recursos Hídricos no Século XXI, de Takako Matsumura Tundisi, diretora e pesquisadora do Instituto Internacional de Ecologia de São Carlos, e José Galizia Tundisi, presidente do Instituto Internacional de Ecologia de São Carlos-SP. Confira!



Lago Superior
Área: 82.680 km²    Onde fica: entre o Canadá e os Estados Unidos




Lago Vitória


Área: 69.000 km²         Onde fica: parte ocidental do Grande Vale do Rift, na África 




Lago Huron


Área: 59.800 km²      Onde fica: entre Michigan, nos Estados Unidos, e a província de Ontário, no Canadá



Lago Michigan


Área: 58.100 km²    Onde fica: Michigan, nos Estados Unidos




Lago Tanganica


 Área: 32.900 km²            Onde fica: parte ocidental do Grande Vale do Rift, na África




Você sabia?

A principal diferença entre lagos e lagoas está no tamanho. Ambos são definidos como uma extensão de água cercada por terra, mas os lagos são maiores. Outro fator contrastante entre esses dois espaços está na formação: Os lagos geralmente são resultados de transformações do relevo terrestre e as lagoas são resultado de fenômenos localizados como um desmoronamento ou ações de castores.


Fonte: http://www.comunitexto.com.br/

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Passagem de meteoro no Sistema Solar formará nuvens azuis na Terra



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Pesquisador Paul Wiegert fez a simulação da passagem do meteoro no Sistema Solar
Foto: UOL

Em sua jornada em direção ao Sol, o cometa Ison deixará de lembrança para a Terra uma nuvem de poeira, o que deve provocar a formação de nuvens azuis e brilhantes nos pólos do planeta. Apesar dos números - seu tamanho é maior que o da Autrália, despejando mais de 50 toneladas de poeira no espaço por minuto - o material que se desprender do meteoro não formará estrelas cadentes.

Segundo Paul Wiegert, pesquisador da Universidade de Western Ontario, a expectativa é que a poeira comece a cair sobre a Terra em janeiro de 2014, mas não será percebida. Segundo o pesquisador, o diferencial da "chuva de meteoros" será as propriedades de atração do Sol e da Terra sobre as partículas.

Como as partes que se desprendem do cometa são pequenas, menores até que uma célula de sangue humano, sofrerão a pressão dos raios solares ao mesmo tempo que serão puxadas pela gravidade da Terra. 

Mas justamente por serem tão pequenas, essas partículas não formarão estrelas-cadentes e nem chegarão a ultrapassar a atmosfera do planeta, depositando-se nas camadas superiores da atmosfera da Terra. 

A única forma de perceber o rastro deixado pelo Ison será a formação de nuvens azuis brilhantes nos dois pólos da Terra.

Fonte: http://ne10.uol.com.br/

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Religião e ciência: 6 visões sobre o núcleo da Terra



Um dia, é possível que os seres humanos possam se aventurar livremente em nossos planetas vizinhos, e o uso de poderosos telescópios ainda vai nos ensinar muito sobre as estrelas. Quem sabe, em um futuro próximo também possamos explorar cada centímetro da profundidade do oceano, assim como as florestas mais impenetráveis.

Tudo isso parece possível, ou pelo menos imaginável. Mas, provavelmente, nunca faremos uma viagem ao núcleo da Terra. Fortes brocas podem penetrar somente 12 quilômetros de profundidade – apenas 0,2% do raio da Terra – antes de encontrar um calor tão intenso que as derretem. A extrema temperatura e pressão do interior de nosso planeta o mantêm definitivamente fora de nosso alcance.

Talvez seja por essa razão que o núcleo da Terra sempre nos fascinou. Tanto que ele desempenha um papel central em muitas religiões tradicionais e cosmologias. Mais recentemente, a ciência começou a sondar o interior terrestre indiretamente, melhorando nossa compreensão gradualmente.
Acompanhe aqui um olhar cronológico da compreensão humana sobre o mundo de fogo embaixo dos nossos pés.



6 – ABISMO DO INFERNO


Talvez a visão mais tradicional sobre o centro da Terra seja a que o retrata como um grande lago de fogo onde as pessoas más passam toda a eternidade: sim, o inferno. Muitas vezes a vida após a morte é retratada como um submundo quente muito parecido com o que imaginamos ser o núcleo terrestre.

Não é nada surpreendente que tantas religiões baseadas nessa teoria tenham dado certo: desde culturas antigas, erupções vulcânicas dão horríveis vislumbres do inferno que existiria abaixo da Terra.

O “fogo e enxofre” é uma metáfora frequente para o inferno que encontramos na Bíblia cristã – é um tipo de rocha geralmente encontrado nas bordas dos vulcões.



5 – TARTARUGAS OU ELEFANTES?


Muitas culturas do leste asiático e americanas nativas não vêem o interior da Terra como um lugar infernal. Em vez disso, eles acreditam que lá reside uma tartaruga gigante, chamada de “tartaruga do mundo”.

Ela apoiaria a Terra (normalmente concebida como de formato plano ou em forma de cúpula, ao invés de esférica) em sua parte traseira. Existem variações do mito: hindus substituem a tartaruga por um elefante, enquanto alguns historiadores, misturando as duas descrições, narram uma cosmologia em que o mundo repousa nas costas de um elefante, que por sua vez está sobre uma tartaruga.

E por que uma tartaruga? Possivelmente porque, além de ser um animal adequado a curva terrestre, tem características como longevidade, perseverança e firmeza.



4 – NÚCLEO DOURADO


Uma teoria atual, mas não menos curiosa: Bernard Wood, um geólogo da Universidade de Oxford, calcula que existam 1,6 quadrilhões de toneladas de ouro no núcleo da Terra – o suficiente para cobrir a superfície do planeta com uma camada de 1,5 metros.

Ele também acredita que há seis vezes essa quantidade de platina – outro metal precioso – assim como níquel, nióbio e outros elementos ferrosos.

Wood formulou essa hipótese depois de analisar o teor de metais de meteoritos – pequenos corpos que caíram na Terra no início do sistema solar. Ele descobriu que esses meteoritos têm muito mais ouro, platina e elementos distribuídos ao longo deles do que o que existe na superfície terrestre.

E onde teriam ido parar esses elementos? O geólogo deduz que o ferro do núcleo da Terra atraiu esses elementos para dentro do planeta durante sua formação.

Os cientistas, entretanto, afirmam que 1,6 quadrilhões de toneladas de ouro é uma quantidade absurda, e que os átomos de ouro representam apenas uma milionésima parte do total de átomos do núcleo.

Os meteoritos, assim como a massa e a densidade da Terra (deduzida a partir de como ela influencia as órbitas da lua e dos outros planetas) levam os cientistas a acreditar que a maior parte do núcleo é composta de ferro e níquel.


3 – CAMADAS DE CEBOLA


Os estrondos que acontecem na crosta terrestre podem sussurrar os segredos que se escondem abaixo dela. Quando há um terremoto, as ondas sísmicas emitidas são ricocheteadas através da Terra, sendo redirecionadas e refletidas nos limites entre a crosta, manto, núcleo externo e interno. Depois, isso fica gravado em sismogramas em todo o mundo e os cientistas refazem os passos das ondas para mapear o interior de nosso planeta.

E o que realmente existe lá embaixo?

É como uma camada de cebola, cada uma delas com uma característica. No centro, há uma esfera sólida de ferro e níquel. Embora o centro da Terra deva ter uma temperatura de cerca de 5,5 mil graus Celsius – tão quente quanto a superfície do sol – ele também tem uma pressão extremamente alta, mais de 3 milhões de vezes maior do que a atmosfera da superfície. Essa pressão eleva a temperatura de fusão de metais, de modo que eles são sólidos, mesmo com tão alta temperatura.

Cerca de 1,2 mil quilômetros a partir do centro, a menor pressão possibilita o derretimento de ferro e níquel. De acordo com o geólogo David Stevenson, um dos maiores especialistas sobre o núcleo da Terra, essa camada externa líquida representa cerca de 95% do volume total do núcleo.

O manto começa cerca de 3,5 mil quilômetros a partir do centro. Essa rocha derretida compõe a camada mais espessa da Terra, e constitui cerca de 84% do volume total do planeta. O manto é revestido por uma fina crosta: nossa velha e conhecida casa.


2 – BOLA DE CRISTAL


Evidências sugerem que o núcleo interno da Terra não é homogêneo. Os cientistas notaram que as ondas sísmicas atravessam o núcleo mais rapidamente quando viajam de um pólo ao outro do que quando fazem isso transversalmente, de um ponto sobre o equador até o ponto oposto.

A maioria dos especialistas acredita que isso acontece porque o núcleo é composto de cristais anisotrópicos que estão alinhados com os pólos magnéticos da Terra. Existem dois tipos de cristais no núcleo, que coexistem possivelmente uns contra os outros no centro, onde a pressão é maior.


1 – FLORESTA PROIBIDA


Kei Hirose, um geólogo japonês, recentemente conduziu um experimento no qual as condições do centro da Terra foram reproduzidas, em uma escala extremamente pequena de laboratório.

Com base no que aconteceu no experimento – em que elementos foram expostos a temperaturas de mais de 4,5 mil graus Celsius e 3 milhões de vezes a pressão atmosférica – ele deduziu que os cristais no centro da Terra podem medir até 10 quilômetros de altura. Por isso, Hirose descreve o núcleo como uma “floresta de cristal”.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Experiências cientificas para crianças

Qual criança não tem vontade de ser cientista, fazer experimentos e descobrir coisas novas? Certamente, quando mais novo, você inventava algumas brincadeiras e acreditava ser um dos maiores gênios do planeta, mesmo que de mentirinha. Agora, se você tem filhos, irmãos ou sobrinhos, você pode incentivá-los e fazer experiências reais, que auxiliam no aprendizado e acabam sendo uma ótima forma de divertimento.

Veja algumas dicas:

Incentive as crianças a utilizarem os sentidos, descrevendo os objetos, pessoas e o ambiente em que estão através de sons, texturas, cheiros, cores, formas, tamanhos e gosto, quando possível.

Desta forma, elas desenvolvem a habilidade de observação e também o vocabulário;

Faça perguntas como “o que ele está fazendo?”, “o que você acha que vai acontecer?”, “o que mudou?”, “como são estas coisas mesmo?”, “como eles são diferentes?”. Essas perguntas “abertas” instigam a criança a desenvolver respostas mais elaboradas;

Ajude-as a manter um registro da evolução feita. Tirar fotos ou pedir que desenhem o “antes e depois” para colar em um caderno especial (pode ser um caderno velho, encadernado, bem no estilo que um “verdadeiro cientista” usaria).

Anote as descrições e observações para as crianças mais jovens ou vídeo deles falando sobre o projeto. Incentive as crianças mais velhas a gravarem seus próprios pensamentos;
Usem roupas velhas. As crianças aprendem fazendo – e se sujando.



Sons da ciência

Confira algumas experiências simples para incentivar a criança a ouvir o mundo ao seu redor.Catálogo de somTape os olhos da criança e peça para ela descrever cada som que ouvir.
Anote tudo.
Na sequência, peça que ela desenhe ou encontre imagens dos objetos ou animais que ela acha que foram responsáveis pelo som. Cole tudo no caderno especial de ciência.

Pergunte: “Quais sons eram mais altos?”, “Quais foram feitos por seres vivos”?, etc. Depois sente com ela e veja quais foram seus acertos, o que ela confundiu, e explique tudo.

Você vai precisar de dois pedaços de corda e um cabide. Coloque um pedaço de corda em cada ponta da parte inferior do cabide, e faça com que a criança segure um pedaço em cada mão e bata levemente o cabide contra objetos feitos de materiais diferentes, como um balanço de metal e um tronco de árvore ou poste de madeira. Pergunte: “Quais objetos fazem sons mais altos?”, “O que você sente quando segura a corda?”, “Quais objetos causam vibrações mais fortes?”, etc. As crianças mais velhas podem tentar envolver a corda ao redor dos dedos e colocá-las nos ouvidos quando tocar no cabide contra objetos diferentes (Atenção: não pressione os dedos muito forte).



Ciência da terra

Estas experiências são divertidas e bagunçadas, e as crianças aprendem sobre as propriedades de substâncias diferentes, como do que é feita a terra.

Solos

Você vai precisar de:
- Pá de brinquedo ou colher velha
- Sacos plásticos e etiquetas
- Tigelas de plástico velhas
- Bandeja
- Folha de papel branco e metade de uma folha de papel preto
- Opcional: Lupa

Em sua próxima caminhada com o seu filho, levem a pá de brinquedo e vários sacos de plástico. Ajude-o a recolher a terra de vários lugares ao redor do bairro. Bons lugares para tentar são: seu jardim ou quintal, lodo de perto de uma lagoa ou riacho, uma área de areia, como uma praia ou uma caixa de areia. Certifique-se de recolher um pouco de terra ao redor da base de uma árvore. Você pode também incluir um pouco de terra comprada em lojas para jardinagem.

Coloque cada amostra em um saco plástico separado. Peça para seu filho desenhar um símbolo simples em cada etiqueta para identificar e lembrá-los de onde coletaram a terra. Por exemplo, uma flor para a terra do jardim ou uma linha ondulada para o riacho. Cole a etiqueta no saco plástico. Agora vocês estão mantendo registros como um verdadeiro cientista!

Em casa, coloquem cada amostra de terra em uma tigela. Peça à criança para descrever todas as diferenças que ela pode encontrar entre a terra de lugares diferentes. Coloque papéis na bandeja. Coloque uma colher pequena de terra de cada área contra os fundos brancos e pretos e procure mais diferenças. Use uma lupa para um olhar mais atento.

Faça perguntas, tais como: “Que tipo de terra que você acha que é melhor para as plantas crescerem?, “Como é a terra sob a árvore, o mesmo que o solo de vasos?”, “Como a terra do jardim é diferente da encontrada na areia?”. Por fim, visite uma biblioteca e confira um livro sobre o solo ou rochas.

Fazer tijolos de barro

Você vai precisar de:

- As amostras de terra da atividade anterior
- Bandeja plástica do cubo de gelo
- Jarra de plástico para água
- Tigelas de plástico velhas e colheres

Permita que seu filho misture cada amostra de terra com água para fazer lama. Encoraje-o a comparar as diferenças de textura, cor e outras alterações que a adição de água faz em cada amostra.

Ensine-o a preencher as bandejas de cubos de gelo com lama. Deixe a bandeja em um local ensolarado por um dia ou mais. Em seguida, mostre a ele como tirar a lama seca da bandeja. Faça perguntas como: “Que tipo de lama fez os melhores tijolos?”, “O que não funcionou tão bem?”, “O que você acha que aconteceria se você construísse uma casa de tijolos de barro e chovesse?, etc. Ajude seu filho a encontrar fotos de casas construídas com barro e outros materiais naturais.

Fonte: [LiveScience]


Por  em 13.05.2013 as 16:00