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terça-feira, 8 de março de 2016
domingo, 18 de maio de 2014
Dendritos – belos, mas falsos fósseis
Há algumas estruturas naturais que lembram muito animais ou plantas fossilizados, mas que têm origem inorgânica, sendo, por isso, classificadas de pseudofósseis. Entre esses pseudofósseis, os dendritos talvez sejam os mais notáveis, tanto pela frequência com que são encontrados quanto pelo seu aspecto.
Dendron, em grego, significa árvore. O nome – muitas vezes confundido com detrito – é muito apropriado, porque a forma dos dendritos realmente assemelha-se muito à de uma planta, arborescente, com numerosas ramificações. Os dendritos ocorrem principalmente em fraturas de algumas rochas ou entre duas camadas sucessivas delas. Eles são particularmente abundantes nas rochas vulcânicas da Formação Serra Geral, do Rio Grande do Sul, comercialmente chamadas de basaltos, embora sejam principalmente riodacitos.
Nessas duas fotos dendritos formados sobre rochas vulcânicas (Rio Grande do Sul)
Dendritos formados em ambos os lados de um pequeno sulco em riodacito do Rio Grande do Sul (acervo do Museu de Geologia da CPRM)
Em muitos locais, essas rochas mostram-se em estratos horizontais, limitados por superfícies bem planas, o que as torna muito adequadas para uso na pavimentação de calçadas. Com isso, nas cidades do Rio Grande do Sul é fácil encontrar calçadas com belos dendritos, como os que ilustram este artigo.
A água que penetra nos espaços vazios da rocha pode trazer manganês dissolvido. Quando encontra uma fenda horizontal, escoa nessa direção e, com isso, perde velocidade. A perda de velocidade permite que o manganês dissolvido precipite na forma de óxido. O dendrito, portanto, não se formou junto com a rocha, mas depois que ela já existia.
Apesar de seu aspecto tão delicado, ele é bastante resistente, resistindo surpreendentemente bem ao atrito dos calçados. Outra rocha que pode mostrar dendritos são os quartzitos micáceo, aquela rocha usualmente colocada em torno das piscinas.
Como foi dito no início, esses pseudofósseis têm origem inorgânica. Eles são minerais, principalmente óxidos de manganês. Como a pirolusita é o mais importante dos óxidos de manganês e a principal fonte desse metal, geralmente se acredita que os dendritos sejam formados por esse mineral. No entanto, em pesquisa feita por Potter & Rossman em 1979, foram analisados dendritos e películas manganesíferas procedentes de vários ambientes e nenhuma das amostras examinadas mostrou presença de pirolusita.
Dendrito em quartzo lapidado
Dendrito claro
Além das rochas, também alguns minerais podem mostrar dendritos, alojados em fraturas. São exemplos a opala e algumas variedades de quartzo, como ágata e cristal de rocha.
A foto acima mostra um belo quartzo lapidado, com inclusão de dendrito, que pode ser usado para confecção de uma gema muito original. Nesse caso, o dendrito forma-se numa fratura ou fissura do mineral. Isso permite que ali penetrem também outras substâncias, de modo que não é fácil encontrar um dendrito tão perfeito como o que se vê na foto à esquerda.
Na outra pode-se observar um tipo intrigante de dendrito. Ele é claro em um fundo escuro, dando a impressão de que houve deposição de manganês na forma de manchas contínuas e depois penetração de uma substância que dissolveu esse manganês lentamente, à medida que penetrava, formando então os dendritos.
Embora os dendritos sejam geralmente óxidos de manganês, vários outros minerais podem cristalizar dessa maneira, com hábito dendrítico, como dizem os geólogos. Um deles é o ouro.
A foto abaixo (autor ignorado) mostra um dendrito desse metal. O autor obteve, numa mina de ouro de Jacobina (BA), um fragmento de quartzo com cerca de 4 cm contendo um dendrito de ouro na superfície. O cobre e a prata podem também cristalizar com hábito dendrítico.
Ouro detrito
Turmalina em quartzo lapidado
Por fim, uma advertência: assim como o dendrito é um pseudofóssil, há também pseudodendritos. A foto à direita mostra um cristal de quartzo incolor (cristal de rocha) contendo no interior cristais aciculares de turmalina preta (schorlita). Em várias lojas do Rio de Janeiro vimos vendedores chamarem essa associação de dendrito, o que é totalmente errado.
Fotos
Pércio de Moraes Branco, salvo indicação em contrário.
Fonte da Informação: http://www.cprm.gov.br/
domingo, 28 de abril de 2013
Seca em Sergipe revela ossos de animais extintos há milhares de anos
Estiagem prolongada secou muitos açudes e revelou um grande tesouro. Muita gente que encontra o material não sabe como conservá-lo.

A estiagem que já dura dois anos levou tudo, lavouras, pastagens e riachos desapareceram. Sem água e alimento, o gado enfraquece a cada dia.
A seca que se mostra cada vez mais dramática, revela um cenário que tem atraído estudiosos da paleontologia.
Moradores que aproveitam para limpar o fundo dos tanques, acabam encontrando verdadeiras preciosidades para a ciência: fósseis de mamíferos gigantes, que viveram há mais de 10 mil anos.
No riacho que secou na propriedade de Joildo da Silva, foram encontrados alguns fósseis. O agricultor conta que se assustou quando viu os fragmentos.
No município de Poço Redondo, sertão de Sergipe, foram encontrados dezenas de fragmentos de fósseis. Em um primeiro momento parecem pedras e por desconhecimento, muitos moradores acabaram quebrando o material.
“Infelizmente a gente não encontra os fósseis como aparece nos filmes, em esqueleto inteiro. A gente encontra só os fragmentos e a partir disso, a gente faz a identificação”, explica o paleontólogo Mário Dantas.
A estiagem que já dura dois anos levou tudo, lavouras, pastagens e riachos desapareceram. Sem água e alimento, o gado enfraquece a cada dia.
A seca que se mostra cada vez mais dramática, revela um cenário que tem atraído estudiosos da paleontologia.
Moradores que aproveitam para limpar o fundo dos tanques, acabam encontrando verdadeiras preciosidades para a ciência: fósseis de mamíferos gigantes, que viveram há mais de 10 mil anos.
No riacho que secou na propriedade de Joildo da Silva, foram encontrados alguns fósseis. O agricultor conta que se assustou quando viu os fragmentos.
No município de Poço Redondo, sertão de Sergipe, foram encontrados dezenas de fragmentos de fósseis. Em um primeiro momento parecem pedras e por desconhecimento, muitos moradores acabaram quebrando o material.
“Infelizmente a gente não encontra os fósseis como aparece nos filmes, em esqueleto inteiro. A gente encontra só os fragmentos e a partir disso, a gente faz a identificação”, explica o paleontólogo Mário Dantas.
Fonte da informação:
sexta-feira, 15 de março de 2013
Trilobita “gigante”, achado paleontológico, é uma nova espécie
Os trilobitas são organismos conhecidos apenas como fósseis e viveram em toda a Era Paleozóica, tendo aproximadamente 445 milhões de anos.

De hábito exclusivamente marinho, colonizavam todos os ambientes oceânicos, comendo detritos sobre o substrato, enterrados nos sedimentos e até mesmo nadando. As variadas formas que os trilobites desenvolveram refletem os diferentes hábitos de vida e estratégias de sobrevivência adquiridas durante a evolução do grupo.
Em julho de 2011 uma nova espécie de trilobitas – considerada gigante para o gênero da espéciepanderiae, com um tamanho cinco vezes superior às conhecidas até o momento – foi encontrada em Chão de Lopes, Mação; os fósseis são considerados de alto valor patrimonial e relevância para a ciência.
Artur Sá, paleontólogo do Departamento de Geologia da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTDA), responsável pela descoberta, afirma que “apesar dos seus cinco centímetros, esta é uma espécie gigante para este gênero de trilobitas, que são milimétricas, quando muito atingem alguns centímetros.
Mação é considerado o melhor sítio arqueológico em Portugal para o estudo da glaciação que ocorreu na Terra há 445 milhões de anos – o que hoje é conhecido como Mação, tratava-se de mar profundo e estava quase no Polo Sul -, e que foi responsável pelo desaparecimento de mais de 90% das espécies existentes naquele tempo.
Fonte: http://www.ofitexto.com.br/home
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
Estudando os fósseis em camadas rochosas...
AFP/Getty Images
O professor Fernando Novas demonstra sua teoria de que os pássaros são descendentes diretos
dos dinossauros durante uma conferência de imprensa
na National Geographic Society, em Washington, D.C.
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Quando os pesquisadores olham para uma camada de rocha, eles olham para todos os fósseis contidos lá, determinando quais espécies viviam no mesmo período. Ao olhar para as camadas de rochas vizinhas, os pesquisadores podem eventualmente determinar como a vida se desenvolveu durante os bilhões de anos da história da Terra. Todas essas descobertas ajudam a criar o registro fóssil: a coleção total de todos os fósseis conhecidos na Terra.
Esses relacionamentos podem dar aos cientistas muitas pistas sobre como a vida mudou com o tempo. Aqui estão alguns exemplos:
- um súbito aumento no número de algas fossilizadas pode estar relacionado a uma mudança no clima e nas fontes de alimento disponíveis;
- pólen fossilizado pode revelar os tipos de árvores e outras plantas que cresciam durante períodos específicos, mesmo se as próprias plantas não foram fossilizadas;
- diferenças nos tamanhos dos anéis em madeira petrificada podem corresponder a mudanças no clima.
| AFP/Getty Images
O estudante de PhD, Erich Fitzgerald, da Universidade Monash e Pesquisador do Museu Victoria,
inspeciona o crânio de um fóssil de 25 milhões de anos do sudoeste da Austrália
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Os cientistas podem usar os relacionamentos entre fósseis de diferentes períodos para embasar a teoria da evolução. Por exemplo, um paleontólogo poderia estudar os restos fossilizados de cavalos pré-históricos para determinar como eles se relacionam com os cavalos modernos. As similaridades entre alguns ossos de dinossauros e os ossos dos pássaros de hoje sugerem que alguns dinossauros eventualmente evoluíram para pássaros.
Getty Images . Essa réplica de fóssil de uma espécime de folha de 90 milhões
de anos foi usada para ajudar
a identificar o pinheiro Woollemi,
uma antiga e rara espécie de pinheiro
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Fósseis transicionais, ou fósseis que exibem características de mais de um tipo de animal, também podem embasar a teoria da evolução. Por exemplo, o crânio mostrado acima é um fóssil de 25 milhões de anos de uma baleia com barbatana. Mas diferentemente das baleias com barbatanas de hoje, essa tinha dentes afiados. Ela parece ser uma etapa intermediária entre as baleias extintas, que tinham pernas e dentes, e as baleias de hoje.
Os cientistas também podem usar os fósseis para identificar espécies de plantas e animais que existem atualmente. Pesquisadores identificaram a espécie de pinheiro mostrada à direita com a ajuda de uma impressão de fóssil de 90 milhões de anos de idade.
E os fósseis podem até ajudar os pesquisadores a compreender a vida humana. As espécimes de fóssil revelam muitos ancestrais parecidos com os humanos que viveram há milhões de anos. Os crânios mostrados acima são de uma variedade de antigos ancestrais humanos, e eles demonstram como o formato do crânio, que se relaciona com o tamanho e estrutura do cérebro, pode ter mudado à medida que os humanos evoluíram.
Esses e outros fósseis fizeram enormes contribuições à vida na Terra, e os cientistas continuam a fazer novas descobertas. Algumas das mais novas descobertas vêm dos recentemente escavados depósitos fossilíferos na China. Um depósito como esse se encontra na Província de Liaoning, no noroeste da China. Em 2005, pesquisadores escavaram amostras de 90 espécies de vertebrados, 300 espécies de invertebrados e 60 espécies de plantas. Algumas dessas descobertas estão preenchendo lacunas no registro fóssil, enquanto outras estão confirmando teorias existentes de cientistas, como a de que alguns dinossauros tinham penas.
AFP/Getty Images
Uma coleção de fósseis considerada como a série evolucionária do homem desde sua mais remota existência
há milhões de anos é retratada no Museu Nacional, que tem 75 anos, em Nairóbi
|
Fonte: http://ciencia.hsw.uol.com.br
terça-feira, 25 de dezembro de 2012
O que são os fósseis vivos?
segunda-feira, 11 de junho de 2012
Nova Página do Blog - Núcleo de Paleontologia
o Link é : http://gaiaufvjm.blogspot.com.br/p/nucleo-da-paleontologia.html
quarta-feira, 4 de abril de 2012
GAIA-GIPE recebe doação de réplica de Ictiólitos
O Professor Paulo Afrânio Sant´Anna, da UFVJM, doou réplica de ictiólitos para fins educacionais para o Núcleo de Paleontologia. A réplica contém três fósseis de peixes e vem sendo um sucesso para as turmas das escolas que visitam o GAIA.
Caro Paulo, a equipe GAIA agradece a atenção e ajuda na formação do acervo!
| Foto: Cecília Serra Macedo |
GAIA-GIPE recebe fragmentos de ossos de Titanossauro para Núcleo de Paleontologia
O Professor Marcelo Fagundes, coordenador do Laboratório de Arqueologia e Estudo da Paisagem da UFVJM, cedeu ao GAIA, para fins educacionais, fragmentos de ossos de vertebrados do Cretáceo da região norte de Minas Gerais. Os fragmentos devem pertencer a um titanossauro pertencente a um gênero de dinossauros saurópodes herbívoros.
A equipe GAIA agradece o empréstimo e com certeza tal material será de grande valia no Núcleo de Paleontologia do Projeto GAIA, assim como no entendimento da profissão do paleontólogo.
![]() |
| Fotos: Marcos Vinícius Pacheco e Vinícius Fidélis |
O Titanossauro era um dinossauro herbívoro, saurópode, que media cerca de l2 m de comprimento por 6 metros de altura, sendo considerado um dos maiores "dinossauros brasileiros" , reconhecido em diversas regiões do Brasil através de fósseis, dentes e ovos. O Titanossauro viveu a 100 milhões de anos atrás comendo folhas no topo das árvores há aproximadamente 6 metros de altura.
Nome: Titanossauro
Nome Científico: Titanosaurus
Época: Cretáceo
Local onde viveu: América do Sul
Peso: Cerca de 9 toneladas
Tamanho: 12 metros de comprimento e 6 de altura
Alimentação: Herbívora
segunda-feira, 2 de abril de 2012
GAIA recebe alunos do Colégio Diamantinense
Nesta segunda feira, dia 02 de abril, pela manhã, o Projeto GAIA recebeu a turma de 8 ano (24 alunos) e sua professora de geografia, Maria José Macedo Campos, além do Diretor do Colégio Diamantinense, Professor Hermes Pimenta Werneck Machado , para visitação dos nichos de exposição.
A Equipe GAIA agradece esta visita!
A Equipe GAIA agradece esta visita!
| Fotos: Cecília Serra Macedo |
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