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quarta-feira, 10 de junho de 2015

Onze erros comuns entre os professores de Geografia




Todos os profissionais estão sujeitos a erros e, com os professores, não é diferente. Portanto, a grande virtude de um profissional da área da educação não é a infalibilidade, mas a capacidade de procurar e reconhecer os próprios erros e dificuldades de modo a evitá-los e, assim, tornar-se cada dia melhor naquilo que faz.
O objetivo deste texto não é o de apontar erros como se fossem um defeito grave, mas sim o de enumerar os principais problemas dos professores de Geografia para que os educadores dessa importante área do conhecimento possam aperfeiçoar-se.
Confira, a seguir, os onze erros mais comuns cometidos entre os professores de Geografia:


1) Não esclarecer o conceito da Geografia e seus objetivos
Não são poucos os mitos e enganos sobre o que é, especificamente, a Geografia. É claro que essa questão não possui uma definição única e precisa, haja vista que é amplamente debatida pelos principais pensadores da área e, eventualmente, redefinida. No entanto, cabe sempre ao professor de Geografia o esclarecimento sobre o que é a Geografia e o que ela estuda e, por extensão, o que ela não é e o que ela não estuda.
O grande erro dos professores de Geografia é realizar essa tarefa em apenas uma aula, durante um período específico do ano. Sempre que possível e necessário, é preciso lembrar aos alunos que a Geografia é a ciência que estuda o espaço geográfico, que aborda os seus aspectos naturais e humanos e que se baseia em importantes conceitos, como o de paisagem, espaço, lugar, região, território e muitos outros.
Não são raros os estudantes que se perguntam: como pode uma mesma disciplina estudar, por exemplo, as configurações geopolíticas do planeta e, ao mesmo tempo, as dinâmicas das formas de relevo? Para o professor de Geografia, cabe a missão de explicar que esses temas fazem parte de um mesmo conjunto socioespacial que está diretamente relacionado com as práticas humanas.


2) Não contextualizar informações e conceitos
Esse não é um erro exclusivo dos professores de Geografia, mas de várias áreas do conhecimento. É amplamente sabido que um conceito ou tema qualquer, explicado de forma isolada, é muito mais dificilmente compreendido do que se a sua explicação fosse realizada a partir de um contexto.
O aluno consegue assimilar melhor um determinado assunto quando ele vê que aquele conhecimento não foi apresentado em sala de aula de forma aleatória, mas que existem debates e discussões sobre esse tema. Então, antes de introduzir uma determinada matéria ou até um conceito muito específico, é bom apresentar uma contextualização, que pode ser uma matéria de jornal, um artigo de opinião, uma reportagem na TV ou até a fala do próprio professor sobre uma história, uma curiosidade, entre outras inúmeras opções.


3) Colocar os alunos para decorar as capitais dos estados e dos países
É verdade que esse procedimento é realizado cada vez mais raramente, mas ainda ocorre. Um professor não deve colocar os seus alunos para decorar aleatoriamente as capitais de países, o que se relaciona, diretamente, com o item anterior. Afinal, essa metodologia para ensinar um conhecimento, que é até eventualmente útil, apresenta-se de forma mecânica e descontextualizada.
Mais do que decorar quais são as capitais dos países e dos estados brasileiros, é importante ensiná-las de forma transversal, ou seja, ao longo dos diferentes temas. Por exemplo, quando estudamos os aspectos regionais da região Nordeste, apresentamos as capitais dos estados dessa região de maneira interligada com as demais características, o que pode gerar um maior aprendizado.


4) Esvaziar a crítica dos temas ou se limitar a criticar
Embora exista certa polêmica sobre uma possível doutrinação dos professores de Geografia em sala de aula, é errado pensar que os conteúdos devam ser trabalhados sem uma análise crítica dos fatos, o que inclui a abordagem de todas as críticas existentes sobre um determinado aspecto da realidade. Afinal, a própria crítica serve como aprendizado, pois alimenta a contextualização defendida no item 2.
Outro problema, no entanto, estabelece-se quando o professor aborda um determinado assunto somente a partir da sua crítica, privando os alunos de conceitos básicos. Um exemplo clássico: aulas sobre as disputas árabe-israelenses sem o devido aproveitamento das informações sociais e naturais da região, apenas com a opinião do professor ou com as críticas existentes sobre o caso.
Portanto, é preciso encontrar um meio-termo entre a aula não crítica e a aula somente crítica.


5) Realizar críticas e opiniões sem conhecimento ou propriedade sobre os assuntos
Ainda sobre a questão da crítica na Geografia, é importante considerar um fato: o professor não deve opinar ou realizar críticas sobre qualquer coisa se não possuir propriedade para tal. Em alguns casos, cabe mais a humildade do “não saber” do que a arrogância do “achar que sabe” para realizar considerações opinativas perante os estudantes.
Um dos erros mais comuns dos professores de Geografia é não resistir a opiniões fáceis, geralmente vinculadas ao senso comum e amplamente difundidas, mas, muitas vezes, enganosas ou reducionistas. É claro que o professor não precisa ser um “pós-doutor” sobre tudo aquilo que deseja opinar, mas é importante o mínimo de conhecimento para evitar enganos.
Aliás, uma das missões dos professores – principalmente em Ciências Humanas – é combater, entre os alunos, a difusão do senso comum, pois a maioria da população se pauta em informações vinculadas a esse tipo de saber, gerando uma série de problemas para a sociedade. Pode até dar trabalho, mas estar “por dentro dos fatos” é muito importante.


6) Trabalhar a produção e a leitura de mapas sem conteúdos e significados
Os temas de Cartografia, como se sabe, são bastante importantes para a Geografia. No entanto, alguns professores e muitos livros didáticos cometem o erro de trabalhar os mapas e os seus elementos de maneira descontextualizada. Mais do que aprender sobre os mapas, é preciso saber o que eles estão dizendo, pois o conteúdo e o significado, sem dúvidas, auxiliam uma correta leitura.


7) Não direcionar a aplicabilidade prática dos conteúdos
Em muitos casos, mais do que apresentar o contexto ou o significado de determinados assuntos e temas, os professores de Geografia precisam também demonstrar a aplicabilidade prática de alguns acontecimentos ou o porquê devemos apreendê-los. Isso não é, em muitas situações, uma tarefa fácil, mas é altamente necessária, tornando-se, assim, um desafio para quem ensina.
Muitos estudantes perguntam-se, por exemplo: “por que eu preciso estudar placas tectônicas?” Assim, nesse caso, o professor precisa esclarecer que o conhecimento sobre as placas tectônicas ajuda-nos a entender como se formam as cadeias montanhosas, por que acontecem terremotos e vulcanismos, além de explicar algumas diferenciações no relevo que interferem na nossa vivência direta.


8) Não utilizar mapas para espacializar as discussões
Se não apresentar conteúdos e conhecimentos relevantes durante o ensino de Cartografia é um erro, o mesmo pode ser dito em não apresentar mapas para espacializar os temas abordados em sala de aula. Os estudantes, quase sempre, precisam saber e entender corretamente a localização de um acontecimento para compreender melhor o que está sendo explicado.
Por exemplo: o professor afirma que o Oriente Médio é uma região onde existem muitos conflitos territoriais, políticos e também envolvendo recursos naturais, notadamente a água e o petróleo. Ao ouvir essas informações, o aluno pode perguntar-se: “Onde está o Oriente Médio?” Assim, utilizar mapas temáticos para esclarecer os diferentes pontos desse e de outros assuntos pode facilitar o aprendizado no sentido de diminuir o caráter abstrato que os conteúdos podem eventualmente adquirir.


9) Desvincular totalmente a Geografia Física da Geografia Humana
Para fins didáticos, é comum haver a separação entre a Geografia Física e a Geografia Humana no processo de ensino e aprendizagem. Até o currículo escolar, muitas vezes, apresenta essa característica. Mas isso não quer dizer que essas áreas estejam desconectadas ou, mais precisamente, que os saberes abordados por elas não estejam interligados.
A Geografia, afinal de contas, estuda, entre outras coisas, a relação entre sociedade e natureza, de modo que é impensável acreditar que os elementos antrópicos estejam desconexos dos elementos humanos. Assim, sempre que possível, o professor deve enfatizar essa complexa e abrangente relação.


10) Ignorar temas e acontecimentos atuais
O professor de Geografia não deve ignorar, em suas aulas, acontecimentos atuais, pois a realidade social é muito dinâmica. Assim, notícias e fatos – amplamente noticiados ou não – precisam ser abordados durante as aulas, nem que isso aconteça apenas de maneira introdutória. É bom também, por outro lado, que o professor consiga um equilíbrio, pois o excesso de comentários sobre notícias a acontecimentos pode atrapalhar o andamento das aulas e o atendimento do currículo escolar.
Além do mais, ao planejar uma aula sobre qualquer assunto, é bom que se pesquise a respeito de descobertas científicas ou acontecimentos recentes, pois isso pode auxiliar, mais uma vez, na contextualização defendida no item 2.


11) Ignorar fatores históricos e conhecimentos de outras disciplinas
Nos tempos atuais, a busca pela interdisciplinaridade é constante, muito embora a formação de professores e o processo de constituição das ciências apresentem limitações quanto a isso. Assim, é preciso que o professor de Geografia busque, ao máximo, romper com barreiras interdisciplinares existentes.
Nesse sentido, é importante apresentar os contextos e acontecimentos históricos de determinados assuntos, além de, ao menos, relacionar determinados temas e conceitos com conteúdos de outras disciplinas.
Esperamos que, com essa lista dos onze erros mais comuns entre os professores de Geografia, possamos contribuir para o aperfeiçoamento da prática docente dos profissionais dessa área. É claro que, em muitos casos, as falhas não são de responsabilidade exclusiva dos professores, haja vista que a falta de estrutura de algumas escolas, a má gestão ou a excessiva carga horária precarizam o trabalho docente. De toda forma, temos que considerar as nossas limitações – pessoais ou estruturais – como um desafio para melhorar não só o desempenho nas salas de aula, mas a educação em si.

Fonte: http://ensinodegeografiauenp.blogspot.com.br

sexta-feira, 22 de maio de 2015

350 livros técnicos e científicos para download gratuitamente




Você sabia que a base SciELO disponibiliza cerca de 350 livros técnicos e científicos para download gratuito?

Os livros estão disponíveis nos formatos PDF e ePUB e podem ser baixados integralmente ou lidos no próprio site.

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segunda-feira, 4 de maio de 2015

Raio- x da maior bacia hidrográfica do mundo


Amazônia, maior bacia hidrográfica terrestre, está localizada na faixa tropical da América do Sul, e abrange nove países. Ocupa uma área de 6,3 milhões de km2, e a maior parte dela se encontra em território brasileiro (4,8 milhões de km2).

Ela tem um papel fundamental no funcionamento do sistema climático da Terra, atuando como fonte de calor crítica para a atmosfera global. O processo se inicia mediante a evaporação do vapor de água à superfície e liberação de calor na média e alta troposfera através do calor latente de condensação das nuvens convectivas tropicais. Parte desse vapor de água precipita-se nas áreas de convecção e o restante é transportado pela circulação de grande escala na média e alta troposfera, fora dessas áreas, onde se resfria, emitindo radiação de onda longa (ROL).

A bacia amazônica é formada pelo rio Amazonas e seus afluentes. Estes estão situados nos dois hemisférios (no hemisfério norte e no hemisfério sul) e, devido a esse fato, o rio Amazonas tem dois períodos de chuvas, pois a época das chuvas é diferente no hemisfério norte e no hemisfério sul.

O rio Amazonas foi recentemente reconhecido como o rio mais extenso do mundo, no qual, ao longo da bacia, desembocam mais de mil afluentes, contribuindo com 15% a 20% da água doce para os oceanos, com expressiva quantidade de nutrientes. Esses nutrientes ajudam a alimentar a vida marinha, que, por sua vez, exerce um papel importante no balanço global do carbono, absorvendo importantes quantidades de carbono.


Rede de drenagem da bacia amazônica, extraída dos mosaicos das imagens JERS-1 no período de seca, a elipse vermelha destaca a zona de amplitude mais elevada com uma densa rede de drenagem, inserida na Formação Solimões. Fonte: livro Secas da Amazônia. Ed. Oficina de Textos.

Intensa precipitação e temperatura quase constante decorrente das elevadas taxas de radiação recebidas ao longo do ano fazem dessa região a maior floresta tropical úmida.

Esse ambiente é propício ao desenvolvimento de uma vasta diversidade de ecossistemas, gerando uma produtividade primária líquida de aproximadamente 10% de toda a produzida pela biosfera terrestre.

As secas severas decorrentes dos déficits pluviométricos anômalos observados em grande parte da região amazônica em 2005 e 2010 estimularam o interesse no entendimento das suas causas climáticas, bem como das suas principais consequências para a região, seja nas regiões de terra firme, seja nas regiões alagáveis.


Fonte da Informação: http://www.comunitexto.com.br/raio-x-da-maior-bacia-hidrografica-mundo/#.VVrA7Uuc87o

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Cartilha sobre Raios do INPE






Dica para professores:

O Grupo de Eletricidade Atmosférica do INPE fornece uma ótima cartilha, em alta resolução, para ser distribuída entre os alunos. A cartilha em baixa resolução pode ser acessada aqui. 

Para solicitar a cartilha em alta resolução, clique aqui.

Fonte da informação: http://www.comunitexto.com.br/

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

O que são os Alpes?

Os Alpes fazem parte de uma extensa cadeia montanhosa que se estende pelo Sul da Europa, Ásia Menor(Turquia), India, Rússia, e Norte da China. Podemos considerar os Apeninos (Itália), a cordilheira Dinárica/Pindárica (Ex-Iugoslávia e Grécia) e os Cárpatos (Romênia e Ucrânia) como "ramos" da Cadeia Alpina.


Os Alpes foram levantados devido à pressão exercida sobre sedimentos da bacia do mar de Tétis, à medida que os seus estratos mesozoico e cenozoico foram empurrados de encontro à estável massa euro-asiática pela massa africana, que se movia na direção norte. Isto ocorreu durante as épocas oligocena e miocena. A pressão formou grandes dobras, chamadas "nappes", que subiram do que era o mar de Tétis e pressionaram na direção norte, com frequência partindo-se e deslizando umas sobre as outras. O monte Branco, o Matterhorn e os picos elevados dos Alpes Peninos e Hohe Tauern são formados por rochas cristalinas.


A paisagem vista hoje foi formada principalmente por glaciação ao longo dos últimos dois milhões de anos. Pelo menos cinco eras glaciais atuaram para alterar a região, ao formar os lagos e arredondar as colinas de calcário na franja setentrional. As geleiras (glaciares) têm recuado ao longo dos últimos 10 mil anos. Crê-se que, com o término da última era glacial, o clima foi alterado de maneira tão súbita que as geleiras recuaram para as montanhas num período de cerca de 200 a 300 anos.

http://www.glitztv.com.br/wp-content/uploads/2012/08/alpesSuizos.jpg

Texto enviado pela aluna de Fisiologia da Terra: Izabel Fernandes

sábado, 15 de fevereiro de 2014

O QUE É UMA CORDILHEIRA MESO-OCEÂNICA OU DORSAL OCEÂNICA?


“

Cordilheiras ou Dorsais Meso-oceânicas” são nomes atribuídos às grandes cadeias montanhosas que existem ao longo dos oceanos. Essas cordilheiras dividem a crosta submarina em duas partes, representando uma ruptura ou cicatriz, produzida durante a divergência entre placas tectônicas e são marcadas por intensa atividade sísmica (tremores) e vulcânica.


A “Dorsal Mesoatlântica” é um exemplo de estrutura no fundo do mar, que se formou pela expansão do assoalho oceânico, através da divergência entre as placas Norte-Americana e Eurasiana.














Fonte: http://domingos.home.sapo.pt/idatla_1.jpg
Enviado por Keyla Sabrina, aluna de Fisiologia da Terra.



quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Por que na costa do Chile não há praias como no Brasil?


O Chile está situado ao longo da região sudoeste do continente sul americano (América do Sul), tendo o deserto de Atacama (o mais árido de todo o planeta) localizado ao seu norte e fazendo divisa com o Peru.A leste faz divisa com a Bolívia e Argentina, sendo limitado pela Cordilheira dos Andes; ao sul faz divisa com o Polo Sul, e, a oeste, sua costa é banhada pelo Oceano Pacífico. Como podemos observar no mapa da América do Sul abaixo:


http://www.guiageografico.com/imagens/mapa-america-sul.jpg


 Um país que tem em sua geografia um relevo acidentado, com regiões montanhosas como a Cordilheira da Costa e a Cordilheira dos Andes, lagos e planícies, e, também Depressão Intermediária entre as cordilheiras. Algo que é notável em um país com uma costa de grande extensão com as cordilheiras com o término na costa, de norte a sul. Com isso na parte costeira não há praias como  na costa brasileira. Observe as fotos abaixo para ver um pouco mais de feições costeiras no Chile:







Fontes: Guia geográfico (www.guiageo-americas.com); Enciclopédia contemporânea da
América Latina e do Caribe. São Paulo: Boitempo Editorial, 2006; P@íses _ IBGE (www.ibge.gov.br/paisesat/).

http://chile8c.no.comunidades.net/index.php?pagina=1958330143 http://www.chile.travel/pt/sobre-o-chile/clima-e-geografia.html http://www.infoescola.com/chile/geografia-do-chile/ 

Texto enviado por Hilarina Machado, aluna de Fisiologia da Terra

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Cientistas sugerem que água lunar surgiu antes da Terra







Cientistas apresentaram pesquisa na qual sugerem que a água encontrada na Lua poderia ter sido originada antes mesmo que a formação da Terra.


Um grupo de cientistas apresentou no Congresso Europeu de Ciências Planetárias de Londres uma pesquisa na qual sugerem que a água encontrada na Lua poderia ter sido originada antes mesmo que a formação da Terra.

O estudo foi realizado por uma equipe de cientistas da universidade britânica Open University e se baseia nas mostras lunares recolhidas pelos astronautas do programa Apolo, que deram evidências da existência de água na Lua.

Para realizar a pesquisa, os cientistas britânicos analisaram a quantidade de água presente dentro da apatita, um mineral de fosfato de cálcio achado nas mostras que foram extraídas da crosta lunar mais antiga.

"Estas são algumas das rochas mais antigas que temos da Lua e são inclusive anteriores às mais antigas que encontradas na Terra", explicou em comunicado Jessica Barnes, chefe do projeto.

Segundo a equipe, estas mostras de rocha lunar são as mais apropriadas para "compreender como a água se originou na Lua pouco após sua formação há cerca 4,5 bilhões de anos" e para "descobrir de que parte do Sistema Solar provém a água".

A partir das apreciáveis quantidades de água que foram encontradas dentro da estrutura cristalina da apatita, a equipe de Barnes também defendeu que o interior da Lua é muito mais úmido do que se achava.

Embora os cientistas não tenham conseguido identificar a origem exata de água lunar, a pesquisa destacou que poderia ter um vínculo comum entre a água da Lua e a Terra.

"A água da apatita que há nas rochas lunares analisadas tem um marcador isotópico muito similar ao da Terra e ao de alguns meteoritos de carbono", acrescentou Barnes.

"A extraordinária relação que há entre as mostras lunares e as reservas de água achadas na Terra sugerem que há uma origem comum para a água da Lua e da Terra", concluiu a cientista.

Fonte: In Exame.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Por que ser cientista? Por Marcelo Gleiser


Essa é uma pergunta que escuto frequentemente, quando converso com jovens ainda indecisos com relação a qual carreira seguir. Na verdade, o que vejo, e tenho certeza que meus colegas confirmam isso, é que a maioria absoluta dos jovens não tem a menor ideia do que significa ser um cientista ou como se constitui a carreira. Imagino que nem 5% da população brasileira possa mencionar o nome de três (ou um?) cientista brasileiro da atualidade. A questão não é essa constatação, que é óbvia, mas o que podemos fazer para mudar isso.

O primeiro obstáculo é o da invisibilidade. Se ninguém conhece um cientista, fora o que se vê na TV ou no cinema, fica difícil contemplar a possibilidade de uma carreira em ciências. Contraste isso com médicos, dentistas, professores, policiais, profissões que fazem parte da vida dos jovens. Quando um jovem imagina um cientista, provavelmente pensa no programa de TV "The Big Bang Theory", ou em uma foto do Einstein de língua de fora.

A solução é maior visibilidade: é ter cientistas visitando escolas públicas e particulares, incluindo estudantes de pós-graduação que, na maioria absoluta, têm uma bolsa de estudos do governo. Proponho que, como parte da bolsa, estudantes de mestrado e doutorado devam fazer uma visita ao ano (ou mais se desejarem) a uma escola local para conversar com as crianças sobre o seu trabalho de pesquisa e planos para suas carreiras. Sugiro que seus orientadores façam o mesmo.

Sim, eu faço isso com muita frequência, tanto no Brasil quanto nos EUA. Pelo menos uma visita ou palestra (às vezes via Skype) por mês. Não tira pedaço e é extremamente útil e gratificante.

O segundo obstáculo é o estigma de nerd. Cientista é o cara bobão, o que não tem nenhum amigo e por isso vira CDF. Grande bobagem. Tem cientista de todo jeito, e alguns são nerds, como são alguns médicos, dentistas e policiais, e outros são "supercool", com suas motocicletas, pranchas de surfe e sintetizadores. Tem nerd que é "cool". Tem cientista ateu e religioso, flamenguista e corintiano, conservador e comunista. A comunidade é tão variada quanto em qualquer outra profissão.

O terceiro obstáculo é o da motivação. Por que fazer ciência? Esse é o mais importante deles, e o que requer mais cuidado. A primeira razão para se fazer ciência é ter uma paixão declarada pela natureza, um desejo insaciável de desbravar os mistérios do mundo natural. Essa visão, sem dúvida romântica, é essencial para muita gente: fazemos ciência porque nenhuma outra profissão nos permite dedicar a vida a entender como funciona o mundo e como nós humanos nos encaixamos no grande esquema cósmico. Mesmo que o que cada um pode contribuir seja, na maioria dos casos, pouco, é o fazer parte desse processo de busca que nos leva em frente.

Existe também o lado útil da ciência, ligado diretamente a aplicações tecnológicas, em que novos materiais e novas tecnologias são postos a serviço da criação de produtos e da melhoria da qualidade de vida das pessoas. Mas dado que a preparação para a carreira é longa --depois da graduação ainda tem a pós com bolsas bem baixas-- sem a paixão fica difícil ver a utilidade da ciência como a única motivação. No meu caso, digo que faço ciência porque não me consigo imaginar fazendo outra coisa que me faça tão feliz. Mesmo com todas as barreiras da profissão, considero um privilégio poder pensar sobre o mundo. E poder dividir com os outros o que vou aprendendo no caminho.


Marcelo Gleiser é professor de física e astronomia do Dartmouth College, em Hanover (EUA). É vencedor de dois prêmios Jabuti e autor, mais recentemente, de "Criação Imperfeita". Escreve aos domingos na versão impressa de "Ciência" do Jornal Folha de São Paulo

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Jurassic Park venezuelano emerge do petróleo


Sob o rico subsolo venezuelano há mais do que petróleo: paleontólogos descobriram vestígios de um tatu do tamanho de um Volskwagen, um crocodilo maior que um ônibus, um mastodonte de seis toneladas e um tigre dente-de-sabre. Agora, procuram um fóssil humano. Foto: AFP/Juan Barreto
Sob o rico subsolo venezuelano há mais do que petróleo: paleontólogos descobriram vestígios de um tatu do tamanho de um Volskwagen, um crocodilo maior que um ônibus, um mastodonte de seis toneladas e um tigre dente-de-sabre. Agora, procuram um fóssil humano. Foto: AFP/Juan Barreto



Sob o rico subsolo venezuelano há mais do que petróleo: paleontólogos descobriram vestígios de um tatu do tamanho de um Volskwagen, um crocodilo maior que um ônibus, um mastodonte de seis toneladas e um tigre dente-de-sabre. Agora, procuram um fóssil humano.


Em meio a rochas e ossos petrificados entre 14.000 e 370 milhões de anos expostos em seu pequeno escritório, Ascanio Rincón, chefe do Laboratório de Paleontologia do Instituto Venezuelano de Pesquisas Científicas (Ivic), explica à AFP o mapa da história geológica do país, com grande riqueza de fósseis.


"Temos 12.000 exemplares catalogados, de diferentes eras. Na Venezuela temos esta riqueza que vem de quando se origina o oceano Atlântico, há 200 milhões de anos, de quando se dá a deriva do rio Orinoco, há 8 milhões, e se fecha o istmo do Panamá, de 5 a 3 milhões", comentou Rincón.


Situada no norte da América do Sul, com uma estrutura geologicamente complexa e nadando em petróleo, a Venezuela tem 102 sítios com fósseis, concentrados nos estados de Falcón e Lara, embora também haja ocorrências em Zulia, Monagas e Mérida, todos ao norte do Orinoco.


O cheiro de petróleo invade o ambiente quando Rincón abre com cuidado a gaveta de um arquivo para mostrar o fêmur preto de um mastodonte gigante de 25.000 anos, do final da Era do Gelo.


As cavernas venezuelanas guardam tesouros para os paleontólogos. Mas em um país de combustíveis fósseis, nos chamados "breales", grandes poças de petróleo com água na superfície, como o Breal de Mene de Inciarte (Zulia) e o Breal de Orocual (Monagas), ficaram presos e preservados por milhões de anos de pequenas aves a exemplares da megafauna.


As prospecções de petróleo têm sido fundamentais. Desta forma foram encontrados fósseis de dinossauros tão pequenos como um frango sem penas com cara de iguana, pelicanos de três metros e 12 milhões de anos e preguiças gigantes tão grandes que eram terrestres, ao contrário de seus parentes modernos que vivem em árvores.

 "Quebra-cabeça de 5.000 peças"


Interpretar um fóssil pode levar anos. Identificar o tigre dente-de-sabre, um dos mimos da coleção, denominado 'Homotherium venezuelensis', levou quatro anos desde que sua descoberta, a primeira da espécie na América Latina.


Em setembro será anunciada a descoberta, em uma região remota do país, de uma nova espécie que começou a ser estudada há 18 anos, diz Rincón, orgulhoso, sem revelar a surpresa.


"Imagine um quebra-cabeças de 5.000 peças e você tem 200 peças que tenta interpretar, tirar uma conclusão confiável que aporte alguma coisa à ciência. Vamos juntando as peças até que tenhamos informação da totalidade", ilustrou.
E montar um quebra-cabeças demanda muita paciência. Uma vez que os especialistas detectam um fóssil, devem extrair o sedimento, transportá-lo, lavá-lo, passá-lo por uma peneira, separá-lo com uma lupa e estabilizá-lo para manipulá-lo durante o estudo e comparação com seus parentes atuais.


O laboratório, que conta com apenas cinco pesquisadores, tem apoio estatal e privado, mas carece de recursos logísticos e tecnológicos. Às vezes, precisam comparar peças com outras encontradas em Estados Unidos, França, Espanha e países da América Latina.


 "Como a música" 


De onde viemos, para onde vamos e o que somos? Parte da resposta à eterna pergunta do ser humano, diz Rincón, está na paleontologia, que ajuda a "entender a evolução da vida na Terra".


Vital para a indústria da mineração, os fósseis determinam a idade das rochas e indicam os depósitos de petróleo, mas Rincón e sua equipe veem na paleontologia uma "missão": criar consciência do que existiu há milhões de anos e não existe mais para cuidar o que existe hoje.


"Estamos extinguindo o pouco que nos resta de florestas, oceanos, desertos, devastando nossos ecossistemas. Estamos forçando a roda para que a extinção se acelere", lamentou.


Para Rincón, a paixão pelo que faz sai pelos poros. "Quis ser paleontólogo desde que tinha oito anos por um programa da National Geographic que adorei, vi uns caras escavando na África procurando fósseis e disse: Quero ser como eles!".


Fonte da Informação: http://www.diariodepernambuco.com.br/

domingo, 22 de setembro de 2013

A terra é cheia de furinhos. Duvida? Faça a experiência e comprove!



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Prove para os seus amigos que o solo da terra é cheio de furinhos!

Você vai precisar de:
1 pedaço de plástico
1 pedra
1 bloco de terra endurecida
1 esponja
1 conta-gotas
Água

Como fazer a experiência:
Forre o chão com o pedaço de plástico. Coloque sobre ele a pedra, a terra e a esponja.
Usando o conta-gotas, pingue sobre os três a mesma quantidade de água, até encharcar a esponja.
Repare como a pedra quase não absorve a água, mas o bloco de terra e a esponja, sim.

O que acontece?

O solo tem uma porção de furinhos chamados de poros. Quando a terra está seca, os poros ficam cheios de ar. Se chove, eles se enchem de água, como os da esponja.

Mas na terra há mais poros e a por isso o bloco de terra absorve mais a água. Se o solo não tivesse esses furinhos, as raízes das plantas não conseguiriam absorver a água da chuva.

Fonte da Informação: http://www.recreio.com.br/licao-de-casa/

sábado, 21 de setembro de 2013

Salobra, termal, dura: conheça os diferentes tipos de água do planeta

tipos-de-água-na-natureza menino boia água copo

Beber água salgada do mar: blergh!


Você já bebeu água mineral e nadou em água salgada, mas existem outros tipos de água na natureza. 

Veja só:  
Água doce:  É a água dos rios e lagos que não tem contém grande quantidade de sal.  

Água salgada:  Está nos oceanos e é rica em sal que veio de rochas dissolvidas pela água das chuvas milhões de anos atrás.  

Água salobra:  É um tipo de água que contém sal, mas não tanto como no mar. Por isso, não pode ser chamada de doce ou salgada. É encontrada em reservas subterrâneas, tem gosto um pouco salgado, mas pode ser bebida.  

Água mineral:  Água doce e potável, com substâncias que se desprendem de rochas.  Água sulfurosa  É um tipo de água mineral com alto teor de enxofre, que a deixa com um cheiro ruim. 

Água com gás:  Um tipo de água mineral que contém gás carbônico.  

Água termal :  Fica em fontes em que a temperatura da água está acima da temperatura ambiente, como em lugares onde existiram vulcões ativos no passado. Um exemplo é a cidade brasileira de Araxá, em Minas Gerais.  

Água dura:   Apesar do nome, ela não é sólida, mas contém grande quantidade de substâncias chamadas de sais de cálcio e magnésio. Por isso, em contato com outras substâncias, ela reage de forma diferente da água comum. Ela não produz espuma em contato com o sabão, por exemplo.  


Fonte da Informação: http://www.recreio.com.br/licao-de-casa/muito-mais-que-doce-ou-salgada-conheca-os-tipos-de-agua-que-existem-na-natureza

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Serra do Pasmar em maquete para o FHist

O projeto GAIA foi convidado pelo Prof. Marcelo Fagundes a construir uma maquete da Serra do Pasmar, localizada próximo a Diamantina, para retratar a ocupação pré-histórica neste importante sítio.

Agradecemos ao Prof. Marcelo pela confiança depositada no GAIA.

O GAIA agradece aos alunos do Colégio Tiradentes que tanto ajudaram na confecção do Papel Marchê.

Seguem algumas fotos da versão semi-finalizada que encontra-se na Casa da Chica da Silva em Diamantina:










quinta-feira, 27 de junho de 2013

Como é possível descobrir o que há no interior de nosso planeta?



Um jovem e seu tio resolvem viajar ao centro da Terra. Dirigem-se, então, à cratera de um vulcão na Islândia, que acreditam ser a porta de entrada para o interior do planeta. Na incrível aventura, encontram um mundo subterrâneo repleto de surpresas que vão de oceanos a dinossauros. Parece fantástico? E é, mas trata-se apenas de uma história de ficção. O livroViagem ao centro da Terra, do francês Julio Verne, não se aproxima nem um pouco da realidade.

Até hoje, quase 150 anos depois do lançamento do livro, enveredar-se pelo interior do planeta é impossível para o homem e, ainda que a viagem se tornasse real, o que encontraríamos seria bem diferente.

A Terra é dividida em três partes principais: núcleo, manto e crosta. O núcleo é formado por ferro e níquel, metais que aparecem em estado sólido na parte mais interior e líquido na camada externa. Ao todo, o núcleo tem cerca de 7 mil quilômetros de diâmetro e corresponde a um terço da massa total do planeta.

“A segunda camada, que fica entre o núcleo e a crosta, é chamada de manto. Ela tem 2,9 mil quilômetros de espessura e é composta principalmente de silicato de magnésio e ferro”, conta o geólogo Roberto Cunha, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Ao contrário do que muita gente pensa, o manto é sólido, e não líquido. “Em alguns locais, quando ocorre uma diminuição da pressão ou um aumento de temperatura – durante um terremoto, por exemplo –, uma pequena porção do manto pode se fundir, dando origem à lava dos vulcões”, explica o pesquisador.


A Terra tem, no total, 12,7 mil quilômetros de diâmetro. Sua estrutura está dividida em crosta (a parte mais externa), manto e núcleo (Imagem cedida pelo pesquisador)

Por fim, a última camada é a crosta terrestre, onde nós vivemos. Roberto explica que a espessura da crosta varia entre cinco quilômetros, no fundo dos oceanos, até mais de 80 quilômetros, nos continentes. É nessa camada que se encontram rochas como granito e basalto.

Investigação subterrânea

Você deve estar se perguntando: como podemos saber o que realmente há em todas essas camadas do planeta, se é impossível chegar até o interior da Terra?

Alguns aparelhos especiais tentam perfurar a crosta terrestre para alcançar camadas mais profundas e retirar amostras para análise. “A perfuração mais profunda foi feita na Península de Kola, na antiga União Soviética, nos anos 1970, e atingiu cerca de 12 quilômetros, mas o projeto foi encerrado”, conta Roberto. “Hoje, o navio japonês Chikyu está perfurando o fundo do Oceano Pacífico, perto da Nova Zelândia”.
O navio Chikyu (que quer dizer “Terra”, em japonês) tem como objetivo alcançar cerca de 7,5 quilômetros de profundidade, tentando atingir o manto da Terra. O projeto deve se estender até março de 2013 (Foto: Wikimedia Commons)


Perfurar a crosta terrestre é um projeto caro e trabalhoso, mas existem outras formas de descobrir os materiais que formam a Terra. “Quando ocorre um terremoto, as ondas de choque – também chamadas ondas sísmicas – atravessam todo o planeta, sendo detectadas por uma rede de sismógrafos espalhadas pelo mundo”, explica Roberto (saiba como funciona o sismógrafo na CHC 183). “A velocidade dessas ondas varia com o tipo de material que elas atravessam. Então, o atraso na velocidade de cada onda dá pistas sobre o material que foi atravessado”.

Além de ficar de olho nos terremotos, os cientistas usam simulações em computador para investigar o centro da Terra. “As simulações são importantes porque tentam representar as condições do interior do planeta, que são inacessíveis para nós”, ressalta o pesquisador. “Para fazer essas simulações, usamos dados das ondas sísmicas, do calor que emana da Terra e das lavas que são trazidas até a superfície pelos vulcões, entre outras informações”.

Fonte da Informação: Texto de Catarina Chagas, no site: http://chc.cienciahoje.uol.com.br/


terça-feira, 25 de junho de 2013

GAIA-GIPE recebe visitas de alunos da Escola Estadual Leopoldo Miranda

Hoje, dia 25/06 de 2013, recebemos a turma do 9o ano  da Escola Estadual Leopoldo Miranda com seu professor João, de Geografia.

A turma do PIBID Geografia esteve presente com os alunos!

Pessoal, agradecemos muito a visita de voces e esperamos que voltem sempre!!!!