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segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Pilar da nebulosa da Carina


Composto por gás e poeira, o pilar retratado reside em um berçário estelar tempestuoso chamado nebulosa Carina, situada a 7.500 anos-luz de distância na constelação austral de Carina. 

Obtida em luz visível, a imagem mostra a ponta longa do pilar, banhada pelo brilho da luz de estrelas quentes e massivas fora da parte superior da imagem. Radiação e ventos rápidos (fluxos de partículas carregadas) dessas estrelas esculpem a coluna causando a formação de novas estrelas dentro dela. Flâmulas da gás e poeira podem ser vistos fluindo para fora da parte superior da estrutura.

Wide Field Camera 3 do Hubble observou a Nebulosa Carina em 24-30 julho de 2009. WFC3 foi instalado a bordo do Hubble maio 2009 durante a Missão de Manutenção 4. A imagem composta foi feita a partir de filtros que isolam a emissão a partir de ferro, o magnésio, o oxigênio, o hidrogênio e enxofre.



Crédito: NASA, ESA e Hubble SM4 ERO Equipe

sábado, 12 de outubro de 2013

Mistérios sobre a energia escura começarão a ser revelados no Chile


O observatório chileno de Cerro Tololo começou seus trabalhos de pesquisa no marco da experiência “The Dark Energy Survey”, ou DES, destinada a descobrir os mistérios sobre a energia escura.
Sua intervenção permitirá a observação detalhada da oitava parte do céu noturno. É na composição dele que aparentemente residem as pistas sobre a expansão do universo.
O telescópio Victor M. Blanco, instalado no Observatório Interamericano de Cerro Tololo, no Chile, possui uma envergadura de 4 metros e uma câmera digital especialmente projetada para obter 570 megapixels de resolução, a 5 mil graus quadrados.
Isso é suficiente para poder observar a movimentação de 300 milhões de galáxias em detalhes, além do comportamento de outras milhares de acumulações galácticas mais longínquas, supernovas e outros elementos do movimento universal.

Os dados obtidos serão processados pelo Centro Nacional para Aplicações de Supercomputação da Universidade de Illinois e, posteriormente, publicados para a comunidade cientifica.
Para quem não sabe, o conceito de energia escura surgiu com base nos fundamentos cosmológicos que tentaram explicar o fenômeno da expansão acelerada do universo, introduzido por Albert Einstein através da equação que determinou a imprecisão da estabilidade universal.
Como comprovado posteriormente, tudo o que existe encontra-se em expansão acelerada. A energia escura, que nada tem a ver com a matéria escura, representa o mistério central das leis da física.
Ela é a chave que permitirá uma organização teórica sobre as ideias do homem em relação ao universo e sua constante expansão.

Fonte: History Channel
https://www.facebook.com/mundodacienci

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Planeta fora do Sistema Solar tem suas nuvens mapeadas pela 1ª vez


Exoplaneta Kepler-7b (à esq.), que tem 3 vezes o diâmetro de Júpiter (dir.), é o primeiro planeta fora do Sistema Solar a ter suas nuvens mapeadas (Foto: Nasa/JPL-Caltech/MIT)Exoplaneta Kepler-7b (à esquerda), que tem 3 vezes o diâmetro de Júpiter (direita), é o primeiro planeta fora do Sistema Solar a ter suas nuvens mapeadas (Foto: Nasa/JPL-Caltech/MIT)



Uma equipe de astrônomos mapeou, pela primeira vez, as nuvens de um planeta fora do Sistema Solar, chamado Kepler-7b. Os dados foram obtidos ao longo de mais de três anos, em diferentes fases do planeta (como as da Lua), por meio dos telescópios espaciais Kepler e Spitzer, da Nasa.

Com temperatura "escaldante", a mais de 1.000° C, esse gigante gasoso tem três vezes o diâmetro de Júpiter e um céu com nuvens mais densas do lado oeste. O Kepler-7b também reflete cerca de 50% da luz visível que incide sobre ele, e sua órbita em torno da estrela principal dura apenas cinco dias. Além disso, se o planeta pudesse ser colocado em uma banheira cheia de água, acabaria flutuando.

Descoberto em 2010, esse corpo celeste foi um dos primeiros exoplanetas detectados pelo telescópio Kepler, que ao todo já identificou mais de 150. Atualmente, o telescópio está com problemas em duas das quatro rodas que lhe dão estabilidade e precisão, e enquanto isso os astrônomos analisam os dados já coletados por ele.

Segundo os cientistas, estudar a atmosfera de planetas fora do Sistema Solar é um caminho para identificar possibilidade de vida em outras partes do Universo, principalmente em corpos mais parecidos com a Terra em tamanho e composição.

O mapa do Kepler-7b foi publicado na revista "Astrophysical Journal Letters" e teve participação do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), do Instituto de Tecnologia de Pasadena, na Califórnia, do Centro Nacional de Pesquisa Científica da França, e das universidades da Califórnia, Yale e Northwestern, nos EUA, de Berna, na Suíça, e de Liège, na Bélgica.

Fonte da Informação: http://g1.globo.com/

segunda-feira, 18 de março de 2013

Universo em processo de resfriamento


Astrônomos do Commonwealth Scientific and Industrial Research Organisation (Organização de Pesquisa Científica e Industrial da Commonwealth) publicaram um artigo denominado “A precise and accurate determination of the cosmic microwave background temperature at z=0,89″ (algo como “Uma medição precisa e exata da temperatura da radiação cósmica de fundo em z=0,89″, em tradução livre) no periódico Astronomy & Astrophysics, para comprovar o resfriamento do Universo.


Os pesquisadores utilizaram o Telescope Compact Array da CSIRO, que está próximo a Narrabri, na Austrália, para medir a temperatura de uma nuvem de gás e poeira a uma distância que corresponde aproximadamente à metade da idade do universo. Durante as avaliações, foi encontrado um gás em uma galáxia a 7,2 bilhões de anos-luz de distância. Estando afastada de estrelas e outras fontes de calor, a única coisa que aquece esta nuvem é o calor do Big Bang, o mesmo da radiação cósmica de fundo.

Também foi identificado o quasar PKS 1830-211 por trás da nuvem de gás. Quasar é abreviação dequasi-stellar radio source ou fonte de rádio quase-estelar, e graças às ondas de rádio dessa “quase estrela”, que atravessam a nuvem de gás interagindo com suas moléculas, pode-se perceber uma mudança no espectro luminoso – mostrando que parte da energia é absorvida.

A marca deixada no espectro luminoso é usada para calcular a temperatura da nuvem de gás. O valor encontrado foi de 5,08 Kelvin, ou -267,92°C. Temperatura extremamente baixa, embora mais quente que o universo atual, que está com 2,73 K, ou -270,27 °C.

O centro de pesquisas é aberto para visitas e, segundo o site oficial, especialistas estarão disponíveis para tirar todas as dúvidas dos visitantes a respeito deste e outros experimentos. Você pode acessar o site clicando aqui, obter mais informações por meio do telefone (02) 6790 4070 ou enviar um e-mail para o Narrabri Outreach.

Um breve panorama sobre a Teoria do Big Bang

A Teoria do Big Bang foi proposta pela primeira vez em 1927 pelo padre, astrônomo e físico Georges Lemaître. Inicialmente chamada de “hipótese do átomo primordial”, a teoria do Big Bang trata sobre o momento da explosão que deu origem ao Universo, entre 12 e 15 bilhões de anos.

Durante esta grande explosão, partículas subatômicas, como nêutrons (1n), prótons (1H) e elétrons (e-), foram geradas, e a partir de um centésimo do primeiro segundo, começou o resfriamento e a expansão do Universo. Esse processo de resfriamento foi contínuo e é similar ao apontado no estudo dos astrônomos do Commonwealth Scientific and Industrial Research Organisation e outros teóricos ao redor do mundo.

Fonte: Hypescience

sábado, 29 de dezembro de 2012

O que aconteceria se o Sol se tornasse um buraco negro?



Então, o que aconteceria se o Sol se tornasse um buraco negro? Acontece que a chance de isso ocorrer é praticamente nula. Na verdade, o centro do Sol não é suficientemente grande para se tornar um buraco negro. Os cientistas acreditam que, quando o Sol morrer, daqui a aproximadamente 5 bilhões de anos, ele crescerá, tornando-se uma gigante vermelha. Quando isso acontecer, ele aumentará de tamanho e provavelmente consumirá Mercúrio e Vênus, e possivelmente a Terra. Por fim, milhões de anos depois, o Sol ficará literalmente sem energia. Então, será formada uma nebulosa planetária, deixando para trás um centro muito denso, composto principalmente por carbono, do tamanho aproximado da Terra. A essa altura, o Sol será uma anã branca. Conforme sua temperatura esfria, ele será, por fim, uma anã negra.

Agora, apenas para argumentar, suponha que o Sol tenha se tornado mesmo um buraco negro, e a Terra e outros planetas tenham conseguido sobreviver a essa transformação. Como o Sol é uma estrela giratória, seu centro continuaria girando, tornando-o um buraco negro de Kerr com uma ergosfera. Como o centro do Sol é muito pequeno, a ergosfera também seria. Na verdade, seria tão pequena, que os planetas continuariam a orbitar da mesma maneira. O buraco negro teria a mesma massa e, portanto, a mesma gravidade do Sol. Os planetas em órbita não notariam nenhuma diferença.

Obviamente, se isso acontecesse, a vida atual seria bastante alterada, mas por outro motivo. Um buraco negro não emite luz. A escuridão consumiria a Terra, que ficaria extremamente fria. Os oceanos (em inglês) congelariam e todas as formas existentes de vida seriam extintas rapidamente. Se os seres humanos conseguissem ir para o subsolo com uma boa maneira de gerar eletricidade e calor, eles poderiam sobreviver. Mas o clima seria muito frio na superfície.