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segunda-feira, 8 de junho de 2015

Espaçonave chega a Plutão dia 14 de julho nos confins do Sistema Solar



A grande expectativa da Nasa, nos próximos 75 dias, é a chegada da espaçonave New Horizons (Novos Horizontes) a Plutão no dia 14 de julho de 2015, que possibilitará, pela primeira vez, imagens e observações científicas muito mais precisas feitas nas proximidades desse gélido planeta-anão.

Aliás, nesse aspecto, 2015 tem tudo para ser um ano muito especial para a astronomia, pois, entre muitos outros eventos positivos, a humanidade conseguirá explorar com sucesso os dois pontos extremos do Sistema Solar. De um lado, Mercúrio, com o trabalho da sonda Messenger. De outro lado, Plutão, planeta-anão, o mais distante do Sol, cujos mistérios os astrônomos poderão desvendar, a partir de julho.

O encontro da nave New Horizons com Plutão marcará um momento histórico, numa data histórica, 14 de julho, consagrado à Revolução Francesa. A espaçonave se aproximará de Plutão e poderá mostrar, então, muito mais detalhes sobre esse planeta-anão e seus satélites.

Depois de nove anos de viagem à velocidade de 52.800 mil km/hora, rumo aos confins do Sistema Solar, a espaçonave fará sua aproximação histórica de Plutão no dia 14 de julho, o que deverá ser considerado um dos grandes feitos astronômicos do século 21, segundo a avaliação de cientistas de diversos países.

“A literatura científica está repleta de artigos sobre as características de Plutão e suas luas, baseadas em observações feitas daqui da Terra” – diz o astronauta e administrador associado da Diretoria de Missões Científicas da Nasa, John Grunsfeld. “Agora poderemos ter muito certeza sobre a realidade de Plutão: vamos estudá-lo de um jeito bem diferente: cara a cara e de perto. A partir do um voo de aproximação sem precedente da espaçonave New Horizons, previsto para o dia 14 de julho, poderemos ampliar de forma exponencial nosso conhecimento sobre Plutão. E não tenho dúvida de que haverá descobertas fascinantes.”

Plutão foi descoberto em 1930 pelo astrônomo norte-americano Clyde Tombaugh (1906-1997). Esse planeta-anão é esférico e orbita o Sol, como os oito principais planetas. Mas, diferentemente de um planeta, Plutão não tem suficiente gravidade para atrair toda a poeira espacial e objetos minúsculos que encontra em sua rota. Além de ser muito menor do que um planeta, o planeta-anão não chega a ser uma lua ou satélite.

É bom lembrar que Plutão é o segundo planeta-anão em tamanho. O maior é Éris, um objeto transnetuniano (TNO, sigla de Trans-Neptunian Object) descoberto em 2005 pela equipe liderada por Mike Brown, astrônomo do Observatório de Monte Palomar, na Califórnia. Éris tem uma massa 27% superior à de Plutão.

Plutão está a uma distância de 39,5 unidades astronômicas (UA) do Sol. Uma UA equivale à distância que separa a Terra do Sol (149,5 milhões de km). Por ser sua órbita excessivamente elíptica, seu ponto mais próximo do Sol (periélio) fica a 29,7 UA (4,437 bilhões de km) – nesse ponto, Plutão está mais próximo do Sol do que Netuno. No outro extremo de sua órbita, o ponto mais distante do Sol (afélio), o planeta-anão está a 49,7 UA ou 7,311 bilhões de km (numa região chamada de Kuiper Belt (ou KY-per), uma grande faixa de milhares de pequenos objetos de gelo que orbitam o Sol, além de Netuno.

Plutão é muito, muito frio. Sua menor temperatura pode chegar a menos 230 graus Celsius. A gravidade nesse planeta-anão equivale a 1/15 da gravidade terrestre, o que significa que um ser humano que pesa 100 kg na Terra pesará apenas 6,66 kg em Plutão.



Fonte: Por Ethevaldo Siqueira, http://cbn.globoradio.globo.com/

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Por que Plutão não é mais considerado um planeta?



Desde sua descoberta, em 1930, Plutão tem sido um enigma:

  • ele é menor do que qualquer outro planeta - menor até do que a lua da Terra; 
  • é denso e rochoso, como os planetas terrestres (Mercúrio, Vênus, Terra e Marte). Seus vizinhos mais próximos, no entanto, são os planetas jovianos gasosos (Júpiter, Saturno, Urano e Netuno). Por essa razão, muitos cientistas acreditam que Plutão se originou em outro lugar do espaço e ficou preso na gravidade do Sol. Alguns astrônomos desenvolveram a teoria de que Plutão costumava ser uma das luas de Netuno; 
  • a órbita de Plutão é irregular. Todos os planetas em nosso sistema solar orbitam ao redor do Sol em uma trajetória relativamente horizontal. Plutão, no entanto, orbita ao redor do Sol em um ângulo de 17º em relação a essa trajetória. Além disso, sua órbita é excepcionalmente plana e atravessa a de Netuno; 
  • uma de suas luas, Caronte, tem cerca da metade do tamanho de Plutão. Alguns astrônomos sugeriram que os dois objetos fossem tratados como um sistema binário em vez de como um planeta e seu satélite. 


Esses fatos contribuíram em um duradouro debate para decidir se Plutão deve ser considerado um planeta. No dia 24 de agosto de 2006, a União Astronômica Internacional (UAI), uma organização de astrônomos profissionais, transmitiu duas resoluções que coletivamente revogaram o status de planeta de Plutão. A primeira delas é a Resolução 5A, que define a palavra "planeta". Embora muitas pessoas acreditem conhecer a definição de "planeta", o campo de astronomia nunca havia definido claramente o que é ou não um planeta.

Aqui está como a Resolução 5A define um planeta:
Um planeta é um corpo celeste que (a) está em órbita ao redor do Sol, (b) tem massa suficiente para que sua própria gravidade supere as forças de corpo rígido de maneira que assuma um formato de equilíbrio hidrostático (quase esférico) e (c) tenha limpado a região ao redor de sua órbita.Plutão é relativamente esférico e orbita ao redor do Sol, mas não está de acordo com os critérios porque sua órbita atravessa a de Netuno. As pessoas que criticam a resolução argumentam que outros planetas no sistema solar, inclusive a Terra, não limparam a região ao redor de suas órbitas. A Terra, por exemplo, regularmente encontra asteróides dentro e perto de sua órbita.


Pequenos corpos do sistema solar são objetos que orbitam ao redor do Sol, mas não são planetas ou planetas anões. Outra resolução, a 6A, também se refere especificamente a Plutão, chamando-o de planeta anão.

Nem todos os astrônomos concordam com as Resoluções 5A e 6A. Os críticos indicaram que o uso da expressão "planeta anão" para descrever objetos que não são planetas por definição é confuso e até mesmo enganoso. Alguns astrônomos também questionaram a validade das resoluções, já que relativamente poucos astrônomos profissionais tiveram a habilidade ou a oportunidade de votar.

Para ver mais informações sobre o Sistema Solar :
http://gaiaufvjm.blogspot.com.br/p/observatorio-do-sistema-solar_12.html

Para mais informações: http://ciencia.hsw.uol.com.br/planeta-plutao.htm