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segunda-feira, 19 de maio de 2014

paleontólogos acham quatro fósseis em sítio entre Uberaba e Campina Verde, MG






Paleontólogos da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) começaram nesta sexta-feira a temporada de escavações em três sítios arqueológicos dos municípios de Uberaba e Campina Verde. No principal deles, o de Caieira, os pesquisadores fizeram um “ensaio” de escavação de duas horas na quinta-feira. Nesse curto espaço de tempo, foram encontrados quatro fósseis. 

O professor Luiz Carlos Borges Ribeiro explica que os fósseis encontrados são um dente de titanossauro (grupo de dinossauros herbívoros gigantes), uma casca de ovo (provavelmente também de titanossauro), fragmento de osso de dinossauro e um pedaço de quelônio (tartaruga). O pesquisador explica que os achados não são suficientes para grande destaque, como publicação de um artigo científico, mas “mostra que a gente tá no caminho correto, (pois ocorreu) em menos de duas horas, numa fase de limpeza”.


Ribeiro explica que Caieira tem relevância internacional e lá foram descobertas oito novas espécies - três crocodilos, dois dinossauros, duas tartarugas e uma rã. Outros fósseis podem levar à descoberta de duas novas espécies de dinossauro, mas o professor afirma que ainda são muito escassos para caracterizar animais desconhecidos.


O professor informa que as escavações neste ano também vão servir para treinar técnicos em paleontologia que podem trabalhar na região, que é rica em pesquisa e no turismo de fósseis. O professor explica que a temporada de escavações coincide que o período de seca na região, já que com muita chuva o fóssil fica mais frágil e pode ser danificado na hora da retirada.

“Isso mostra que (...) existiu em Uberaba uma paleobiota muito diversificada. São crocodilos, dinossauros, tartarugas, rãs, invertebrados, aves. O sítios de Uberaba são interessantes porque eles são bastante diversificados de forma que permitem diversas linhas de pesquisa”, diz o professor, que explica que o acervo da UFTM tem mais de 4 mil exemplares de fósseis, principalmente de dinossauros.

Fonte da Informação: http://noticias.terra.com.br

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Como se formou a Cordilheira Himalaiana?







A Cordilheira do Himalaia é a mais alta cadeia de montanhas do mundo, abrange cinco países: Índia, China (que inclui o Tibete), Butão, Nepal e Paquistão. É famosa por conter a montanha mais alta da Terra, o Monte Everest .
O Himalaia está entre as formações mais jovens do planeta. Sua origem é resultado de uma colisão continental, que pode ser compreendida através da moderna teoria da Tectônica de Placas. É formada por um dobramento recente, isto é, do encontro de duas Placas Tectônicas. A colisão iniciou-se a cerca de 70 milhões de anos, quando a placa Indo-australiana se moveu rumo ao Norte e colidiu com a placa da Eurásia. Neste movimento de colisão, as placas apresentam densidades semelhantes, originando os enrugamentos que formam uma cadeia montanhosa.
Atualmente, estas placas ainda se empurram, provocando a elevação dos Himalaias à velocidade de 1 a 2 cm por ano.

Texto de : Cleuma Celeste Moura, UFVJM

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Entenda como as espécies vegetais participaram da evolução de outros seres vivos


Você já deve ter ouvido falar da teoria da evolução elaborada por Charles Darwin e Alfred Wallace, certo? Ela fala que, ao longo do tempo, as espécies existentes na natureza vão se modificando em busca de maiores chances de sobrevivência. Quase sempre isso nos faz pensar nos bichos, mas as plantas passam pelo mesmo processo.

Ninguém sabe ao certo quando as primeiras plantas terrestres surgiram, mas, segundo o geólogo Renato Ramos, do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro, isso aconteceu a partir de 470 milhões de anos atrás, no período Ordoviciano. Os antigos ancestrais dos vegetais eram pequenos e primitivos e viviam sempre perto da água.

Nos períodos Ordoviciano e Siluriano, a atmosfera era cheia de gás carbônico, por causa da ação dos vulcões. A abundância desse gás permitiu às plantas crescerem e se multiplicarem (Ilustração: Museu Nacional/UFRJ)


Durante os períodos Ordoviciano e Siluriano (que veio a seguir), a atmosfera da Terra era cheia de gás carbônico, substância usada pelas plantas para fazer fotossíntese e, assim, conseguir energia. Os níveis desse gás na atmosfera da época eram cerca de 15 vezes maiores do que os atuais, e a abundância desse gás possibilitou que as plantas sobrevivessem e se multiplicassem, o que deu origem às primeiras florestas no final do período Devoniano, entre 390 e 360 milhões de anos atrás.

Mais tarde, uma grande expansão das florestas ocorreu no período Carbonífero, entre 360 e 300 milhões de anos atrás. Isso produziu um aumento do nível de oxigênio na atmosfera. O gás, produzido pelas plantas a partir da fotossíntese, passou a formar cerca de 32% da atmosfera terrestre – hoje, o índice de 21%.

“Junto com a ocupação dos continentes pelas plantas, houve o surgimento dos insetos”, conta Renato. “Isso, por sua vez, possibilitou a chegada dos primeiros anfíbios em terra, abrigados pelas sombras das plantas, onde encontraram alimentação abundante”.

Este fóssil de tronco de árvore foi encontrado na Antártica, onde havia grandes florestas no período Cretáceo (Foto: Camille Dornelles)


Mais tarde, no período Cretáceo – entre 145 e 65 milhões de anos atrás –, as florestas já ocupavam todas as partes do mundo, inclusive a Antártica. “Pequenos mamíferos se abrigavam em tocas nos troncos. Eles só saíam escondidos para se alimentar de insetos, plantas e ovos de dinossauros”, comenta o geólogo.

O surgimento das florestas favoreceu não apenas a evolução de anfíbios e mamíferos, mas de outros grupos animais, como as aves. Já imaginou como seria um mundo sem elas?

Texto de Camille Dornelles. Fonte da Informação: http://chc.cienciahoje.uol.com.br/

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Era Paleozoica: Fatos e curiosidades que você sempre quis saber!



A Era Paleozoica durou cerca de 300 milhões de anos sendo compreendida entre 542 milhões e 245 milhões de anos atrás, aproximadamente.

Durante este longo período, a Terra apresentava seis massas continentais principais, que possuíam imensas montanhas e mares rasos ao longo de suas margens.

Ainda temos resquícios de rochas formadas nessa Era, como as rochas calcárias, usadas para fins industriais nas construções civis, e depósitos de carvão.

Período, geologia e o clima Paleozoico

Na escala de tempo geológico, a Era Paleozoica sucede o Período Pré-Cambriano e precede a Era Mesozoica.

A Era Paleozoica divide-se nos Períodos Permiano Paleozoico Superior, Carbonífero, Devoniano, Siluriano Paleozoico Inferior, Ordoviciano e Cambriano. Pode ser também denominada como era primária e representa a história física do globo terrestre. O clima era quente, úmido e quase não se diferenciava desde a zona dos pólos até o Equador, além de não haver estações definidas.

No entanto, foi nesta Era que a Terra sofreu grandes altos e baixos com o clima, principalmente entre os períodos Cambriano e o Ordoviciano. Neste primeiro, o clima era quente em todo o mundo, mas no início do Período Ordoviciano a temperatura caiu tanto que se configurou como a idade do gelo, nos quais se formaram as geleiras, e o nível do mar baixou.

Em relação aos continentes, antes do Período Cambriano, os continentes eram unidos como um único bloco que se fragmentou durante este Período formando a Gondwana. Este supercontinente incluía a maior parte de terra firme que hoje constituem os continentes do Hemisfério Sul, sendo eles a Antártida, América do Sul, África, Madagascar, Seicheles, Índia, Austrália, Nova Guiné, Nova Zelândia e Nova Caledônia. Os outros continentes (América do Norte e Eurásia) ainda neste período, permaneceram ligados formando um bloco conhecido por Laurásia.

No Período Siluriano, as massas de terra que se tornariam mais tarde a América do Norte, Europa Central e Setentrional e Europa Ocidental, moveram-se mais e tornaram-se ainda mais unidas. O nível do mar subiu novamente.

No período Devoniano, as massas de terra do norte do planeta continuavam firmes e juntas. Gondwana ainda existia, enquanto o resto do planeta era oceano. Por fim, no último período da Era Paleozóica, o Permiano, a Euroamérica e Gondwana se uniram formando um único bloco conhecido como Pangeia. O clima nesta época era provavelmente seco, pois a Pangeia por ser um imenso bloco, impedia que as nuvens de chuva pudessem fazer com que a água penetrasse muito além das costas.

A vida animal na Era Paleozoica


É justamente nesta Era que foi encontrada a resposta para a clássica pergunta: “Quem veio primeiro, o ovo ou a galinha?”.

O Período Carbonífero da Era Paleozoica, que corresponde cerca de 359 milhões a 299 milhões de anos atrás, representou a época de desenvolvimento de seres tetrápodes, isto é, seres que são descendentes de peixes de nadadeiras lobadas, que passaram a depositar seus ovos pela primeira vez na terra, já que tendo, a princípio, um estilo de vida anfíbia, esses animais colocavam seus ovos na água. Ou seja, antes das aves existirem, tal como conhecemos hoje, já havia seres que depositavam seus ovos em solo firme.

Os Trilobites, animais que em sua maioria eram marinhos bentônicos, viviam junto do fundo em profundidades que variavam entre os 300 metros e zonas pouco profundas, próximo à costa, no entanto também havia os de formas planctônicas. Estes animais, característicos desta Era, foram desaparecendo à medida que os peixes tornaram-se mais diversificados.

As libélulas dominavam o céu paleozoico, e repteis marinhos como lagartos e cobras começaram a evoluir, bem como os arcossauros, que dariam origem aos crocodilos, dinossauros e aves.

O Período Carboniano também ficou conhecido como a “Idade das Baratas”, já que se têm registros fósseis de que o seu ancestral Archimylacris eggintoni, andou circulando por todo o mundo.

O Período Permiano, o último desta Era, terminou com a maior extinção em massa que existiu, conhecido como a extinção do Permiano. Este foi o evento de extinção mais severo que ocorreu na Terra, e que resultou na morte de aproximadamente 95% de todas as espécies marinhas e de 70% das espécies que viviam sobre os continentes. Esse fato provocou uma mudança radical em todas as faunas e delimitou a fronteira entre o Período Permiano e o Triássico.

No entanto, antes da extinção em massa, neste período os mares eram quentes, os recifes de corais eram floridos, e serviam de abrigo para peixes e criaturas sem casca. Na terra, os vertebrados evoluíram e se tornaram herbívoros.

A causa da extinção

Existem algumas hipóteses sugeridas pela ciência que tentam explicar esse evento catastrófico. A primeira está relacionada com a evolução dos oceanosno final do Período Paleozoico. Através de dados geológicos que foram interpretados, baseados na teoria da tectônica de placas, a aglomeração de várias massas continentais que constituíram a Pangeia, causou uma diminuição considerada e significativa nas linhas de costa e das áreas de ambientes marinhos que não eram profundos, mas que possuíam habitats diversificados. Ao desaparecer esses habitats, muitas formas de vida marinha também desapareceram. O nível do mar também regrediu agravando toda a situação.

A segunda hipótese rebate a primeira, no qual considera que essas mudanças geológicas não podem ter sido as causadoras da extinção, já que são mudanças que ocorrem em um ritmo tão lento, que os animais seriam capazes de se adaptarem a este processo de evolução, e dessa forma, não haveria razão para tantas espécies terem sido extintas quase que em sua totalidade e de forma tão drástica.
Atualmente, acredita-se na teoria chamada “Hipótese da Arma de Clatratos”. De acordo com esta hipótese, uma enorme erupção vulcânica aconteceu no território da Sibéria, e isso resultou em uma grande liberação de dióxido de carbono, o que aumentou o efeito estufa em 5 graus a mais na temperatura da Terra. Em decorrência disso, uma considerável quantidade de metano que estava congelado no fundo dos oceanos se desprendeu e foi até a atmosfera aumentando em mais 5 graus a temperatura terrestre.

A Terra apresentando 10 graus acima do normal, propiciando um efeito estufa de grandes proporções que acabou com a vida no planeta, restando apenas os pólos geográficos como locais ainda possíveis de manutenção da vida.

fonte: http://www.jornalciencia.com/

sexta-feira, 15 de março de 2013

Trilobita “gigante”, achado paleontológico, é uma nova espécie

Os trilobitas são organismos conhecidos apenas como fósseis e viveram em toda a Era Paleozóica, tendo aproximadamente 445 milhões de anos.



De hábito exclusivamente marinho, colonizavam todos os ambientes oceânicos, comendo detritos sobre o substrato, enterrados nos sedimentos e até mesmo nadando. As variadas formas que os trilobites desenvolveram refletem os diferentes hábitos de vida e estratégias de sobrevivência adquiridas durante a evolução do grupo.

Em julho de 2011 uma nova espécie de trilobitas – considerada gigante para o gênero da espéciepanderiae, com um tamanho cinco vezes superior às conhecidas até o momento – foi encontrada em Chão de Lopes, Mação; os fósseis são considerados de alto valor patrimonial e relevância para a ciência.

Artur Sá, paleontólogo do Departamento de Geologia da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTDA), responsável pela descoberta, afirma que “apesar dos seus cinco centímetros, esta é uma espécie gigante para este gênero de trilobitas, que são milimétricas, quando muito atingem alguns centímetros. 

Mação é considerado o melhor sítio arqueológico em Portugal para o estudo da glaciação que ocorreu na Terra há 445 milhões de anos – o que hoje é conhecido como Mação, tratava-se de mar profundo e estava quase no Polo Sul -, e que foi responsável pelo desaparecimento de mais de 90% das espécies existentes naquele tempo.

Fonte: http://www.ofitexto.com.br/home

quarta-feira, 4 de abril de 2012

GAIA-GIPE recebe fragmentos de ossos de Titanossauro para Núcleo de Paleontologia

O Professor Marcelo Fagundes, coordenador do Laboratório de Arqueologia e Estudo da Paisagem da UFVJM, cedeu ao GAIA, para fins educacionais, fragmentos de ossos de vertebrados do Cretáceo da região norte de Minas Gerais. Os fragmentos devem pertencer a um titanossauro pertencente a um gênero de dinossauros saurópodes herbívoros.
A equipe GAIA agradece o empréstimo e com certeza tal material será de grande valia no Núcleo de Paleontologia do Projeto GAIA, assim como no entendimento da profissão do paleontólogo.




Fotos: Marcos Vinícius Pacheco e Vinícius Fidélis


O Titanossauro era um dinossauro herbívoro, saurópode, que media cerca de l2 m de comprimento por 6 metros de altura, sendo considerado um dos maiores "dinossauros brasileiros" , reconhecido em diversas regiões do Brasil através de fósseis, dentes e ovos. O Titanossauro viveu a 100 milhões de anos atrás comendo folhas no topo das árvores há aproximadamente 6 metros de altura. 

Dados do Dinossauro:
Nome: Titanossauro
Nome Científico: Titanosaurus
Época: Cretáceo
Local onde viveu: América do Sul
Peso: Cerca de 9 toneladas
Tamanho: 12 metros de comprimento e 6 de altura 
Alimentação: Herbívora