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quinta-feira, 2 de julho de 2015

As grandes regiões biogeográficas do planeta

Desde que as ideias evolucionistas de Darwin passaram a ser aceitas como explicação do processo de diversificação da vida na Terra, ficou evidente que as diferenças entre faunas e floras de continentes distintos deveriam ser resultado de histórias evolutivas diferenciadas.

Hoje se compreende perfeitamente que a movimentação dos continentes ao longo da história geológica como decorrência das dinâmicas de afastamento e aproximação das placas tectônicas, associada às flutuações climáticas de longo prazo, foi a responsável por processos evolutivos diferenciados em vários pontos da superfície terrestre, o que levou a uma diferenciação significativa na composição da fauna e da flora em cada uma das assim chamadas regiões biogeográficas do planeta.

Na primeira metade do século XIX, todavia, não existia ainda a principal chave para a compreensão desse fenômeno, que é a aceitação e o entendimento da deriva continental, cuja teoria, central para a explicação do movimento dos continentes, foi proposta pela primeira vez por Alfred Wegener em 1912 e só completamente aceita a partir da metade do século XX.

A ocorrência fóssil da flora de Glossopteris na África, Austrália, Antártida, sul da América do Sul e Índia, as semelhanças no recorte litorâneo das Américas, da Europa e da África e a similitude de rochas e dinâmicas estratigráficas entre esses continentes foram alguns dos elementos que levaram esse autor a propor, por meio da teoria mencionada, que todos os continentes atuais foram originalmente parte de um único supercontinente, chamado de Pangeia.

No entanto, como naquele momento ainda não havia nenhum mecanismo geológico conhecido capaz de fragmentar e mover continentes inteiros, essa teoria precisou esperar até a década de 1950 para que pudesse fazer sentido, com a descoberta da movimentação das placas tectônicas.

Adolf Engler, botânico alemão, foi muito importante por suas obras em Taxonomia Vegetal e Fitogeografia, “Die Natürlichen Pflanzenfamilien” ( As Famílias Naturais das Plantas)

Mesmo sem uma compreensão global dos mecanismos que promoveram tal diferenciação, o botânico alemão Adolf Engler (1844-1930) propôs, em 1879, uma primeira divisão ecológica do planeta levando em conta a distribuição de floras regionais visivelmente distintas.

Basicamente, ele dividia o mundo em quatro grandes zonas:
o domínio boreal extratropical, englobando a América do Norte, a Europa e o continente asiático ao norte do Himalaia;
o domínio paleotropical, englobando o continente africano do Saara para o sul, até as Índias Orientais;
o domínio sul-americano, englobando a América do Sul e a América Central, até o México;
e o domínio do velho oceano, estendendo-se da costa chilena, passando pelo extremo sul da África, pelas ilhas do Atlântico Sul e pelo Oceano Índico, até a Austrália e parte da Nova Zelândia.

Da mesma forma que Engler, Philip Sclater propôs, em 1858, um esquema para a divisão ecológica do planeta levando em conta a distribuição dos principais grupos de aves, partindo do princípio de que todas as espécies haviam sido criadas dentro da área na qual são encontradas hoje em dia. Essa divisão acabou sendo aceita e aprimorada por Alfred Russel Wallace, que incluiu dados de outras tantas espécies de vertebrados, incluindo mamíferos não voadores, os quais deveriam refletir as divisões naturais do planeta com mais precisão, tendo em vista as suas dificuldades de dispersão.

Ao aperfeiçoar a proposta de Sclater, Wallace propôs, em 1876, um mapa detalhado das seis regiões biogeográficas do planeta, veja figura abaixo, documento este que serviu como referência para os biogeógrafos por mais de um século, permanecendo sem nenhuma modificação.

Mapa das seis regiões biogeográficas proposto por Wallace em 1876, adaptado de Ritchison (s.d.). Retirado do livro Biogeografia de Adriano Figueiró e publicado pela Oficina de Textos.

Ben G. Holt e com um grupo de cientistas redividiram as seis regiões biogeográficas de Wallace em 11 regiões com base em informações mais detalhadas de distribuição de 20.000 espécies de aves, mamíferos e anfíbios. Veja imagem a seguir.

Mapa das 11 regiões biogeográficas proposto por Ben G. Holt e com um grupo de cientistas no artigo “An update of Wallace’s zoogeographic regions of the world”. Biogeografia de Adriano Figueiró e publicado pela Oficina de Textos.

Além da localização de um número maior de espécies de que dispunha Wallace, a atualização do mapa também levou em conta os registros de DNA dessas espécies, o que permitiu recompor relações de ancestralidade entre elas.


Fonte: http://www.comunitexto.com.br/as-grandes-regioes-biogeograficas-do-planeta/

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Metamorfismo de combustão






O Metamorfismo é o processo que envolve mudanças no conteúdo/ composição mineral e/ou na microestrutura de uma rocha, predominantemente no estado sólido. Esse processo ocorre principalmente devido à adaptação da rocha a condições físicas diferentes daquelas em que se formou e que também diferem das condições físicas que ocorrem normalmente na superfície da Terra e na zona da diagênese.

O processo pode coexistir com fusão parcial e também envolver alterações na composição química da rocha. A principal classificação de metamorfismo do ponto de vista da extensão, das características geológicas e da causa é mostrada abaixo:

Principais tipos de metamorfismo. Essa gráfico não inclui todos os termos conhecidos da literatura. Fonte: “Rochas Metamórficas: classificação e glossário” Ed. Oficina de Textos 2014

O uso de alguns nomes em petrologia metamórfica evoluiu de forma distinta em diferentes países e uma gama especializada de termos de rochas tem sido aplicada regionalmente.

A Subcomissão de Sistematização das Rochas Metamórficas (SSRM) da IUGS tem como objetivo prover uma sistematização das definições e da nomenclatura de rochas metamórficas, para ser amplamente adequada e aceita internacionalmente. Os resultados finais deste trabalho foram consolidados no livro Metamorphic Rocks: A Classification and Glossary of Terms, que agora chega ao Brasil pela Editora Oficina de Textos com o título Rochas Metamórficas: classificação e glossário.

Metamorfismo de combustão

Segundo a SSRM a definição de metamorfismo de combustão é: um tipo de metamorfismo de âmbito local produzido pela combustão espontânea de substâncias naturais, como rochas betuminosas, carvão ou óleo. Na literatura, o processo tem sido considerado há muito tempo um tipo distinto de metamorfismo.

A SSRM prefere o termo metamorfismo de combustão para o processo de combustão (queima) de rochas, como um nome coletivo para os diversos tipos de rochas (porcelanitos, buchitos, paralavas), formadas próximas a leitos incinerados de carvão, petróleo, fontes de gás ou folhelhos betuminosos. Auréolas de metamorfismo produzidas por combustão geralmente não ultrapassam alguns metros de espessura, a título excepcional, podem chegar a algumas dezenas de metros. Em alguns casos, o metamorfismo de combustão tem sido descrito impropriamente como pirometamorfismo.

Fonte: http://www.comunitexto.com.br/

domingo, 31 de maio de 2015

Geocronologia e a geoquímica isotópica


As rochas sedimentares podem ser datadas de maneira relativa a partir dos fósseis nelas existentes ou por correlação estratigráfica.

Quando estas não têm um conteúdo fossilífero diagnóstico ou quando a correlação não é possível nem conclusiva, a tarefa de estimar a época de deposição de uma determinada rocha fica inviável.

Em tais casos, os métodos radiométricos, usualmente aplicados em rochas ígneas e metamórficas para obtenção de idades absolutas, têm sido aplicada como segunda alternativa.

Método radiométrico
O método radiométrico Rb-Sr é tradicionalmente aplicado para determinação de idades absolutas de rochas ígneas, pelo fato das condições de formação destas serem de alta temperatura.

No caso da cristalização de um magma, o 87Sr radiogênico possui considerável mobilidade e migra entre as fases minerais enquanto a temperatura for superior a 350° C.

Como resultado, ocorre um fenômeno chamado homogeneização isotópica do Sr, o qual é interrompido pelo resfriamento da rocha considerada.

Entendendo a homogeneização isotópica


A homogeneização isotópica ocorre porque as propriedades químicas dos diferentes isótopos de um mesmo elemento são muito próximas entre si, apesar de não serem idênticas. Esse princípio pode ser ilustrado pela comparação apresentada na figura logo mais abaixo.

Um jardim cercado e com uma árvore no centro representa dois sítios cristalinos com níveis diferentes de energia. No primeiro caso, soltamos alguns cães e os gatos no sistema jardim-árvore e podemos imaginar que, após alguns movimentos muito rápidos, eles irão se distribuir nos sítios apropriados, ou seja, os gatos na árvore e os cães no chão, sob a árvore.

Os cães e gatos são dois elementos diferentes em competição pelos mesmos sítios: eles se arranjam espontaneamente e assumem a configuração mais estável. Qualquer configuração alternativa seria intrinsecamente instável (cães na árvore e gatos no solo) ou fora de equilíbrio (cães e gatos no solo).




Esquema: fracionamento elemental versus homogeneização isópica. Fonte: retirado o livro “Geoquímica: uma introdução”. Ed. Oficina de Textos.


Na imagem acima vemos à esquerda: cães e gatos interagem vigorosamente, o que afeta a ocupação dos sítios disponíveis no sistema (árvore, chão). Assim como dois elementos químicos com propriedades diferentes, eles se distribuem para atingir o nível de mínima energia. À direita: gatos brancos e pretos têm características similares e, como os isótopos de um mesmo elemento, se distribuem aleatoriamente pelos sítios disponíveis. O arranjo mais provável é uma proporção idêntica de isótopos em cada sítio.
Agora, retiramos todos os animais do jardim e soltamos um novo conjunto de animais: apenas gatos com pelos de diferentes cores, alguns brancos e outros pretos. A probabilidade de que um gato fique na árvore ou no solo é independente de sua cor, a energia de interação é baixa e o arranjo mais provável é o de máxima entropia, com iguais proporções de gatos brancos e pretos em cada sítio.


Os gatos brancos e pretos são como isótopos de um mesmo elemento com propriedades similares, que compartilham os sítios disponíveis de modo independente de seu nível de energia.


Quando os elementos e seus isótopos podem se mover facilmente entre os sítios de estruturas cristalinas, líquidos e gases (seja porque os estados líquido e gasoso permitam misturas eficientes ou porque a difusão térmica permita que os átomos se movam rapidamente entre os sítios cristalinos dos sólidos), os elementos com propriedades químicas diferentes se arranjarão nos sítios disponíveis de modo a minimizar a energia total do sistema.

Por outro lado, as trocas isotópicas de um único elemento entre as fases contribuem pouco para o balanço energético do sistema, e os isótopos de um mesmo elemento estarão distribuídos homogeneamente de modo a maximizar a entropia do sistema.


Fonte: http://www.comunitexto.com.br/

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Geologia: mais de 400 km² de cores!



O Parque Geológico Nacional Zhangye Danxia é sem dúvida um dos mais belos do planeta. Obra-prima da natureza, está localizado perto da cidade de Zhangye, na província de Gansu, no noroeste da China e abrange uma área de mais de 410 quilômetros quadrados.


Esse tipo de geomorfologia peculiar consiste em arenitos vermelhos e outros depósitos minerais do Período Cretácico (Era Mesozóica) que foram se acumulando por mais de 24 milhões de anos.


O resultado, semelhante às camadas de um bolo, está ligado à ação das mesmas placas tectônicas responsáveis pela criação de partes das montanhas dos Himalaias. Vento, chuva e tempo então esculpiram formas extraordinárias, incluindo torres, pilares e ravinas, com diferentes cores, padrões e tamanhos.









Fonte: http://www.comunitexto.com.br/

terça-feira, 26 de maio de 2015

Metamorfismo



Segundo o Glossário de Geotectônica do autor Benjamin Bley de Brito Neves, metamorfismo (metamorphism) na concepção mais simples, é o conjunto de fenômenos geológicos que produzem transformações físico-químicas e estruturais nas rochas sedimentares, ígneas e até mesmo (por sobreposição) nas rochas metamórficas. Esses processos são provocados (e conduzidos) por mudanças significativas na temperatura e na pressão nas quais as rochas originais (protólitos) foram geradas, e por deformação, que causam a recristalização dos minerais em estado sólido e o consequente estabelecimento de novas texturas e estruturas. Os vínculos do conhecimento dos processos de transformação termodinâmica nas rochas e a concepção da Geotectônica são importantes. Esses processos e seus estudos são alimentadores fundamentais do conhecimento em Geotectônica, uma vez que focam as condições geradas nos diferentes tipos de interações de placas e também nos processos intraplacas.

Tipos de Metamorfismo:

Metamorfismo regional ou dinamotermal – ocorre em grandes extensões bem como em grandes profundidades na crosta. Suas transformações estão relacionadas à ação combinada da temperatura, pressão litosférica e pressão dirigida, sendo aplicadas durante milhões de anos. As rochas são fortemente dobradas e falhadas, sofrem recristalização, apresentando estrutura foliada. São exemplos: ardósias, xistos, gnaisses e anfibolitos.



Fonte: Bakersfield College – GEOL B10 – Intro Geology Lecture #14 – Fall 201. Legenda adaptada por Editora Oficina de Textos.



Metamorfismo de contato ou termal – resultado apenas da ação da temperatura, através do calor cedido por intrusão magmática que corta uma sequência de rochas sedimentares encaixantes, metamórficas ou magmáticas. Com estes cortes e o constante contato entre as superfícies, temos como resultado o fenômeno metamórfico. As rochas deste grupo são conhecidas por “hornfels”.

Metamorfismo dinâmico ou cataclástico – neste caso, o fator determinante e exclusivo é o atrito. É desenvolvido através de longas faixas e estreita adjacência de falhas, nas quais pressões de grande intensidade causam movimentações e rupturas na crosta.

Fonte: Bakersfield College – GEOL B10 – Intro Geology Lecture #14 – Fall 201. Legenda adaptada por Editora Oficina de Textos.

Metamorfismo de soterramento – característica de bacias sedimentares em subsidência. Resultado de espessas camadas de rochas sedimentares e vulcânicas a grandes profundidades, podendo chegar a 300˚C.

Metamorfismo hidrotermal – resultado da infiltração de águas quentes através das fraturas e grânulos da rocha. Os minerais são cristalizados a temperaturas de 100 a 37˚C.

Metamorfismo de fundo oceânico – característico dos rifts das cadeias meso-oceânicas, com a crosta recém formada e quente que interage com a água fria do mar.

Metamorfismo de choque (Shock Metamorphism) – as pressões e as condições exercidas nos sítios de impacto de corpos extraterrestres são extremamente elevadas e capazes de criar mudanças significativas nas rochas e estruturas do sitio de impacto e adjacências. A onda de choque que passa momentaneamente nas rochas as submete a um tipo de metamorfismo especial (formando uma série de minerais específicos, inusitados). Além da pressão muito elevada, a energia cinética de impacto é transformada em calor, e as rochas podem instantaneamente ser aquecidas a temperaturas acima de 1.700˚C. A fusão circunstancial das rochas (pode se fundir a rocha inteira) cria e pode injetar fundidos entre os fragmentos das rochas brechadas (formando os pseudotaquilitos).

O Domo de Araguainha é um exemplo bem preservado de um astroblema complexo e que exibe diversos tipos de evidências macroscópicas e microscópicas de metamorfismo de choque. De importância única para o Brasil e para a América do Sul, essa estrutura representa um sítio de grande valor científico e cultural para o estudo permanente de eventos de impacto. Devido à sua idade, próxima do limite Permiano-Triássico, período em que ocorreu um dos maiores eventos de extinção de vida em massa da história da Terra, esse sítio pode ainda assumir importância no estudo dos eventos de extinção.


Fonte: Blog Earth Impact Data Base http://www.passc.net/EarthImpactDatabase/araguainha.html – Image Provided by Dr. Carlos Roberto de Souza Filho

O mapa geológico apresentado na Figura 4 mostra a distribuição das principais unidades geológicas que ocorrem na área do Domo de Araguainha.

Fonte: Domo de Araguainha o maior astroblema da América do Sul – de Alvaro P. Crósta – Instituto de Geociências – Universidade Estadual de Campinas



Fonte da Informação: http://www.comunitexto.com.br

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Raio- x da maior bacia hidrográfica do mundo


Amazônia, maior bacia hidrográfica terrestre, está localizada na faixa tropical da América do Sul, e abrange nove países. Ocupa uma área de 6,3 milhões de km2, e a maior parte dela se encontra em território brasileiro (4,8 milhões de km2).

Ela tem um papel fundamental no funcionamento do sistema climático da Terra, atuando como fonte de calor crítica para a atmosfera global. O processo se inicia mediante a evaporação do vapor de água à superfície e liberação de calor na média e alta troposfera através do calor latente de condensação das nuvens convectivas tropicais. Parte desse vapor de água precipita-se nas áreas de convecção e o restante é transportado pela circulação de grande escala na média e alta troposfera, fora dessas áreas, onde se resfria, emitindo radiação de onda longa (ROL).

A bacia amazônica é formada pelo rio Amazonas e seus afluentes. Estes estão situados nos dois hemisférios (no hemisfério norte e no hemisfério sul) e, devido a esse fato, o rio Amazonas tem dois períodos de chuvas, pois a época das chuvas é diferente no hemisfério norte e no hemisfério sul.

O rio Amazonas foi recentemente reconhecido como o rio mais extenso do mundo, no qual, ao longo da bacia, desembocam mais de mil afluentes, contribuindo com 15% a 20% da água doce para os oceanos, com expressiva quantidade de nutrientes. Esses nutrientes ajudam a alimentar a vida marinha, que, por sua vez, exerce um papel importante no balanço global do carbono, absorvendo importantes quantidades de carbono.


Rede de drenagem da bacia amazônica, extraída dos mosaicos das imagens JERS-1 no período de seca, a elipse vermelha destaca a zona de amplitude mais elevada com uma densa rede de drenagem, inserida na Formação Solimões. Fonte: livro Secas da Amazônia. Ed. Oficina de Textos.

Intensa precipitação e temperatura quase constante decorrente das elevadas taxas de radiação recebidas ao longo do ano fazem dessa região a maior floresta tropical úmida.

Esse ambiente é propício ao desenvolvimento de uma vasta diversidade de ecossistemas, gerando uma produtividade primária líquida de aproximadamente 10% de toda a produzida pela biosfera terrestre.

As secas severas decorrentes dos déficits pluviométricos anômalos observados em grande parte da região amazônica em 2005 e 2010 estimularam o interesse no entendimento das suas causas climáticas, bem como das suas principais consequências para a região, seja nas regiões de terra firme, seja nas regiões alagáveis.


Fonte da Informação: http://www.comunitexto.com.br/raio-x-da-maior-bacia-hidrografica-mundo/#.VVrA7Uuc87o

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Astrônomos descobriram um raro sistema planetário com um número de planetas que se assemelha ao do sistema solar






Duas equipes diferentes de pesquisadores apontaram para a recente descoberta de um sétimo planeta ao redor da estrela anã KIC 11442793.

O sistema solar foi descrito em dois estudos colocados no Arxiv.org, um arquivo eletrônico para artigos científicos que ainda não foram publicados em um periódico cientifico.

O sistema tem similaridades com o nosso sistema solar — que tem oito planetas —, mas todos os seus sete planetas orbitam muito mais próximos de sua estrela, que está localizada a cerca de 2.500 anos luz da Terra.

Duas pesquisas

Uma das identificações foi feita por voluntários usando o site Planet Hunters. O site foi criado para permitir que voluntários tivessem acesso a dados públicos enviados pelo telescópio espacial Kepler da Nasa, que foi lançado para procurar os chamados exoplanetas – planetas que orbitam estrelas distantes.

Kepler usa o método de "trânsito" para descobrir novos planetas, o que significa procurar pelas curvas de luz deixadas por um planeta quando este passa em frente à sua estrela hospedeira. Mas a grande quantidade de dados existentes não permite que os cientistas examinem cada curva de luz, e por isso eles desenvolveram programas de computador para procurar a assinatura de um trânsito planetário.

"Este é o primeiro sistema de sete planetas registrado pelo Kepler. Nós acreditamos que a identificação é segura," disse Chris Lintott, da Universidade de Oxford, coautor do artigo do Planet Hunters.

O time de Lintott submeteu sua pesquisa ao Astronomical Journal para ser revisada. Outro time de astrônomos de vários países europeus submeteu um segundo estudo registrando sua descoberta do sétimo planeta à outra publicação científica, o Astrophysical Jounal.

Semelhanças

Todos os sete planetas estão bem mais próximo de sua estrela mãe em uma comparação com as distâncias dos planetas do Sistema Solar. Na verdade, todos caberiam dentro da distância entra a Terra e o Sol — mostrando um espaço bastante "lotado".
"Esta é uma das razões pelas quais eles são fáceis de ver, porque quanto mais perto eles estão de seu sol, mais frequentemente ele giram ao seu redor", disse Simpson.

O novo planeta é o quinto mais distante de sua estrela mãe, e leva quase 125 dias para completar uma órbita.
Com um raio 2,8 vezes maior que o da Terra, ele faz parte de um grupo que inclui dois planetas com praticamente o mesmo porte da Terra, três "super-Terras" e dois corpos maiores."De certa forma, ele realmente se parece com o nosso Sistema Solar, com todos os pequenos planetas no interior e os grandes planetas na parte de fora. E isso não é necessariamente o que vemos normalmente", disse o coautor Robert Simpson, também da Universidade de Oxford.

Acredita-se que outra estrela, a HD 10180, tenha sete ou nove sinais planetários. Um sol distante chamado GJ 887C também pode ter uma família de sete planetas.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Planeta fora do Sistema Solar tem suas nuvens mapeadas pela 1ª vez


Exoplaneta Kepler-7b (à esq.), que tem 3 vezes o diâmetro de Júpiter (dir.), é o primeiro planeta fora do Sistema Solar a ter suas nuvens mapeadas (Foto: Nasa/JPL-Caltech/MIT)Exoplaneta Kepler-7b (à esquerda), que tem 3 vezes o diâmetro de Júpiter (direita), é o primeiro planeta fora do Sistema Solar a ter suas nuvens mapeadas (Foto: Nasa/JPL-Caltech/MIT)



Uma equipe de astrônomos mapeou, pela primeira vez, as nuvens de um planeta fora do Sistema Solar, chamado Kepler-7b. Os dados foram obtidos ao longo de mais de três anos, em diferentes fases do planeta (como as da Lua), por meio dos telescópios espaciais Kepler e Spitzer, da Nasa.

Com temperatura "escaldante", a mais de 1.000° C, esse gigante gasoso tem três vezes o diâmetro de Júpiter e um céu com nuvens mais densas do lado oeste. O Kepler-7b também reflete cerca de 50% da luz visível que incide sobre ele, e sua órbita em torno da estrela principal dura apenas cinco dias. Além disso, se o planeta pudesse ser colocado em uma banheira cheia de água, acabaria flutuando.

Descoberto em 2010, esse corpo celeste foi um dos primeiros exoplanetas detectados pelo telescópio Kepler, que ao todo já identificou mais de 150. Atualmente, o telescópio está com problemas em duas das quatro rodas que lhe dão estabilidade e precisão, e enquanto isso os astrônomos analisam os dados já coletados por ele.

Segundo os cientistas, estudar a atmosfera de planetas fora do Sistema Solar é um caminho para identificar possibilidade de vida em outras partes do Universo, principalmente em corpos mais parecidos com a Terra em tamanho e composição.

O mapa do Kepler-7b foi publicado na revista "Astrophysical Journal Letters" e teve participação do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), do Instituto de Tecnologia de Pasadena, na Califórnia, do Centro Nacional de Pesquisa Científica da França, e das universidades da Califórnia, Yale e Northwestern, nos EUA, de Berna, na Suíça, e de Liège, na Bélgica.

Fonte da Informação: http://g1.globo.com/

sábado, 21 de setembro de 2013

Existem vulcões no Brasil?


Os vulcões ativos são aberturas na crosta da Terra por onde escapam magma (rocha derretida) e gases. 

A superfície do planeta é quebrada em pedaços, chamados placas tectônicas, e sobre as bordas dessas placas está a maior parte dos vulcões.O Brasil não está perto da borda e por isso não temos vulcões. Mas, há milhões de anos, as placas estavam distribuídas de outra forma e havia muitos vulcões por aqui, que hoje estão extintos. 

A região amazônica abriga o vulcão mais antigo já descoberto, com cerca de 1,89 bilhão de anos. 

curiosidades-vulcoes

Fonte da Informação: http://www.recreio.com.br/fique-ligado/no-brasil-ha-vulcoes

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

De que são feitas as pétalas?


Já reparou no que torna as flores tão bonitas e atraentes? Suas pétalas, ora! Coloridas, elas enfeitam qualquer jardim ou até a sala da sua casa. Mas do que será que elas são feitas?

As pétalas têm uma composição muito parecida com a das folhas e são formadas por uma parte externa e outra interna.
Na parte de fora, pétalas e folhas são similares e possuem células de revestimento e outras de um tipo especial que formam uma importante estrutura chamada estômato – um poro responsável pelas trocas gasosas das plantas com o ambiente. A diferença entre folhas e pétalas começa no “recheio”, onde as folhas possuem células que contêm grande quantidade de clorofila e por isso são capazes de fazer fotossíntese.

As cores fortes e atraentes das pétalas são uma maneira de atrair polinizadores
 (Foto: Flickr / The Green Party / CC BY-ND 2.0)


Outra diferença entre pétalas e folhas está nas cores e no odor. Enquanto a maioria das folhas é verde por causa da clorofila, as pétalas possuem pigmentos de cores variadas. Já o perfume é obra de estruturas especiais chamadas osmóforos.

No fundo, pétalas e folhas são parecidas porque têm a mesma origem. As pétalas são folhas que, ao longo da evolução, foram se modificando para cumprir duas funções: uma de proteção dos órgãos reprodutores da flor e outra de servir como chamariz para os polinizadores que visitam as flores.

Fonte da Informação: http://chc.cienciahoje.uol.com.br/

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Entenda como as espécies vegetais participaram da evolução de outros seres vivos


Você já deve ter ouvido falar da teoria da evolução elaborada por Charles Darwin e Alfred Wallace, certo? Ela fala que, ao longo do tempo, as espécies existentes na natureza vão se modificando em busca de maiores chances de sobrevivência. Quase sempre isso nos faz pensar nos bichos, mas as plantas passam pelo mesmo processo.

Ninguém sabe ao certo quando as primeiras plantas terrestres surgiram, mas, segundo o geólogo Renato Ramos, do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro, isso aconteceu a partir de 470 milhões de anos atrás, no período Ordoviciano. Os antigos ancestrais dos vegetais eram pequenos e primitivos e viviam sempre perto da água.

Nos períodos Ordoviciano e Siluriano, a atmosfera era cheia de gás carbônico, por causa da ação dos vulcões. A abundância desse gás permitiu às plantas crescerem e se multiplicarem (Ilustração: Museu Nacional/UFRJ)


Durante os períodos Ordoviciano e Siluriano (que veio a seguir), a atmosfera da Terra era cheia de gás carbônico, substância usada pelas plantas para fazer fotossíntese e, assim, conseguir energia. Os níveis desse gás na atmosfera da época eram cerca de 15 vezes maiores do que os atuais, e a abundância desse gás possibilitou que as plantas sobrevivessem e se multiplicassem, o que deu origem às primeiras florestas no final do período Devoniano, entre 390 e 360 milhões de anos atrás.

Mais tarde, uma grande expansão das florestas ocorreu no período Carbonífero, entre 360 e 300 milhões de anos atrás. Isso produziu um aumento do nível de oxigênio na atmosfera. O gás, produzido pelas plantas a partir da fotossíntese, passou a formar cerca de 32% da atmosfera terrestre – hoje, o índice de 21%.

“Junto com a ocupação dos continentes pelas plantas, houve o surgimento dos insetos”, conta Renato. “Isso, por sua vez, possibilitou a chegada dos primeiros anfíbios em terra, abrigados pelas sombras das plantas, onde encontraram alimentação abundante”.

Este fóssil de tronco de árvore foi encontrado na Antártica, onde havia grandes florestas no período Cretáceo (Foto: Camille Dornelles)


Mais tarde, no período Cretáceo – entre 145 e 65 milhões de anos atrás –, as florestas já ocupavam todas as partes do mundo, inclusive a Antártica. “Pequenos mamíferos se abrigavam em tocas nos troncos. Eles só saíam escondidos para se alimentar de insetos, plantas e ovos de dinossauros”, comenta o geólogo.

O surgimento das florestas favoreceu não apenas a evolução de anfíbios e mamíferos, mas de outros grupos animais, como as aves. Já imaginou como seria um mundo sem elas?

Texto de Camille Dornelles. Fonte da Informação: http://chc.cienciahoje.uol.com.br/

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Qual a origem dos nomes dos continentes?




África, Ásia, Europa e Oceania são nomes emprestados de divindades gregas. Europa, segundo a mitologia grega, foi uma ninfa muito bela que despertou os amores de Zeus, deus-rei do Olimpo. Arrebatado pela paixão, ele transformou-se em touro branco e raptou-a.

A Ásia e a Oceania não são continentes próximos apenas na geografia. As divindades que têm esse nome também são parentes. Oceano, o deus dos rios, deu origem à Oceama, e sua filha Asia, mãe das fontes e rios, ao continente de mesmo nome.

África é uma deusa com porte oriental que carrega um chifre numa mão e um escorpião na outra. Ao contrário dos outros continentes, a América e a Antártida têm origens pagãs. Nas cartas que o explorador Américo Vespúcio (1454-1512) enviou ao monarca italiano Lorenzo di Piero de Mediei (1492-1519), existe um mapa no qual as terras do nordeste brasileiro, supostamente descobertas por Vespúcio, são designadas Terra Ameriei, ou Terra de Américo.


Para harmonizar-se com os outros nomes femininos, Américo tomou-se América. Antártida deve a denominação a uma estrela. A palavra deriva do grego árktos, que significa ursa, usada para denominar as constelações da Ursa, no hemisfério norte. Como o continente está no hemisfério sul, acrescentou-se o prefixo anti. Antártida é, então, o antiártico.

Fonte: http://www.eb1-aldeia-bispo.rcts.pt/

Fonte da Informação: http://super.abril.com.br/

segunda-feira, 13 de maio de 2013

A Terra não é redonda...


...é um geoide de forma irregular e achatada afirma Agência Espacial Européia...



A Agência Espacial Européia, divulgou uma animação que mostra a deformação que a força gravitacional causa no planeta Terra. A imagem mostrou o quanto a Terra é irregular, muito diferente da ideia de um planeta redondo, na verdade o planeta é irregular e achatado nos pólos; os cientistas chamam de geoide ao formato real do nosso planeta. Na imagem, as partes em azul, indicam onde a gravidade é mais fraca, já o vermelho e amarelo, onde ela é mais forte.

As imagens foram feitas pelo satélite GOCE – sigla que significa Explorador de Circulação Oceânica e Campos de Gravidade, lançado em março de 2009 pela ESA. De acordo com os cientistas, os dados do satélite vão ajudar na compreensão do campo gravitacional da terra e a força que esse campo exerce nas profundezas da terra, permitindo uma análise mais aprofundada das dinâmicas que causam os terremotos e furacões. Veja abaixo uma animação do formato real do planeta Terra divulgado pela Agência Espacial Européia:







Fonte: http://www.redecol.com.br

domingo, 12 de maio de 2013

10 Incríveis fatos sobre a Lua



Uma nova sonda lunar, a Lunar Reconnaissance Orbiter, será lançada esta semana para mapear a superfície lunar com uma precisão tão grande que será possível ver as marcas deixadas pelos veículos anteriores que enviamos para o satélite. Recentemente uma sonda japonesa gerou imagens incríveis da lua antes de se chocar na sua superfície. Alguns momentos depois outra sonda também caiu no satélite natural.
Todos estes são esforços para aprendermos mais sobre o material do qual a Lua é feita, se há ou não gelo em suas crateras e para onde os EUA deverão mandar os astronautas que serão enviados para lá em 2020.


10. O GRANDE IMPACTO

Cientistas acreditam que a lua foi formada como resultado de uma colisão. Um objeto do tamanho de Marte teria atingido a Terra há 4,6 bilhões de anos atrás, quando o sistema solar e o sol ainda estavam se formando. Rochas vaporizadas resultantes do choque começaram a orbitar a Terra, se condensaram e formaram um corpo sólido, que depois se tornou a lua.


Esquema de Formação da Lua segundo o Livro Para Entender  a Terra


9. A TERRA FAZ A LUA NASCER

Todos os dias, a lua nasce no leste e se põe no oeste, assim como o sol e outras estrelas, e pelo mesmo motivo: enquanto a Terra está em rotação em seu eixo, ela puxa objetos celestiais, e depois os afasta novamente. A lua faz uma viagem em torno do planeta a cada 29,5 dias. No céu, este movimento é para o leste, mas isso não é observável. Porém, este é o motivo pelo qual a lua nasce aproximadamente 50 minutos mais tarde a cada dia, e também por que às vezes a lua aparece durante o dia.


8. SEM LADO ESCURO

Diferente do que ouvimos por aí, a lua não tem um lado escuro, e sim um lado distante, que não podemos ver aqui da Terra. Os efeitos gravitacionais da terra diminuíram a rotação da lua, e uma vez que ela se tornou igual ao tempo que demora para a lua dar uma volta no planeta, o efeito estabilizou. O que resulta disso é que a lua gira em torno da Terra e em torno do próprio eixo ao mesmo tempo, e só nos mostra uma parte do satélite. Mas a luz do sol também atinge o lado da lua que não enxergamos.


7. A GRAVIDADE LÁ É MUITO MENOR

A lua tem aproximadamente 27% do tamanho da Terra, e a gravidade lá é quase 1/6 da gravidade do planeta. Se você derrubar uma pedra na lua, ela vai demorar muito mais para cair no chão.


6. LUAS CHEIAS MAIORES E MENORES

A órbita da lua ao redor da Terra é oval, então a distância entre o planeta e seu satélite variam durante cada volta da terra. Quando ela está mais próxima à Terra, fica a aproximadamente 360 mil quilômetros do centro do planeta, e quando está mais distante fica a pouco mais de 400 mil quilômetros. Quando está mais próxima, a lua pode ser vista 14% mais brilhante e 30% mais brilhante do que outras luas cheias.

Quando a lua está nascendo, ela parece ser maior, mas isso é uma ilusão, que ainda não sabemos por que ocorre. Se você quiser testar, segure um objeto pequeno, como uma borracha, com o braço esticado próximo à lua, e depois faça a mesma experiência quando a lua estiver mais alta e parecer menor. Próxima ao objeto pequeno, ela fica com o mesmo tamanho nos dois testes.


5. HISTÓRIA VIOLENTA

As crateras na lua mostram uma parte de sua história violenta. O satélite quase não tem atmosfera e pouca atividade, então as crateras contam uma história de bilhões de anos atrás. Datando as crateras da lua, cientistas descobriram que a lua e a Terra sofreram um bombardeio de objetos cósmicos há quatro bilhões de anos. Esses impactos, segundo um estudo, podem não ter destruído qualquer forma de vida que existisse na Terra na época, e sim ajudado-a a se desenvolver.


4. ELA NÃO É REDONDA

Ao contrário do que parece, a lua não é redonda nem esférica. Ela tem o formato parecido com um ovo. A ponta menor do “ovo” aponta para a Terra, por isso a lua nos parece redonda.


3. CUIDADO! TERREMOTOS LUNARES

Astronautas usaram sismógrafos durante suas visitas à lua e descobriram que, geologicamente, o lugar é tudo menos morto. Pequenos terremotos lunares acontecem frequentemente, provavelmente causados pela força gravitacional causada pela Terra, e às vezes causam rachaduras na superfície, liberando gases. Cientistas acreditam que a lua tem um centro quente, parecido com o da Terra.


2. PUXANDO OS MARES

As marés na Terra são causadas pela lua: a gravidade do satélite “puxa” os oceanos. Marés altas se alinham com a lua enquanto a Terra gira, e a maré também fica alta do outro lado do planeta, pois a gravidade puxa a Terra em direção à lua mais do que puxa a água. Toda essa gravidade tem efeito sobre o planeta: parte da energia rotacional da Terra é “roubada” pela lua, e o planeta diminui a rotação em aproximadamente 1,5 milisegundos por século.


1. CIAO, LUNA!

Ao mesmo tempo que você lê isso, a lua está se afastando de nós: a cada ano, ela se afasta aproximadamente quatro centímetros da Terra. Pesquisadores acreditam que quando foi formada, há 4,6 bilhões de anos, a lua ficava a 22 mil quilômetros da terra, enquanto agora fica a mais de 450 mil quilômetros.

Fonte: http://hypescience.com/

sábado, 11 de maio de 2013

Por que a Lua tem tantas crateras?



Ao contrário da Terra, ela não possui uma atmosfera para frear ou desintegrar os meteoros que se dirigem à sua superfície. Resultado: esses corpos celestes acabam atingindo o solo lunar com força total, causando buracos que variam conforme a dimensão e a forma de cada um. A maioria das grandes crateras da Lua foi formada por uma tremenda chuva de meteoros ocorrida há cerca de quatro bilhões de anos, que atingiu todo o Sistema Solar. "Foi tamanho o fenômeno que deixou as luas de Júpiter e Saturno com os mesmos tipos de marcas", diz o astrônomo Augusto de Minelli, da USP. A maior parte das crateras da Lua fica em sua face oculta, pois a Terra atraiu os meteoros que iriam atingir a face visível. Nosso planeta também foi golpeado, mas a atmosfera brecou ou destruiu por atrito muitos dos fragmentos - daí o nosso número reduzido de crateras. Na Terra, temos ainda a chuva e o vento para jogar terra dentro dos buracos até tapá-los.



Na Lua não há nenhum desses fenômenos e eles permanecem intactos. Por isso, até as micropartículas cósmicas que atingem sua superfície acabam formando orifícios com menos de 1 mm de diâmetro, obviamente invisíveis para o olho humano.

A rotação da Lua sobre seu próprio eixo e sua translação ao redor da Terra têm a mesma duração. O efeito dessa sincronia, para um observador terrestre, é como se a Lua estivesse parada - por isso, enxergamos sempre a mesma face lunar.

Fonte: http://mundoestranho.abril.com.br/

sábado, 4 de maio de 2013

Por que a posição da Lua interfere nas marés?


Isso ocorre graças à lei da gravitação universal. 
Assim como a Terra atrai a Lua, mantendo-a em sua órbita, a Lua atrai a Terra. 
Acontece que essa atração deforma a superfície da Terra, “puxando” a face da Terra mais próxima à Lua em direção ao satélite. 

Tanto a parte sólida (continentes) quanto a parte líquida (oceanos, mares, lagos, rios, etc) sofrem essa deformação. 
Mas não é só a Lua que influencia as marés, o Sol também. As maiores marés acontecem na Lua Nova, quando Sol e Lua estão juntos no céu durante o dia, e na Lua Cheia, quando se encontram em oposição.

Fonte: http://fisicanossa.blogspot.com.br/

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Como funcionam as usinas hidrelétricas?


A força hidrelétrica começou a ser utilizada em meados do século 20, mas a idéia de usar a água para gerar energia existe há milhares de anos. Uma usina hidrelétrica é, na verdade, um moinho de água gigante.

Há mais de 2.000 anos, os gregos utilizavam moinhos de água para transformar trigo em farinha. Estes antigos moinhos de água são como as turbinas modernas, que giram quando o fluxo de água atinge as lâminas.

As usinas hidrelétricas são construídas em locais onde se pode melhor aproveitar as influências e os desníveis dos rios, que geralmente estão distantes dos centros consumidores. Osistema eletroenergético brasileiro opera de forma coordenada, buscando dessa forma minimizar os custos globais deprodução de energia étrica.

Um dos destaques no Brasil é a Usina Hidrelétrica de Itaipu Binacional, maior produtora de energia no mundo, e um empreendimento binacional - desenvolvido pelo Brasil e pelo Paraguai no rio Paraná. 

O Brasil está entre os cinco maiores produtores de energia hidrelétrica no mundo, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).

A usina de Itaipu é, atualmente, a maior usina hidrelétrica do mundo em geração de energia. Com 20 unidades geradoras e 14.000 MW de potência instalada, fornece 16,4% da energia consumida no Brasil e abastece 71,3% do consumo paraguaio.

Itaipu produziu em 2010 um total de 85.970.018 Megawatts-hora (85,97 milhões de MWh), o suficiente para suprir todo o consumo do Paraná durante três anos e sete meses. Ou então, os três Estados da região Sul por um ano e dois meses. O mesmo volume ainda abasteceria a demanda de Portugal por energia elétrica durante um ano e oito meses.
O recorde histórico de produção de energia ocorreu em 2008, com a geração de 94.684.781 Megawatts-hora (MWh). O recorde anterior foi em 2000, quando Itaipu gerou 93.427.598 MWh.

O princípio básico de uma usina hidrelétrica, é usar a força de uma queda d'água para gerar energia elétrica. Essas usinas possuem enormes turbinas, parecidas com cata-ventos gigantes, que rodam impulsionadas pela pressão da água de um rio represado. Ao girar, as turbinas acionam geradores que produzirão energia. No Brasil, as hidrelétricas são as principais responsáveis pela luz que não nos deixa no escuro. 



Os componentes básicos de uma usina hidrelétrica convencional são:
* barreira - a maioria das usinas hidrelétricas utiliza uma barreira que segura a água e cria um grande reservatório. 

* canal - os portões da barreira se abrem e a gravidade puxa a água através do duto que vai para a turbina. A água gera pressão ao passar pelo duto;

* turbina - a água atinge as grandes lâminas da turbina, fazendo-as girar. A turbina é acoplada a um gerador localizado acima dela. O tipo mais comum de turbinas para as usinas hidrelétricas é a Francis, que se parece com um grande disco com lâminas curvas. Uma turbina pesa cerca de 172 toneladas e gira numa taxa de 90 rotações por minuto (rpm), de acordo com a FWEE (Foundation for Water & Energy Education);

* geradores - as lâminas da turbina giram e movimentam uma série de ímãs dentro do gerador. Ímãs gigantes rodam por molas de cobre e produzem corrente alternada (AC) ao mover os elétrons;

* transformador - o transformador dentro da casa de força transforma a corrente alternada em uma corrente de alta-voltagem;

* linhas de energia - quatro fios saem de cada usina de energia: as três fases de energia, que são produzidas simultaneamente, mais um fio neutro ou terra comum para os três;

* fluxo de saída - a água usada passa por algumas tubulações e volta para o rio;

A água no reservatório é considerada energia armazenada. Quando o portão se abre, a água que passa pelo duto se torna energia cinética. A quantidade de eletricidade gerada é determinada por vários fatores. Dois destes fatores são o fluxo de água e a quantidade de cabeças hidráulicas. A "cabeça" se refere à distância entre a superfície da água e as turbinas. O aumento da cabeça e do fluxo gera mais eletricidade. A cabeça depende da quantidade de água no reservatório.

Quando há um período grande de seca, os rios perdem volume e o nível do reservatório das usinas cai, diminuindo a força da queda d'água. Assim, as turbinas giram mais lentamente e produzem menos energia. Após a crise de 2001, o governo ampliou os planos para construir usinas movidas a queima de gás natural.

Fonte: http://fisicanossa.blogspot.com.br/