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quinta-feira, 2 de julho de 2015

As grandes regiões biogeográficas do planeta

Desde que as ideias evolucionistas de Darwin passaram a ser aceitas como explicação do processo de diversificação da vida na Terra, ficou evidente que as diferenças entre faunas e floras de continentes distintos deveriam ser resultado de histórias evolutivas diferenciadas.

Hoje se compreende perfeitamente que a movimentação dos continentes ao longo da história geológica como decorrência das dinâmicas de afastamento e aproximação das placas tectônicas, associada às flutuações climáticas de longo prazo, foi a responsável por processos evolutivos diferenciados em vários pontos da superfície terrestre, o que levou a uma diferenciação significativa na composição da fauna e da flora em cada uma das assim chamadas regiões biogeográficas do planeta.

Na primeira metade do século XIX, todavia, não existia ainda a principal chave para a compreensão desse fenômeno, que é a aceitação e o entendimento da deriva continental, cuja teoria, central para a explicação do movimento dos continentes, foi proposta pela primeira vez por Alfred Wegener em 1912 e só completamente aceita a partir da metade do século XX.

A ocorrência fóssil da flora de Glossopteris na África, Austrália, Antártida, sul da América do Sul e Índia, as semelhanças no recorte litorâneo das Américas, da Europa e da África e a similitude de rochas e dinâmicas estratigráficas entre esses continentes foram alguns dos elementos que levaram esse autor a propor, por meio da teoria mencionada, que todos os continentes atuais foram originalmente parte de um único supercontinente, chamado de Pangeia.

No entanto, como naquele momento ainda não havia nenhum mecanismo geológico conhecido capaz de fragmentar e mover continentes inteiros, essa teoria precisou esperar até a década de 1950 para que pudesse fazer sentido, com a descoberta da movimentação das placas tectônicas.

Adolf Engler, botânico alemão, foi muito importante por suas obras em Taxonomia Vegetal e Fitogeografia, “Die Natürlichen Pflanzenfamilien” ( As Famílias Naturais das Plantas)

Mesmo sem uma compreensão global dos mecanismos que promoveram tal diferenciação, o botânico alemão Adolf Engler (1844-1930) propôs, em 1879, uma primeira divisão ecológica do planeta levando em conta a distribuição de floras regionais visivelmente distintas.

Basicamente, ele dividia o mundo em quatro grandes zonas:
o domínio boreal extratropical, englobando a América do Norte, a Europa e o continente asiático ao norte do Himalaia;
o domínio paleotropical, englobando o continente africano do Saara para o sul, até as Índias Orientais;
o domínio sul-americano, englobando a América do Sul e a América Central, até o México;
e o domínio do velho oceano, estendendo-se da costa chilena, passando pelo extremo sul da África, pelas ilhas do Atlântico Sul e pelo Oceano Índico, até a Austrália e parte da Nova Zelândia.

Da mesma forma que Engler, Philip Sclater propôs, em 1858, um esquema para a divisão ecológica do planeta levando em conta a distribuição dos principais grupos de aves, partindo do princípio de que todas as espécies haviam sido criadas dentro da área na qual são encontradas hoje em dia. Essa divisão acabou sendo aceita e aprimorada por Alfred Russel Wallace, que incluiu dados de outras tantas espécies de vertebrados, incluindo mamíferos não voadores, os quais deveriam refletir as divisões naturais do planeta com mais precisão, tendo em vista as suas dificuldades de dispersão.

Ao aperfeiçoar a proposta de Sclater, Wallace propôs, em 1876, um mapa detalhado das seis regiões biogeográficas do planeta, veja figura abaixo, documento este que serviu como referência para os biogeógrafos por mais de um século, permanecendo sem nenhuma modificação.

Mapa das seis regiões biogeográficas proposto por Wallace em 1876, adaptado de Ritchison (s.d.). Retirado do livro Biogeografia de Adriano Figueiró e publicado pela Oficina de Textos.

Ben G. Holt e com um grupo de cientistas redividiram as seis regiões biogeográficas de Wallace em 11 regiões com base em informações mais detalhadas de distribuição de 20.000 espécies de aves, mamíferos e anfíbios. Veja imagem a seguir.

Mapa das 11 regiões biogeográficas proposto por Ben G. Holt e com um grupo de cientistas no artigo “An update of Wallace’s zoogeographic regions of the world”. Biogeografia de Adriano Figueiró e publicado pela Oficina de Textos.

Além da localização de um número maior de espécies de que dispunha Wallace, a atualização do mapa também levou em conta os registros de DNA dessas espécies, o que permitiu recompor relações de ancestralidade entre elas.


Fonte: http://www.comunitexto.com.br/as-grandes-regioes-biogeograficas-do-planeta/

segunda-feira, 23 de março de 2015

Mostra retrata Serra da Mantiqueira, Cadeia do Espinhaço e outras paisagens mineiras



O artista plástico Mário Zavagli explora exuberantes paisagens mineiras na mostra“Gravuras e Aquarelas”, em cartaz na Galeria de Arte do Centro Cultural Minas Tênis Clube, até o dia 14 de junho. A visitação acontece de terça a sábado, das 10h às 20h, e aos domingos, das 11h às 19h, com entrada Catraca Livre.






A exposição conta com 36 aquarelas e 26 gravuras, que retratam a Serra da Mantiqueira, a Cadeia do Espinhaço e outras paisagens mineiras.

As telas foram inspiradas em obras de artistas viajantes que passaram por vários cantos do Brasil no Século 19, pintando a flora e a fauna desses lugares. Eles partiam em missões diplomáticas e científicas para explorar as terras tupiniquins.


ONDE
Rua da Bahia, 2244
Lourdes - Centro
Belo Horizonte
(31) 3516-1000

diariamente de 18/03 (Qua) a 14/06 (Dom)
das 11:00 às 19:00
de 18/03 a 14/06
Terças, Quartas, Quintas, Sextas e Sábados das 10:00 às 20:00

Fonte: https://catracalivre.com.br/

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Leituras Indispensáveis- Volume 3



O Volume 3 de "Leituras Indispensáveis", com textos compilados pelo geógrafo Aziz Ab'Saber (in memoriam) traz uma homenagem aos primeiros geógrafos no interior do Brasil, como José Veríssimo da Costa Pereira e Carlos Miguel, e às primeiras expedições de Candido Mariano da Silva Rondon, o Marechal Rondon (1865 a 1958). Fora os textos do casal Agassiz, Saint-Hilaire e sobre Tectonica de Placas...

quarta-feira, 26 de junho de 2013

O Brasil no Olhar dos Viajantes, Episódio 2



Fiquem ligados: Estreia do segundo episódio da série Brasil no olhar dos viajantes.

O Brasil é formado por muitos brasis. Já foi Pindorama, português e também espanhol, francês e holandês. Essa pluralidade característica da nossa história é o tema do segundo episódio da série Brasil no Olhar dos Viajantes, que estreia no dia 29 de junho na TV Senado. A série inédita apresenta os relatos de estrangeiros que estiveram no Brasil desde o descobrimento e mostra sua influência na construção da nossa imagem perante o mundo e entre os próprios brasileiros. 
Se no primeiro episódio o espectador pôde conhecer o Brasil visto pelos viajantes do século XVI como o paraíso nos trópicos, de natureza exuberante e habitantes selvagens, no segundo episódio irá se deparar com um Brasil colonizado, fonte inesgotável de ouro e riquezas naturais. O Brasil que conhecemos, da “terra boa e gostosa”, das “fontes murmurantes” e do “formoso céu” também já foi descrito como o país dos avarentos, corrompidos, ociosos, ciumentos, indolentes e luxuriosos. Franceses e holandeses, em suas tentativas de colonização do território brasileiro, bem como os ingleses e alguns aventureiros que estiveram por aqui, registraram sua passagem e, entre descrições técnicas, próprias dos relatos de viagem, deixaram também impressões e queixas a respeito daqueles que habitavam e dominavam parte do Novo Mundo.
As narrativas produzidas por esses viajantes e as imagens que traziam sobre o Brasil circulavam por toda a Europa, apresentando ao mundo letrado um lugar desconhecido, distante e exótico. Boa parte desse acervo servirá como referência para os nossos intelectuais que, séculos depois, teriam a missão de resgatar o passado e construir uma nacionalidade brasileira. 
As curiosidades e os fatos desse importante período da história do Brasil são apresentados no segundo episódio da série, que reúne documentos da época, imagens raras e depoimentos de pesquisadores que se dedicaram a investigar a relação entre a literatura de viagem e a consolidação da nossa identidade.






Brasil no Olhar dos Viajantes, 2013
Estreia: dia 29 de junho, às 21h30 
Direção: João Carlos Fontoura
Duração (episódio): 60min
Reprises: Junho: sábado, 29/06 – 21h30 / Domingo, 30/06 – 12h30 
Julho: Sábado, 06/07 – 14h30 /Domingo, 07/07 – 20h30 / Sábado, 13/07 – 4h00 Domingo, 14/07 – 15h30


COMO SINTONIZAR A TV SENADO

Canais: 07 NET, 118 SKY, 183 TVA, 903 Oi e 121 Via Embratel.
Em operação: Brasília Canal 51 UHF (Geradora da Rede) e 50.1 digital UHF; Gama (DF) Canal 36 UHF; São Paulo (SP) Canal 61.3 digital UHF; Salvador (BA) Canal 53 UHF; João Pessoa (PB) Canal 40 UHF; Recife (PE) Canal 55 UHF; Manaus (AM) Canal 57 UHF; Natal (RN) Canal 52 UHF; Macau (RN) TV Litorânea - canal 22- emissora de TV afiliada a TV Senado; Cuiabá (MT) Canal 55 UHF; Fortaleza (CE) Canal 43 UHF; Rio Branco (AC) Canal16 UHF; Rio de Janeiro (RJ) Canal 49 UHF (Zona Oeste).

Sinopse: Documentário investiga os relatos dos estrangeiros que estiveram no Brasil entre os séculos XVII e XVIII e mostra como eles contribuíram para consolidar a imagem do Brasil no exterior e entre os próprios brasileiros. 

Entrevistados: Jean Marcel de Carvalho, Evaldo Cabral de Melo, Ronaldo Vainfas, Carmem Lícia Palazzo, Sheila Hue, Pedro Alvim, Paulo Knauss, Pedro Côrrea do Lago

Filmografia: João Carlos Fontoura é jornalista, produziu e dirigiu vários documentários pela TV Senado, entre eles: Caminho da Luz (2005), um diário de viagem sobre a subida ao Pico da Bandeira em Minas Gerais; Machado de Assis - A Crônica e a História (2006), que apresenta as crônicas do escritor na segunda metade do século XIX; A Constituição da Cidadania (2008), um documentário sobre a Assembleia Nacional Constituinte; De Batutas e Batucadas (2009), que resgata um importante trabalho do compositor Heitor Villa-Lobos; Nabuco.doc (2010), documentário sobre a vida e a obra de Joaquim Nabuco; e a série Brasil no Olhar dos Viajantes (2012), um documentário inédito a respeito dos relatos de estrangeiros sobre o Brasil. 

terça-feira, 28 de maio de 2013

Diários de viagem de Humboldt à América do Sul poderão ser leiloados



Caso fracassem as negociações entre a família e o governo alemão, os diários da viagem que Alexander von Humboldt fez à América do Sul poderão ser leiloados. Eles correm o risco de desaparecer em um cofre particular.
Para entender o mundo é preciso percorrê-lo e medi-lo. Esse lema perseguiu Alexander von Humboldt – de forma bastante consequente. Como vulcanólogo e alpinista, no Equador, ele escalou o vulcão Chimborazo, de 6.300 metros de altitude. Como naturalista, na Guiana, ele se deixou picar pelos insetos que colecionava. Em países como México, Peru e Colômbia, ele fez registros da altitude e localização de costas e lagos, anotando também a temperatura do ar e da água.
Mas além de toda a coleta de dados, o romântico Humboldt podia também entrar em transe ao escutar o concerto noturno de pássaros e outros animais na floresta. Em 1799, ele viajou como pesquisador para a América do Sul. Quando voltou para a Europa, em 1804, partiu como amigo do continente americano. Não foi à toa que o herói da independência venezuelana, Simón Bolívar (1783-1830), considerava Humboldt "o verdadeiro descobridor do continente".
O diário como obra
As descobertas de Humboldt foram documentadas meticulosamente. Sempre que teve tempo, ele anotou os dados das medições em seus diários e descreveu as impressões cotidianas, reunindo 3.442 páginas de ensaios científicos com base em suas pesquisas de campo. Escritos principalmente em francês, mas também em alemão e com eventuais palavras em latim, decorados com desenhos a mão livre e artefatos colados nas páginas, os nove volumes que compõem os diários são mais do que apenas um documento sobre os países visitados.
Para Eberhard Knobloch, diretor do Centro de Pesquisa Alexander von Humboldt na Academia de Ciências de Berlim-Brandemburgo, trata-se não somente "dos mais abrangentes, mais também dos mais famosos diários que um viajante jamais elaborou".
Diários são mais do que tinta e papel
Comércio com bens culturais
Assim, foi grande o alvoroço quando veio a público a notícia de que esses diários estariam à venda. Na pior das hipóteses, eles poderão ser vendidos à melhor oferta – e desaparecer nos cofres de um proprietário particular.
Depois de serem diponibilizados na Biblioteca Estatal de Berlim a cientistas após a Segunda Guerra Mundial, os diários foram devolvidos em 2005 aos herdeiros legítimos de Humboldt, a família Von Heinz. Como a família havia prometido manter o acesso público aos diários, perdeu-se a oportunidade de colocá-los na lista de patrimônios culturais nacionais. Um grande erro, pois agora os herdeiros podem retirá-los do país sem problemas e levá-los a leilões internacionais de alto nível. Bem lembrado: poderiam.
Pois a família ainda está em negociações exclusivas com a Fundação do Patrimônio Cultural Prussiano. No entanto, o preço pedido pelos herdeiros é bastante elevado – fala-se em mais de 10 milhões de euros –, e o orçamento estatal mesmo na rica Alemanha é escasso. Caso não se chegue a um acordo, não faltarão ricos compradores particulares.
Pelo menos é o que avalia o leiloeiro berlinense Wolfgang Mecklenburg, que se especializou em manuscritos originais de personalidades históricas famosas: "Poderiam aparecer compradores que nem são colecionadores de manuscritos. Eles diriam: 'eu pago com prazer o preço que for pedido'. Principalmente se tratando de um ícone como Alexander von Humboldt, reverenciado em particular na América do Sul".
A lenda Humboldt
De fato, o apelo do nome Humboldt continua inabalável. Sobretudo na América do Sul ele é lembrado não somente por suas realizações científicas, mas também por sua postura contra o colonialismo e a escravidão. Segundo o pesquisador Eberhard Knobloch: "Os índios dali eram cidadãos de segunda classe, enquanto os missionários católicos atuavam como dominadores, tratando os nativos como crianças. Ele [Humboldt] assumiu publicamente uma postura sólida contra a escravidão, pois todos tinham o mesmo valor para ele, independente da raça."
Retrato de Alexander von Humboldt (1769-1859), pintado por C.W. Peale, em 1804
No entanto, suas posições políticas enfrentavam obstáculos, e ele teve que entrar em acordo com os governantes da época. Como filho de uma família nobre prussiana e parte da elite política da Prússia, ele assumiu o compromisso de fidelidade ao rei. E o soberano prussiano pouco apreciava as ideias de igualdade da Revolução Francesa.
A coroa espanhola, no entanto, forneceu-lhe dinheiro e liberdade irrestrita de viajar, esperando, em troca, informações sobre recursos naturais.
"Ele estava consciente de que havia certo risco de que seus conhecimentos fossem utilizados de uma forma que não o agradasse. Ao mesmo tempo, ele se via na obrigação de trazer resultados", afirma Knobloch. "Isso também era verdade para Thomas Jefferson, o então presidente norte-americano. Quando ele [Humboldt] lhe disponibilizava material cartográfico, isso tinha invariavelmente um aspecto militar."
Apesar dessas limitações, Knobloch salienta que, para a época, as posições políticas e sociais de Humboldt eram surpreendentemente progressistas e esclarecidas. Da mesma forma, o espírito iluminista também se refletiu em sua pesquisa científica. Equipado com uma variedade de instrumentos, incluindo sextantes, barômetros e termômetros, ele mediu o Novo Mundo como os astrônomos da antiguidade, que haviam registrado o curso da estrelas com a ajuda de lunetas, chegando a uma nova compreensão do universo.
Como sábio universal, Humboldt possuía conhecimentos de matemática, vulcanologia, paleontologia e climatologia, podendo fazer combinações dos resultados das medições de uma forma que, hoje, corresponderia a uma perspectiva interdisciplinar, observa Knobloch: "Isso fica evidente, por exemplo, na geobotânica, uma disciplina que ele fundou em grande parte. Ele dizia 'não basta que eu seja geógrafo e me interesse pela forma da montanha. Preciso ver, ao mesmo tempo, como se comporta a flora local.' E, em seguida, chega-se à conclusão de que as coisas estão inter-relacionadas: numa determinada região e determinada altitude, só podem ser encontrados determinados tipos de plantas."
Após sua volta à Europa, os diários de viagem à América do Sul não foram para Humboldt uma obra acabada, mas um projeto de vida, uma espécie de mina, da qual ele se serviu por muitos anos.
Cofre particular ou arquivo público?
Ainda hoje, a variedade de dados precisos dos diários interessam não somente a pesquisadores de Humboldt, mas também a climatologistas, por exemplo, em busca de informações sobre antigas linhas de precipitação de neve ou temperatura da água. Para melhorar o acesso a esses dados, eles têm de ser preparados segundo métodos editoriais modernos, diz Knobloch.
Atualmente, apenas microfilmes dos nove volumes estão disponíveis publicamente. Um trabalho completo de avaliação do material só é possível com os originais, explica o pesquisador de Humboldt. Se os diários estarão disponíveis, vai depender do curso das negociações.
Fonte da Informação: http://www.dw.de/

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Há 150 anos morria o cientista alemão Alexander von Humboldt



Ele é considerado um dos mais importantes cientistas do século 19. Conheceu Goethe, Napoleão e Thomas Jefferson. Diplomata e aventureiro, o naturalista alemão Alexander von Humboldt faleceu há 150 anos.
Alexander von Humboldt, naturalista, expedicionário e estadista alemão
Em vida ele já era chamado de "Segundo Colombo" devido às suas expedições científicas à América do Sul e à América Central. Considerado por Charles Darwin como o "maior cientista expedicionário de todos os tempos", o gênio universal Alexander von Humboldt faleceu em 6 de maio de 1859, há exatamente 150 anos.
Filho de um oficial prussiano, Humboldt nasceu em Berlim em 14 de setembro de 1769. Ele tinha múltiplos talentos; não era um especialista, mas alguém que se interessava por quase tudo o que se relacionasse às Ciências Naturais: astronomia, zoologia, geologia, botânica, mineralogia e pesquisa climática.
Humboldt: um empírico
Em entrevista à emissora Deutschlandfunk, o professor de Filologia Românica e pesquisador de Humboldt na Universidade de Potsdam, Ottmar Ette, atribuiu a originalidade do cientista ao fato de ele nunca ter se deixado disciplinar. Segundo Ette, Humboldt foi um disciplinado indisciplinado ou vice-versa. Ou seja, ele sempre recontextualizava tudo aquilo que inicialmente desagregara.
Primeiramente, ele fazia uma abordagem das diferentes formas do saber, para mais tarde, em um segundo passo, unir os diversos modos de pensar, resultados de sua reflexão. É justamente neste movimento de pensamento que reside o fascínio de Humboldt, explicou Ette.
Nesse contexto, o biógrafo de Humboldt, Manfred Geier, explica que ele não foi um filósofo da natureza que tenha desenvolvido a ideia de um todo. "Se existe uma ideia de todo, então tudo se encaixa, tudo se influencia mutuamente, nada existe isoladamente, nada que possa ser destacado do contexto geral. Não se pode, no entanto, denominar esse todo de um conceito, ele deve ser analisado na sua diversidade. Humboldt foi um empírico", afirmou Geier.
'Alexander von Humboldt e Aimé Bonpland no Orinoco', pintura de Eduard Ender
Sua grande aventura: conhecer o mundo como pesquisador
Desde pequeno, Humboldt se interessou em colecionar insetos, pedras e plantas. Ele teve a sorte de crescer numa família abastada. Mesmo após a morte do pai, sua mãe conseguiu dar a ele e a seu irmão Wilhelm a melhor educação possível. Eles receberam aulas particulares de preceptores próximos ao pensamento iluminista. Sua formação universitária em Frankfurt do Oder, Berlim e Göttingen também foi abrangente: Economia do Estado, Ciências da Antiguidade, Medicina, Física e Matemática, Botânica. Mas Alexander von Humboldt não se especializou.
Humboldt conheceu Georg Forster, naturalista e navegador experiente, com quem empreendeu sua primeira viagem de pesquisa: partindo de Mainz, atravessando o Baixo Reno, até chegar à Inglaterra. Para o biógrafo Manfred Geier, "a experiência crucial aconteceu no mar". Foi o mar que o atraiu para longe, que o fez querer conquistar o mundo, afirmou o autor do livro Die Brüder Humboldt – Eine Biographie (Os irmãos Humboldt – Uma biografia; Editora Rowohlt, 2009).
Mas, primeiramente, Alexander von Humboldt fez uma carreira meteórica como funcionário público. Com bastante dinheiro herdado de sua mãe, falecida quando ele tinha 27 anos, Humboldt demitiu-se do serviço público e decidiu preparar-se para sua grande aventura: conhecer o mundo como pesquisador.
Viagem pelo continente americano
Os preparativos duraram três anos. Em 1799, Humboldt partiu para sua grande expedição científica de meia década pelo continente americano. Seus companheiros de viagem eram o botânico Aimé Bonpland e os mais modernos instrumentos de então. A desgastante viagem, na qual ambos correram risco de vida diversas vezes, os levou ao México, a Cuba, Venezuela, Colômbia, Equador e Peru.
Rota das expedições de Humboldt na América
Em 3 de agosto de 1804, Humboldt e Bonpland pisaram novamente em solo europeu. Ao desembarcarem na França, foram festejados freneticamente. A princípio, Humboldt decidiu permanecer em Paris. A Berlim prussiana não o atraía. Segundo seu biógrafo, Alexander von Humboldt era um boêmio que gostava de frequentar os salões e participar da sociedade, algo que pôde viver intensamente em Paris.
Foi por pressão do irmão, o educador, filósofo e diplomata Wilhelm von Humboldt, e por motivos financeiros, que o naturalista voltou ao seu país natal, onde passou o resto de sua vida a analisar os inúmeros animais, plantas, fósseis, pedras e anatoções que trouxe do continente americano. Sua obra mais famosaCosmos (1845), que tomou 25 anos de sua vida, tornou-se um sucesso de vendas. Humboldt foi um dos homens mais conhecidos de seu tempo antes de vir a falecer aos 90 anos, em 1859.
Autora: Judith Hartl / Carlos Albuquerque
Revisão: Simone Lopes
Fonte da Informação: http://www.dw.de/

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

O Brasil no olhar dos Viajantes

Para aqueles que gostam das informações históricas do Brasil Colônia e Império, neste sábado, pela TV Senado, será apresentado o documentário...


terça-feira, 28 de agosto de 2012

Uma nova publicação do SIGEP sobre a Serra do Espinhaço

Mais um sítio geológico do Brasil a ser preservado e cuja descrição é publicada na Internet em pre print  de capítulo do Volume III do livro SÍTIOS GEOLÓGICOS E PALEONTOLÓGICOS DO BRASIL sob coordenação da SIGEP:

Pico do Itambé, Serra do Espinhaço, MG

Imponente relevo residual na superfície de erosão Gondwana 

Para ver o artigo, de uma olhada no link: http://sigep.cprm.gov.br/sitio057/sitio057.pdf

Para ver mais textos sobre a Serra do Espinhaço, veja nossa página do Blog: http://gaiaufvjm.blogspot.com.br/p/artigos-sobre-serra-do-espinhaco.html



A Serra do Espinhaço, destacando o Pico do Itambé, retratado na visão dos naturalistas europeus Spix & Martius (1828).

terça-feira, 20 de março de 2012

Livros dos viajantes da Editora Brasiliana e Biblioteca do Senado Federal disponíveis on-line

Pessoal, gostaria de informar que na Página de Artigos sobre a Serra do Espinhaço (http://gaiaufvjm.blogspot.com.br/p/artigos-sobre-serra-do-espinhaco.html)  há livros digitais de August de Saint Hilaire, Barão Von Eschwege e George Gardner e muitos outros estudiosos que passaram sobre a Serra  ou escreveram sobre Diamantina, Serro etc....

Para ter acesso a toda a coleção on-line da Editora Brasiliana:
http://www.brasiliana.com.br/brasiliana/colecao/obras