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terça-feira, 23 de junho de 2015
quarta-feira, 10 de junho de 2015
Onze erros comuns entre os professores de Geografia
Todos os profissionais estão sujeitos a erros e, com os professores, não é diferente. Portanto, a grande virtude de um profissional da área da educação não é a infalibilidade, mas a capacidade de procurar e reconhecer os próprios erros e dificuldades de modo a evitá-los e, assim, tornar-se cada dia melhor naquilo que faz.
O objetivo deste texto não é o de apontar erros como se fossem um defeito grave, mas sim o de enumerar os principais problemas dos professores de Geografia para que os educadores dessa importante área do conhecimento possam aperfeiçoar-se.
Confira, a seguir, os onze erros mais comuns cometidos entre os professores de Geografia:
1) Não esclarecer o conceito da Geografia e seus objetivos
Não são poucos os mitos e enganos sobre o que é, especificamente, a Geografia. É claro que essa questão não possui uma definição única e precisa, haja vista que é amplamente debatida pelos principais pensadores da área e, eventualmente, redefinida. No entanto, cabe sempre ao professor de Geografia o esclarecimento sobre o que é a Geografia e o que ela estuda e, por extensão, o que ela não é e o que ela não estuda.
O grande erro dos professores de Geografia é realizar essa tarefa em apenas uma aula, durante um período específico do ano. Sempre que possível e necessário, é preciso lembrar aos alunos que a Geografia é a ciência que estuda o espaço geográfico, que aborda os seus aspectos naturais e humanos e que se baseia em importantes conceitos, como o de paisagem, espaço, lugar, região, território e muitos outros.
Não são raros os estudantes que se perguntam: como pode uma mesma disciplina estudar, por exemplo, as configurações geopolíticas do planeta e, ao mesmo tempo, as dinâmicas das formas de relevo? Para o professor de Geografia, cabe a missão de explicar que esses temas fazem parte de um mesmo conjunto socioespacial que está diretamente relacionado com as práticas humanas.
2) Não contextualizar informações e conceitos
Esse não é um erro exclusivo dos professores de Geografia, mas de várias áreas do conhecimento. É amplamente sabido que um conceito ou tema qualquer, explicado de forma isolada, é muito mais dificilmente compreendido do que se a sua explicação fosse realizada a partir de um contexto.
O aluno consegue assimilar melhor um determinado assunto quando ele vê que aquele conhecimento não foi apresentado em sala de aula de forma aleatória, mas que existem debates e discussões sobre esse tema. Então, antes de introduzir uma determinada matéria ou até um conceito muito específico, é bom apresentar uma contextualização, que pode ser uma matéria de jornal, um artigo de opinião, uma reportagem na TV ou até a fala do próprio professor sobre uma história, uma curiosidade, entre outras inúmeras opções.
3) Colocar os alunos para decorar as capitais dos estados e dos países
É verdade que esse procedimento é realizado cada vez mais raramente, mas ainda ocorre. Um professor não deve colocar os seus alunos para decorar aleatoriamente as capitais de países, o que se relaciona, diretamente, com o item anterior. Afinal, essa metodologia para ensinar um conhecimento, que é até eventualmente útil, apresenta-se de forma mecânica e descontextualizada.
Mais do que decorar quais são as capitais dos países e dos estados brasileiros, é importante ensiná-las de forma transversal, ou seja, ao longo dos diferentes temas. Por exemplo, quando estudamos os aspectos regionais da região Nordeste, apresentamos as capitais dos estados dessa região de maneira interligada com as demais características, o que pode gerar um maior aprendizado.
4) Esvaziar a crítica dos temas ou se limitar a criticar
Embora exista certa polêmica sobre uma possível doutrinação dos professores de Geografia em sala de aula, é errado pensar que os conteúdos devam ser trabalhados sem uma análise crítica dos fatos, o que inclui a abordagem de todas as críticas existentes sobre um determinado aspecto da realidade. Afinal, a própria crítica serve como aprendizado, pois alimenta a contextualização defendida no item 2.
Outro problema, no entanto, estabelece-se quando o professor aborda um determinado assunto somente a partir da sua crítica, privando os alunos de conceitos básicos. Um exemplo clássico: aulas sobre as disputas árabe-israelenses sem o devido aproveitamento das informações sociais e naturais da região, apenas com a opinião do professor ou com as críticas existentes sobre o caso.
Portanto, é preciso encontrar um meio-termo entre a aula não crítica e a aula somente crítica.
5) Realizar críticas e opiniões sem conhecimento ou propriedade sobre os assuntos
Ainda sobre a questão da crítica na Geografia, é importante considerar um fato: o professor não deve opinar ou realizar críticas sobre qualquer coisa se não possuir propriedade para tal. Em alguns casos, cabe mais a humildade do “não saber” do que a arrogância do “achar que sabe” para realizar considerações opinativas perante os estudantes.
Um dos erros mais comuns dos professores de Geografia é não resistir a opiniões fáceis, geralmente vinculadas ao senso comum e amplamente difundidas, mas, muitas vezes, enganosas ou reducionistas. É claro que o professor não precisa ser um “pós-doutor” sobre tudo aquilo que deseja opinar, mas é importante o mínimo de conhecimento para evitar enganos.
Aliás, uma das missões dos professores – principalmente em Ciências Humanas – é combater, entre os alunos, a difusão do senso comum, pois a maioria da população se pauta em informações vinculadas a esse tipo de saber, gerando uma série de problemas para a sociedade. Pode até dar trabalho, mas estar “por dentro dos fatos” é muito importante.
6) Trabalhar a produção e a leitura de mapas sem conteúdos e significados
Os temas de Cartografia, como se sabe, são bastante importantes para a Geografia. No entanto, alguns professores e muitos livros didáticos cometem o erro de trabalhar os mapas e os seus elementos de maneira descontextualizada. Mais do que aprender sobre os mapas, é preciso saber o que eles estão dizendo, pois o conteúdo e o significado, sem dúvidas, auxiliam uma correta leitura.
7) Não direcionar a aplicabilidade prática dos conteúdos
Em muitos casos, mais do que apresentar o contexto ou o significado de determinados assuntos e temas, os professores de Geografia precisam também demonstrar a aplicabilidade prática de alguns acontecimentos ou o porquê devemos apreendê-los. Isso não é, em muitas situações, uma tarefa fácil, mas é altamente necessária, tornando-se, assim, um desafio para quem ensina.
Muitos estudantes perguntam-se, por exemplo: “por que eu preciso estudar placas tectônicas?” Assim, nesse caso, o professor precisa esclarecer que o conhecimento sobre as placas tectônicas ajuda-nos a entender como se formam as cadeias montanhosas, por que acontecem terremotos e vulcanismos, além de explicar algumas diferenciações no relevo que interferem na nossa vivência direta.
8) Não utilizar mapas para espacializar as discussões
Se não apresentar conteúdos e conhecimentos relevantes durante o ensino de Cartografia é um erro, o mesmo pode ser dito em não apresentar mapas para espacializar os temas abordados em sala de aula. Os estudantes, quase sempre, precisam saber e entender corretamente a localização de um acontecimento para compreender melhor o que está sendo explicado.
Por exemplo: o professor afirma que o Oriente Médio é uma região onde existem muitos conflitos territoriais, políticos e também envolvendo recursos naturais, notadamente a água e o petróleo. Ao ouvir essas informações, o aluno pode perguntar-se: “Onde está o Oriente Médio?” Assim, utilizar mapas temáticos para esclarecer os diferentes pontos desse e de outros assuntos pode facilitar o aprendizado no sentido de diminuir o caráter abstrato que os conteúdos podem eventualmente adquirir.
9) Desvincular totalmente a Geografia Física da Geografia Humana
Para fins didáticos, é comum haver a separação entre a Geografia Física e a Geografia Humana no processo de ensino e aprendizagem. Até o currículo escolar, muitas vezes, apresenta essa característica. Mas isso não quer dizer que essas áreas estejam desconectadas ou, mais precisamente, que os saberes abordados por elas não estejam interligados.
A Geografia, afinal de contas, estuda, entre outras coisas, a relação entre sociedade e natureza, de modo que é impensável acreditar que os elementos antrópicos estejam desconexos dos elementos humanos. Assim, sempre que possível, o professor deve enfatizar essa complexa e abrangente relação.
10) Ignorar temas e acontecimentos atuais
O professor de Geografia não deve ignorar, em suas aulas, acontecimentos atuais, pois a realidade social é muito dinâmica. Assim, notícias e fatos – amplamente noticiados ou não – precisam ser abordados durante as aulas, nem que isso aconteça apenas de maneira introdutória. É bom também, por outro lado, que o professor consiga um equilíbrio, pois o excesso de comentários sobre notícias a acontecimentos pode atrapalhar o andamento das aulas e o atendimento do currículo escolar.
Além do mais, ao planejar uma aula sobre qualquer assunto, é bom que se pesquise a respeito de descobertas científicas ou acontecimentos recentes, pois isso pode auxiliar, mais uma vez, na contextualização defendida no item 2.
11) Ignorar fatores históricos e conhecimentos de outras disciplinas
Nos tempos atuais, a busca pela interdisciplinaridade é constante, muito embora a formação de professores e o processo de constituição das ciências apresentem limitações quanto a isso. Assim, é preciso que o professor de Geografia busque, ao máximo, romper com barreiras interdisciplinares existentes.
Nesse sentido, é importante apresentar os contextos e acontecimentos históricos de determinados assuntos, além de, ao menos, relacionar determinados temas e conceitos com conteúdos de outras disciplinas.
Esperamos que, com essa lista dos onze erros mais comuns entre os professores de Geografia, possamos contribuir para o aperfeiçoamento da prática docente dos profissionais dessa área. É claro que, em muitos casos, as falhas não são de responsabilidade exclusiva dos professores, haja vista que a falta de estrutura de algumas escolas, a má gestão ou a excessiva carga horária precarizam o trabalho docente. De toda forma, temos que considerar as nossas limitações – pessoais ou estruturais – como um desafio para melhorar não só o desempenho nas salas de aula, mas a educação em si.
Fonte: http://ensinodegeografiauenp.blogspot.com.br
terça-feira, 26 de maio de 2015
Alunos do Colégio Diamantinense visitam o projeto GAIA
Alunos do 1o ano do Ensino Médio do Colégio Diamantinense visitaram, junto com sua professora de Geografia, Mariana Augusta Brant, ex- aluna do Curso de Licenciatura em Geografia da UFVJM, o projeto GAIA.
Foi uma honra receber uma ex-aluna da Geografia/UFVJM já atuando como educadora!
Foi uma enorme prazer recebê-los e o GAIA está a disposição para ajudar nos seus projetos!
segunda-feira, 1 de dezembro de 2014
segunda-feira, 1 de setembro de 2014
quarta-feira, 2 de julho de 2014
quarta-feira, 4 de setembro de 2013
Ciclo de Seminários "Diálogos Cruzados: Docência, Pesquisa e Extensão em Geografia"
O Curso de Licenciatura em Geografia da UFVJM tem a honra de convidá-los a participar do Ciclo de Seminários "Diálogos Cruzados: Docência, Pesquisa e Extensão em Geografia".
O primeiro Seminário intitulado “Os desafios do ensino-aprendizagem da Geografia nas Instituições de ensino Fundamental e Médio de Diamantina e região: relatos de experiências e propostas de superação”, será realizado no dia 13/09 (sexta-feira), no auditório 108, Campus JK, das 18h00 às 22h00.
Segue a programação:
CICLO DE SEMINÁRIOS -
“DIÁLOGOS CRUZADOS: DOCÊNCIA, PESQUISA E EXTENSÃO EM GEOGRAFIA”
Seminário I: “Os desafios do ensino-aprendizagem da Geografia nas Instituições de ensino Fundamental e Médio de Diamantina e região: relatos de experiências e propostas de superação”.
Data: 13 de setembro de 2013 (sexta-feira)
Local: Auditório 108 / Bloco de Auditórios do Campus II (JK), em Diamantina.
Horário: 18h00 às 22h00.
PROGRAMAÇÃO
18:00h – ABERTURA E BOAS VINDAS
Prof. Geovane Máximo – Coordenador do Ciclo de Seminários “Diálogos Cruzados: Docência, Pesquisa e Extensão em Geografia”.
Profa. Anne Priscila Gonzaga – Coordenadora do Curso de Licenciatura em Geografia.
Prof. Flávio Cesar Freitas Vieira – Diretor de Ensino / Coordenador institucional do PIBID-UFVJM.
18:30h – MESA REDONDA: “Os desafios do ensino-aprendizagem da Geografia nas Instituições de Ensino Fundamental e Médio de Diamantina e região: relatos de experiências e propostas de superação”.
Prof. Vitor Dittz - Escola Estadual Professor Leopoldo Pereira (Milho Verde).
Profa. Vânia Renata Santana – Escola Estadual Professor Leopoldo Miranda (Diamantina).Profa. Dayanne Vieira dos Santos – Centro Educacional Nádia Santos Rocha (Cenas - Diamantina) / Discente da Licenciatura em Geografia UFVJM.
Mediador: Prof. Claudio Marinho - Docente da Licenciatura em Geografia da UFVJM
19:45h – INTERVALO: Exposição do Projeto GAIA.
20:15h – PALESTRA: “O uso adequado da voz na atividade docente”.
Profa. Celina César Ribeiro (Professora de canto/coral – Conservatório Estadual de Música Lobo de Mesquita).
21:30h – APRESENTAÇÃO CULTURAL: “Grupo de Música Sacra da Igreja de Nossa Senhora do Carmo”, sob regência da Profa. Celina César Ribeiro.
22:00h – Encerramento.
“DIÁLOGOS CRUZADOS: DOCÊNCIA, PESQUISA E EXTENSÃO EM GEOGRAFIA”
Seminário I: “Os desafios do ensino-aprendizagem da Geografia nas Instituições de ensino Fundamental e Médio de Diamantina e região: relatos de experiências e propostas de superação”.
Data: 13 de setembro de 2013 (sexta-feira)
Local: Auditório 108 / Bloco de Auditórios do Campus II (JK), em Diamantina.
Horário: 18h00 às 22h00.
OBJETIVO: Refletir sobre a realidade didático-pedagógica, sociocultural e política do ensino- aprendizagem da Geografia em instituições escolares dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, estabelecendo um diálogo franco, necessário e conexões entre o saber produzido pela Universidade e os desafios contemporâneos que se colocam no trabalho docente nos ensinos Fundamental e Médio, na região.
PÚBLICO ALVO: Alunos e Professores dos cursos de Licenciatura em Geografia, História, Bacharelado em Humanidades e de áreas afins da UFVJM; Professores de Geografia das redes municipal, estadual e particular de ensino de Diamantina e região e demais interessados.
PROGRAMAÇÃO
18:00h – ABERTURA E BOAS VINDAS
Prof. Geovane Máximo – Coordenador do Ciclo de Seminários “Diálogos Cruzados: Docência, Pesquisa e Extensão em Geografia”.
Profa. Anne Priscila Gonzaga – Coordenadora do Curso de Licenciatura em Geografia.
Prof. Flávio Cesar Freitas Vieira – Diretor de Ensino / Coordenador institucional do PIBID-UFVJM.
18:30h – MESA REDONDA: “Os desafios do ensino-aprendizagem da Geografia nas Instituições de Ensino Fundamental e Médio de Diamantina e região: relatos de experiências e propostas de superação”.
Prof. Vitor Dittz - Escola Estadual Professor Leopoldo Pereira (Milho Verde).
Profa. Vânia Renata Santana – Escola Estadual Professor Leopoldo Miranda (Diamantina).Profa. Dayanne Vieira dos Santos – Centro Educacional Nádia Santos Rocha (Cenas - Diamantina) / Discente da Licenciatura em Geografia UFVJM.
Mediador: Prof. Claudio Marinho - Docente da Licenciatura em Geografia da UFVJM
19:45h – INTERVALO: Exposição do Projeto GAIA.
20:15h – PALESTRA: “O uso adequado da voz na atividade docente”.
Profa. Celina César Ribeiro (Professora de canto/coral – Conservatório Estadual de Música Lobo de Mesquita).
21:30h – APRESENTAÇÃO CULTURAL: “Grupo de Música Sacra da Igreja de Nossa Senhora do Carmo”, sob regência da Profa. Celina César Ribeiro.
22:00h – Encerramento.
INSCRICOES:
As inscrições para o Seminários serão realizadas, exclusivamente, por meio do e-mail
seminarios.dialogos.cruzados@gmail.com.
A mensagem deverá ter como título a palavra "INSCRIÇÃO" e conter as seguintes informações:
NOME:
INSTITUIÇÃO:
CURSO / PERÍODO (se aplicável):
PROFISSÃO (indicar se é aluno, professor, etc.):
ENDEREÇO:
EMAIL:
TELEFONE:
Serão aceitas somente as primeiras 80 inscrições, que serão confirmadas por email.
OBSERVAÇÃO: Serão fornecidos certificados de participação.
REALIZAÇÃO: Curso de Licenciatura em Geografia – UFVJM.
APOIO:
Pibid Geografia.
Faculdade Interdisciplinar em Humanidades – FIH.
Pro-reitoria da Graduação – PROGRAD.
Práticas de ensino de Solos e Paisagens no Projeto GAIA - dia 03/ de setembro de 2013
Ontem, dia 03 de Setembro, tivemos um momento especial do Curso de Geografia relacionado a disciplina de Solos e Paisagens: a apresentação no espaço GAIA de práticas de ensino da disciplina voltadas para alunos da educação infantil, educação especial, ensino fundamental e médio.
Agradecemos aos professores Cláudio Marinho, Devany Tibães, Elinara Maria de Andrade Silveira, Elaine Cristina Soares Almeida e Kely Cristina Detone Machado Souza pelas avaliações e preciosos comentários sobre cada prática apresentada!
Agradecemos ainda `as crianças presentes que além das avaliações levaram alegria a toda a equipe.
Agradecemos aos professores Cláudio Marinho, Devany Tibães, Elinara Maria de Andrade Silveira, Elaine Cristina Soares Almeida e Kely Cristina Detone Machado Souza pelas avaliações e preciosos comentários sobre cada prática apresentada!
Agradecemos ainda `as crianças presentes que além das avaliações levaram alegria a toda a equipe.
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