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segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Nova espécie do gênero humano é descoberta na África do Sul


Pesquisadores encontraram ossos de ao menos 15 hominídeos.
Ela foi batizada de 'Homo naledi' e classificada dentro do gênero Homo.


Reconstrução mostra como seria o rosto do 'Homo Naledi', como foi batizada a nova espécie identificada a partir de ossos encontrados na África do Sul (Foto: Mark Thiessen/National Geographic via AP)

Um grupo de pesquisadores apresentou nesta quinta-feira (10) na África do Sul os remanescentes fósseis de um primata que podem ser de uma espécie do gênero humano desconhecida até agora.

A criatura foi encontrada na caverna conhecida como Rising Star (estrela ascendente), 50 km a nordeste de Johanesburgo, onde foram exumados os ossos de 15 hominídeos. O primata foi batizado de Homo naledi. Em língua sotho, "naledi" significa estrela, e Homo é o mesmo gênero ao qual pertencem os humanos modernos.

Os fósseis foram encontrados em uma área profunda e de difícil acesso da caverna, na área arqueológica conhecida como "Berço da Humanidade", considerada patrimônio mundial pela Unesco. Por se situar num depósito sedimentar onde as camadas geológicas se misturam de maneira complexa, os cientistas ainda não conseguiram datar o primata descoberto, que poderia ter qualquer coisa entre 100 mil e 4 milhões de anos.

"Estou feliz de apresentar uma nova espécie do ancestral humano", declarou Lee Berger, pesquisador da Universidade Witwatersrand de Johannesburgo, numa entrevista coletiva em Moropeng, onde fica o "Berço da Humanidade".


O professor Lee Berger segura a réplica de um crânio do ‘Homo naledi’, nova espécie de hominídeo descoberta na África do Sul (Foto: Siphiwe Sibeko/Reuters)
"Alguns aspectos do Homo naledi, como suas mãos, seus punhos e seus pés, estão muito próximos aos do homem moderno. Ao mesmo tempo, seu pequeno cérebro e a forma da parte superior de seu corpo são mais próximos aos de um grupo pré-humano chamado australopithecus"
Chris Stringer,
Museu de História Natural de Londres

Em 2013 e 2014, os cientistas encontraram mais de 1.550 ossos que pertenceram a, pelo menos, 15 indivíduos, incluindo bebês, adultos jovens e pessoas mais velhas. Todos apresentavam uma morfologia homogênea e pertenciam a uma "nova espécie do gênero humano que era desconhecida até então".

O Museu de História Natural de Londres classificou a descoberta como extraordinária.

"Alguns aspectos do Homo naledi, como suas mãos, seus punhos e seus pés, estão muito próximos aos do homem moderno. Ao mesmo tempo, seu pequeno cérebro e a forma da parte superior de seu corpo são mais próximos aos de um grupo pré-humano chamado australopithecus", disse Chris Stringer, pesquisador do Museu de História Natural de Londres, autor de um artigo sobre o tema que acompanhou o estudo de Berger, publicado no periódico científico eLife.

A descoberta pode permitir uma compreensão melhor sobre a transição, há milhões de anos, entre o australopiteco primitivo e o primata do gênero homo, nosso ancestral direto.

Se for muito antiga, com mais de 3 milhões de anos, a espécie teria convivido com os australopitecos, anteriores ao gênero homo. Se for mais recente, com menos de 1 milhão de anos, é possível que tenha coexistido com os neandertais -- primos mais próximos do Homo sapiens -- ou até mesmo com humanos modernos.

Os trabalhos que levaram à descoberta foram patrocinados pela National Geographic Society, dos EUA, e pela Fundação Nacional de Pesquisa da África do Sul.

Foto da revista National Geographic mostra ossos recolhidos por pesquisadores na África do Sul que foram identificados como sendo de uma nova espécie do gênero humano (Foto: Robert Clark/National Geographic, Lee Berger/University of the Witwatersrand via AP)


Berço da humanidade



Caverna fica no norte da África do Sul

Fonte da Informação: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2015/09/antiga-especie-do-genero-humano-e-descoberta-na-africa-do-sul.html


quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Qual a importância do Sol para o Planeta Terra?



O Sol  é a estrela mais próxima de nós, habitantes do Planeta Terra. A estrela é basicamente uma grande esfera de gás incandescente e praticamente todos os seres vivos que habitam a Terra dependem da luz liberada por ela. É a fonte de energia que mantém os ecossistemas aqui neste planeta. 

Nossa fonte primária de energia é o Sol. Vegetais, algas dentre outros seres vivos realizam  a fotossíntese - que transforma a energia luminosa do sol em glicose (açúcar) e é a fonte de energia utilizada pelas plantas e por outros seres vivos que a consomem. Estes,  posteriormente serão consumidos pelos decompositores. Sendo assim, o Sol é essencial para a cadeia alimentar. 



Cadeia alimentar. Fonte: http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Ecologia/Cadeiaalimentar2.php 

Outro ciclo que necessita do sol para ocorrer é o ciclo da água. Neste, o  Sol  aquece a água e faz com que ela evapore.

Ciclo da água. Fonte: http://www.escolakids.com/o-ciclo-da-agua.htm 



O Sol também é essencial para manter a temperatura da Terra...

Autora: Thamiles MArtins, Aluna de Fisiologia da Terra do Bacharelado em Humanidades da UFVJM

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Terceiro Panorama da Biodiversidade Global



Os sistemas naturais que apoiam as economias, a vida e os meios de vida em todo o planeta estão em risco de sofrer uma rápida degradação e até um colapso, se não forem adotadas medidas rápidas, radicais e criativas para conservar e utilizar de uma forma sustentável a diversidade de formas de vida na Terra.

É esta a principal conclusão da terceira edição do relatório Panorama Global da Biodiversidade – Global Biodiversity Outlook (GBO-3) – produzido pela Convenção sobre Diversidade Biológica, que confirma que o mundo não atingiu a meta que se propôs de alcançar uma redução significativa da taxa de perda de biodiversidade até 2010.

A íntegra do relatório encontra-se disponível em inglês clicando aqui.

Fonte: http://www.comunitexto.com.br/terceiro-panorama-da-biodiversidade-global/#.UjjZ6zkye5d

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Entenda como as espécies vegetais participaram da evolução de outros seres vivos


Você já deve ter ouvido falar da teoria da evolução elaborada por Charles Darwin e Alfred Wallace, certo? Ela fala que, ao longo do tempo, as espécies existentes na natureza vão se modificando em busca de maiores chances de sobrevivência. Quase sempre isso nos faz pensar nos bichos, mas as plantas passam pelo mesmo processo.

Ninguém sabe ao certo quando as primeiras plantas terrestres surgiram, mas, segundo o geólogo Renato Ramos, do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro, isso aconteceu a partir de 470 milhões de anos atrás, no período Ordoviciano. Os antigos ancestrais dos vegetais eram pequenos e primitivos e viviam sempre perto da água.

Nos períodos Ordoviciano e Siluriano, a atmosfera era cheia de gás carbônico, por causa da ação dos vulcões. A abundância desse gás permitiu às plantas crescerem e se multiplicarem (Ilustração: Museu Nacional/UFRJ)


Durante os períodos Ordoviciano e Siluriano (que veio a seguir), a atmosfera da Terra era cheia de gás carbônico, substância usada pelas plantas para fazer fotossíntese e, assim, conseguir energia. Os níveis desse gás na atmosfera da época eram cerca de 15 vezes maiores do que os atuais, e a abundância desse gás possibilitou que as plantas sobrevivessem e se multiplicassem, o que deu origem às primeiras florestas no final do período Devoniano, entre 390 e 360 milhões de anos atrás.

Mais tarde, uma grande expansão das florestas ocorreu no período Carbonífero, entre 360 e 300 milhões de anos atrás. Isso produziu um aumento do nível de oxigênio na atmosfera. O gás, produzido pelas plantas a partir da fotossíntese, passou a formar cerca de 32% da atmosfera terrestre – hoje, o índice de 21%.

“Junto com a ocupação dos continentes pelas plantas, houve o surgimento dos insetos”, conta Renato. “Isso, por sua vez, possibilitou a chegada dos primeiros anfíbios em terra, abrigados pelas sombras das plantas, onde encontraram alimentação abundante”.

Este fóssil de tronco de árvore foi encontrado na Antártica, onde havia grandes florestas no período Cretáceo (Foto: Camille Dornelles)


Mais tarde, no período Cretáceo – entre 145 e 65 milhões de anos atrás –, as florestas já ocupavam todas as partes do mundo, inclusive a Antártica. “Pequenos mamíferos se abrigavam em tocas nos troncos. Eles só saíam escondidos para se alimentar de insetos, plantas e ovos de dinossauros”, comenta o geólogo.

O surgimento das florestas favoreceu não apenas a evolução de anfíbios e mamíferos, mas de outros grupos animais, como as aves. Já imaginou como seria um mundo sem elas?

Texto de Camille Dornelles. Fonte da Informação: http://chc.cienciahoje.uol.com.br/

domingo, 9 de junho de 2013

Cientistas encontraram vida no ponto mais profundo do planeta



Em 2012, o premiado diretor de cinema James Cameron se aventurou em uma importante e histórica viajem no fundo do Pacífico.


A descida, de quase 11.000 metros, levou Cameron até o ponto mais profundo dos oceanos, e com isso, ele conseguiu realizar dois feitos: ser o primeiro homem a fazer à viagem absolutamente só, e o primeiro a registrar o trajeto com filmagens.

O diretor de Titanic e Avatar não encontrou muita evidência de vida ali, no entanto, se ele tivesse conseguido descer um pouco mais e estivesse munido com um microscópio, ele talvez conseguisse constatar que existe uma elevada e intensa atividade microscópica naquela zona profunda do Oceano Pacífico.

Ronnie Glud da Universidade do Sul da Dinamarca, em Odense, junto com sua equipe, despacharam sensores autônomos e coletores de amostra nos sedimentos do local de mergulho de Cameron, na parte inferior da trincheira do Pacífico Ocidental, conhecido também como Abismo de Challenger.

Apenas 1% da matéria orgânica que é consumida na superfície do mar consegue alcançar níveis tão profundos, onde a pressão é quase 1.100 vezes maior do que a superfície. Isso explicava a impossibilidade de se encontrar resíduos orgânicos ali e até mesmo vida microscópica.

Era o que se previa até então. No entanto, a equipe de Glud comparou as amostras retiradas do Abismo de Challenger com outra planície também profunda, mas não tão profunda quanto o primeiro. Descobriu-se que as bactérias encontradas no Abismo de Challenger, eram cerca de dez vezes mais abundantes que na outra planície coletada. Em cada centímetro cúbico analisado havia aproximadamente 10 bilhões de microrganismos; muitos eram mais ativos que os demais micróbios coletados.

"Há muito mais do que os olhos podem enxergar no fundo do mar", diz Hans Roy, da Universidade de Aarhus, na Dinamarca.

No ano passado, ele também estudou certos sedimentos do fundo do mar em uma área, que ao contrário de Abismo de Challenger é de fato quase desprovido de alimentos.

Entretanto, até mesmo neste local praticamente impossível de manter alguma vida, ele encontrou microrganismos. "Com a exceção de temperaturas muito acima da ebulição da água, as bactérias parecem lidar com tudo o que este planeta pode sujeitá-las a viver", diz ele.

Fonte da Informação: http://www.jornalciencia.com/meio-ambiente/

sábado, 8 de junho de 2013

Você sabia? A Terra cheirava a ovo podre há 1,9 bilhão de anos atrás



Pesquisas realizadas em minúsculos fósseis encontrados em rochas ao redor do Lago Superior, na América do Norte, revelaram algo surpreendente.
Segundo os cientistas, o cheiro que a Terra tinha há de 1,9 bilhão de anos era de ovo podre. A pesquisa foi liderada pelo Dr. David Wacey, da Universidade da Austrália Ocidental e da Universidade de Bergen, na Noruega; eles descobriram fósseis preservados em “Gunflintchert”, um grupo de rochas situados em volta do Lago Superior, encontrados no norte de Minnesota e no noroeste de Ontário, EUA. Foram encontrados organismos minúsculos que comiam uns aos outros, influenciando o cheiro do planeta.

Os fósseis microscópicos avaliados variavam de cerca de 3-15 micrômetros de diâmetro, e continham micróbios antigos congelados que se alimentavam de cianobactérias, incluindo a “Gunflintia”, conhecida por ser umas das primeiras produtoras de oxigênio. Na pesquisa, foi identificado que os micróbios antigos preferiam se alimentar da Gunflintia, ao invés da bactériaHuroniospora. Essa alimentação de matéria orgânica é chamada de “heterotrofia”, a mesma realizada por seres humanos onde as bactérias em nossos intestinos quebram matéria orgânica.

Fonte: https://www2.bc.edu/


No caso, dos micróbios estudados pequenas tiras de Glunflitia eram deixados como restos da refeição, formando o ácido sulfídrico, que tem cheiro de “ovo podre”.

Para o professor Martin Brasier: "Enquanto há evidência química sugerindo que este modo de alimentação remonta a 3,5 bilhões de anos (heterotrofia), neste estudo, pela primeira vez, foi possível identificar o que estava acontecendo e quem estava comendo quem”.

Foi identificado lugares, onde muitos dos minúsculos fósseis haviam sido parcial ou totalmente substituídos por sulfeto de ferro, também conhecido como “ouro de tolo” ou “piritas”. As piritas, apesar de parecer ouro, são compostas de sulfeto de ferro, produto residual de bactérias heterotróficas redutoras de sulfato. Este fato é também uma prova sobre os hábitos alimentares precoces dos primeiros seres vivos na Terra.


O pesquisador David Wacey, disse que: análises geoquímicas recentes "demonstraram que as atividades das bactérias que formavam o enxofre podem ser rastreadas até 3,5 bilhões de anos ou mais. Enquanto os fósseis Gunflint confirmam que essas bactérias eram consumidas há 1,9 bilhão de anos”.

Gunflint chert de 1,9 Bilhões de anos de idade: Fósseis nas zonas negras dão a primeira evidência de organismos comendo uns aos outros segundo cientistas da Oxford University e da Universidade da Austrália Ocidental. Fonte: http://news.nationalpost.com/
Fonte da Informção: http://news.nationalpost.com/
http://www.jornalciencia.com/

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Kepler acha 3 planetas que podem abrigar vida fora do Sistema Solar





O telescópio espacial Kepler, da Nasa (Agência Espacial Norte-Americana), identificou dois sistemas planetários que podem abrigar vida fora do Sistema Solar. Dos cinco corpos que orbitam a estrela Kepler-62, que fica a 1.200 anos-luz de distância, há chances de dois deles terem água líquida na superfície, destaca artigo publicado no site da revista Science nesta quinta-feira (18).


Já o segundo sistema planetário - que não foi descrito na pesquisa - tem dois planetas ao redor da estrela Kepler-69, mas só um deles oferece possibilidades para abrigar vida a 2.700 anos-luz da Terra, na constelação do Cisne, anunciou a Nasa - um ano-luz, que é a distância percorrida pela luz em um ano no vácuo, equivale a cerca de 9,5 trilhões de quilômetros.


Os exoplanetas mais distantes da estrela Kepler-62, o Kepler-62e e o Kepler-62f, são candidatos em potencial à vida fora da Terra por estarem na zona habitável do sistema. Já o exoplaneta Kepler-69c, que é 70% maior do que o nosso planeta, está na "borda" da zona habitável de sua estrela.


Isso significa que esses três planetas estão em uma região nem tão próxima nem muito distante de suas estrelas, favorecendo a existência de atmosfera e temperatura adequadas e bastante disponibilidade de água (a ponto de ser encontrada na fase líquida em grande parte da superfície), fatores essenciais para a formação da vida.


Semelhança com a Terra


O estudo coordenado por William Borucki, pesquisador da Nasa, ressalta ainda que a dupla "habitável" do sistema ao redor da estrela Kepler-62 tem massas bem próximas às da Terra - o Kepler-62e é 60% maior que a Terra e Kepler-62f, 40% maior. Além disso, o artigo sugere que a densidade do Kepler-62f é sólida, outra semelhança com o nosso planeta.


"Ou eles têm uma composição rochosa, ou os volumes são compostos, principalmente, por água sólida", escrevem os pesquisadores no artigo da Science.


Lançado em 2009, o Kepler observa uma parte fixa do céu para medir de forma contínua e simultânea o brilho de cerca de 170 mil estrelas a cada meia hora. Seu objetivo é descobrir planetas fora do Sistema Solar que são parecidos com a Terra e estão orbitando estrelas massivas. Já são mais de 2.740 candidatos a planeta fora do Sistema Solar.


O telescópio espacial encontra os planetas observando as pequenas reduções na luz de uma estrela, que ocorrem devido à passagem de um corpo no seu campo de visão. As medições do sistema Kepler-62 foram feitas entre 13 de maio de 2009 e 28 de março de 2012, mas os resultados só foram divulgados em 2013.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Conheça três seres pré-históricos brasileiros



Os dinossauros (palavra que deriva do grego e significa “lagarto terrível”) constituem um grupo de animais que existiu desde o início do período jurássico, há 199 e 155 milhões de anos, até o final do cretáceo, há aproximadamente 145,5 milhões ou 99,6 milhões de anos.


A teoria mais aceita para a extinção destes seres é que um meteorito encontrado no México colidiu com a terra e originou uma grande explosão, carbonizando bilhões de animais instantaneamente e levantando uma nuvem de poeira que bloqueou o calor do sol. Com exceção dos dinossauros emplumados e dos seres mamíferos, os outros dinossauros não conseguiram se adaptar às novas condições climáticas e então desapareceram.


Embora os humanos nunca tenham convivido com os dinossauros, diferente de como mostram alguns filmes sobre o assunto, estes exercem fascínio pela magnitude e hábitos curiosos. Muitos também não sabem que o Brasil teve seus dinossauros, um total de 23 espécies conhecidas, cujos fósseis foram encontrados em território nacional.


Além dos dinossauros, outras espécies pré-históricas também habitaram os estados brasileiros e os fósseis destes animais permitiram maior conhecimento da história natural do País e as mudanças geológicas que ocorreram no mundo.


Mesosaurus brasiliensis


O Mesosaurus recebeu este nome do pesquisador Mac Gregor, que estudava os fósseis de répteis encontrados nos folhelhos pretos betuminosos da Formação Irati, coletados próximos à estação de Iraty, da E.F. São Paulo – Rio Grande, no Paraná.


Este ser é basicamente um pequeno lagarto que mede aproximadamente 1 metro quando adulto, corpo esguio e uma longa cauda deprimida lateralmente. De acordo com a dentição, estima-se que possuía uma dieta carnívora. Segundo o livro Colorindo a História da Vida, possuíam cores verde-claro para uma camuflagem eficiente.


O primeiro Mesosaurus do mundo foi encontrado no sul da África em 1864. O fóssil brasileiro, no entanto, foi descoberto somente em 1864 e nomeado como Mesosaurus tenuidens (embora tenha sido oficializado como Mesosaurus brasiliensis).


Paraphysornis brasiliensis


O Paraphysornis brasiliensis foi uma ave predadora que viveu durante um período chamado Brasil Pliocénico (entre cerca de 5 e 2 milhões de anos atrás). Segundo a análise dos fósseis, os ossos das asas estariam se desenvolvendo para um tipo de mão primitiva (antes da extinção).


O esqueleto deste animal foi quase 100% recuperado dos sedimentos terciários da Bacia de Taubaté por Herculano Alvarenga, em 1982. Atualmente, está exposto na ala de Paleontologia do Museu Nacional do Rio de Janeiro.


Gliptodonte


Este animal foi similar a um tatu-gigante e viveu no Brasil até cerca de 10.000 anos atrás.


O Gliptodonte possuía hábitos herbívoros e tinha 4 metros, mais de 2 metros de cauda dotada de grandes espinhos e uma tonelada e meia de massa corporal – e possuía uma carapaça óssea, que auxiliava na proteção contra predadores.


Fonte da informação: http://www.comunitexto.com.br/

terça-feira, 19 de março de 2013

Ser vivo mais velho do mundo vive no mar mediterrâneo


Conheça Posidonia Oceanic, um tipo de grama do Mar Mediterrâneo, que é também o ser vivo mais antigo do planeta. O seu segredo para longevidade? O de sempre – uma vida saudável, bastante exercício, reprodução assexuada, ser 6 mil toneladas de grama e, não ser afetada pela mudança climática… Por enquanto.

Pesquisas desenvolvidas na Universidade de Western, na Austrália, determinaram que os aglomerados da grama marinha (que são na realidade um só organismo que se reproduz por clonagem) têm pelo menos 100.000 anos. Os pesquisadores afirmaram que a grama marinha pode atingir essa idade devido a sua reprodução assexuada e sua capacidade de produzir clones de si mesma; organismos que só podem se reproduzir sexuadamente são inevitavelmente perdidos a cada geração.

Apesar da grama marinha ser um dos organismos mais resistentes do mundo, seu declínio já iniciou devido ao desenvolvimento de zonas costeiras e ao aquecimento global.

Fonte: The Telegraph

domingo, 20 de janeiro de 2013

Qual o maior animal que já existiu na Terra?


O maior animal conhecido na Terra é a baleia azul. Baleias azuis adultas podem chegar a medir 30 m da cabeça até a cauda e pesar até 150 toneladas. Isso equivale ao tamanho de um prédio de 8 a 10 andares e ao peso de 112 machos adultos de girafas. Atualmente, a maioria das baleias azuis adultas mede entre 22 e 24 metros, porque os caçadores praticamente exterminaram as maiores. As fêmeas das baleias azuis geralmente pesam mais que os machos. A maior baleia azul de que se tem informação é uma fêmea que pesou 176.790 kg.


Fonte: animaisincriveismc.blogspot.com










Fatos sobre os animais
  • maior animal:baleia azul
  • animal mais sonoro:baleia azul
  • maior animal terrestre: elefante africano
  • animal mais sonoro terrestre (segundo animal mais sonoro): macaco alouata
  • mamífero mais alto:girafa
  • mamífero mais veloz: chita
  • animal aéreo mais veloz: falcão peregrino
  • menor mamífero:morcego abelhão
  • cobra mais longa:píton reticulada

    A cabeça de uma baleia azul é tão larga que o elenco inteiro de um time de futebol profissional - cerca de 50 pessoas - poderia ficar em pé sobre sua língua. Seu coração é tão grande quanto um carro popular, e suas artérias são largas o suficiente para que você se rasteje dentro delas. Mesmo bebês de baleias azuis fazem com que a maioria dos animais pareçam anões. Ao nascer, um filhote de baleia azul mede cerca de 7,5 m de comprimento e pesa mais que um elefante. Eles crescem rápido: durante os primeiros sete meses de vida, uma baleia azul bebe aproximadamente 380 litros de leite materno por dia, ganhando até 90 kg a cada 24 horas. Uma baleia azul adulta pode comer diariamente mais de 4 toneladas de krill, uma pequena criatura parecida com um camarão.
    Isso coloca as baleias bem à frente dos demais mamíferos terrestres conhecidos em questão de tamanho. Muitas pessoas acreditam que os maiores animais que já existiram na Terra foram os dinossauros. No entanto, um dos maiores dinossauros terrestres, o sauropóde Argentinosaurus, pesava apenas cerca de 81.650 kg. Ou seja, um pouco mais da metade do peso de uma baleia azul adulta. Faz muito sentido que o maior animal do mundo seja uma criatura marinha. Animais terrestres precisam suportar seu próprio peso, enquanto que as criaturas marinhas obtêm ajuda da água.
    Acredita-se que houve uma época em que existiram mais de 200 mil baleias azuis. Há cerca de 10 mil agora. Elas aparecem na lista de animais com risco de extinção desde a metade dos anos 60 - e a estimativa é de poucas chances de recuperação.


    Fonte: http://ciencia.hsw.uol.com.br

    segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

    Qual é o fóssil mais antigo já encontrado?



    Os fósseis antigos até hoje, conhecidos como estromatólitos têm 3,45 bilhões de anos. É difícil para nós até mesmo conseguirmos entender o tamanho disso tudo, mas J. William Schopf, o primeiro paleobiólogo que descobriu os fósseis em 1993, ajuda a colocar as coisas em uma perspectiva mais clara em seu livro "Cradle of Life: The Discoveries of Earth's Earliest Fossils.". Se toda a história da Terra fosse comprimida em um dia de 24 horas, diz Shopf, os humanos teriam chegado no último minuto do dia. Em comparação, os estromatólitos já estariam por ali por mais de 18 horas. Talvez ainda mais surpreendente seja o fato de que os estromatólitos continuam a se formar até hoje.


    Ao contrário de fósseis como esqueletos de dinossauros, os estromatólitos nunca fizeram parte de um organismo vivo. No lugar disso, os estromatólitos se desenvolvem mais da mesma forma como um molde é tirado para uma estátua, preservando sua forma, mas não contendo um determinado objeto. No caso dos estromatólitos, o “molde” é composto por finas camadas de sedimento e carbonato de cálcio – a mesma substância que forma o calcário – que se acumula ao redor de complexas colônias de cianobactérias(também chamadas de algas azuis) e outros organismos unicelulares. Os estromatólitos se formam bem lentamente, e o seu processo de formação dura milhares de anos. Felizmente, os estromatólitos de cada período geológico ainda existem. Ao se dissecar e explorar cuidadosamente essas estruturas, os cientistas têm acesso a algumas das únicas pistas sobre como eram as primeiras vidas na Terra.

    Depois da Terra ter se formado há aproximadamente 4,5 bilhões de anos, ela era totalmente inabitável. Na verdade, a superfície da Terra foi uma espécie de rocha derretida por cerca de 800 milhões de anos - e este não era exatamente um ambiente propício para se chamar de “lar” [fonte:Waggoner]. Depois da superfície terrestre ter se resfriado e se solidificado em placas continentais, apareceu o primeiro microorganismo. Entre os mais significantes estavam as cianobactérias, que prosperaram em bacias rasas de água salgada onde apesar de estarem protegidas dos raios solares intensos ainda ficavam perto da superfície já que dependiam do sol para a fotossíntese.

    Com o passar do tempo, uma incrível variedade de estromatólitos se formou ao redor dessas colônias de cianobactérias e outras formas de vida primárias. Na verdade, a espantosa complexidade dessas estruturas é a melhor prova de que elas eram cheias de vida – caso contrário elas simplesmente não teriam se formado. De alguma forma, até mesmo as mais antigas dessas estruturas resistiram a bilhões de anos de turbulências geológicas antes de Schopf tê-las descoberto na Austrália Ocidental em 1993.

    A descoberta desses estromatólitos em particular foi de extrema importância por inúmeras razões. Quando Darwin propôs a teoria da evolução pela primeira vez, ele reconheceu que lacunas nos registros fósseis representariam uma série ameaça à sua afirmação de que toda a vida teria se originado do mesmo e distante ancestral. Naquela época a tecnologia era muito limitada até mesmo para encontrar, quanto mais para identificar os fósseis e por mais de 100 anos as coisas ficaram exatamente assim. Alguns chegaram a pensar que as provas para esse “link faltante” entre a vida como a conhecemos e as primeiras formas de vida nunca seria descoberto, possivelmente por ter sido destruído durante eras de violentos terremotos e erosões.

    No entanto, a descoberta de Schopf mudou as coisas. Os biólogos finalmente tiveram acesso a provas conclusivas sobre quando e quais foram os tipos de vida que primeiro habitaram a Terra, e por causa desse entendimento, os cientistas têm hoje uma ideia muito melhor de como a vida evoluiu. A atmosfera terrestre durante o período Arqueano, quando as cianobactérias e outras formas de vida primárias apareceram, era composta de metano, amônia e gases que seriam tóxicos para a maioria das formas de vida que conhecemos hoje. Atualmente, os cientistas acreditam que organismos como cianobactérias foram responsáveis por criar oxigênio através da respiração anaeróbica. Quem sabe o que os estromatólitos ainda podem nos ensinar sobre a vida na Terra?

    Infelizmente, apesar de estromatólitos ainda continuarem a crescer em alguns lugares como o Parque Nacional Yellowstone, nos EUA, e regiões das Bahamas, eles já não são mais tão facilmente encontrados. Se nós não pudermos proteger essas formações incríveis, pode ser que a gente venha a perder para sempre um dos guardiões mais precisos e diligentes dos registros de nosso planeta.

    Para ler mais:
    http://ciencia.hsw.uol.com.br/