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quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Água mineral e água de mesa, você sabe a diferença?






Segundo o Código de Águas Minerais (Decreto-Lei Nº 7.841, de 08/08/1945), águas minerais são aquelas provenientes de fontes naturais ou de fontes artificialmente captadas que possuam composição química ou propriedades físicas ou físico-químicas distintas das águas comuns, com características que lhes confiram uma ação medicamentosa.

Segundo o mesmo código, são águas potáveis de mesa as águas de composição normal provenientes de fontes naturais ou de fontes artificialmente captadas que preencham tão-somente as condições de potabilidade para a região.

Portanto, a água mineral tem uma ação medicamentosa; a água de mesa é uma simples água potável. Essa é uma informação importante para o consumidor, pois muitas vezes se toma água de mesa pensando ser água mineral. Ambas são vendidas em garrafas e ambas podem conter gás. A diferença está apenas no rótulo, que deve informar se a água é mineral ou apenas água de mesa.

Classificação das águas minerais

De acordo com a composição química, as águas minerais são classificadas em doze diferentes grupos.

I – radíferas: as que contêm substâncias radioativas dissolvidas, o que lhes dá radioatividade permanente.

II – alcalino-bicarbonatadas: as que contêm compostos alcalinos equivalentes a no mínimo 0,200 grama de bicarbonato de sódio por litro.

III – alcalino-terrosas: as que contêm compostos alcalino-terrosos equivalentes a no mínimo 0,120 grama de carbonato de cálcio por litro. Podem ser alcalino-terrosas cálcicas ou alcalino-terrosas magnesianas.

IV – sulfatadas: as que contêm no mínimo 0,100 grama por litro do ânion sulfato (SO42-) combinado com os cátions sódio (Na1+), potássio (K1+) e magnésio (Mg2+).

V – sulfurosas: as que contêm no mínimo 0,001 grama do ânion enxofre (S) por litro.

VI – nitratadas: as que contêm no mínimo 0,100 grama por litro do ânion nitrato (NO31-) de origem mineral.

VII – cloretadas: as que contêm no mínimo 0,500 grama de cloreto de sódio por litro.

VIII – ferruginosas: as que contêm no mínimo 0,005 grama do cátion ferro (Fe) por litro.

IX – radioativas: as que contêm radônio (Rd) dissolvido. Dependendo do teor desse gás, podem ser francamente radioativas, radioativas ou fortemente radioativas.

X – toriativas: as que possuem um teor de torônio (um isótopo do radônio) em dissolução, equivalente em unidades eletrostáticas a duas unidades Mache por litro, no mínimo.

XI – carbogasosas: as que contêm 200 mililitros de gás carbônico (CO2) livre dissolvido, a 20°C e 760 mm de Hg de pressão por litro.

XII – oligominerais: as que, apesar de não atingirem os limites estabelecidos na classificação acima, possuem inconteste e comprovada ação medicamentosa (Código de Águas).

Classificação das Fontes

As fontes de água mineral são, por sua vez, classificadas da seguinte maneira.

1º) Quanto aos gases:

I – Fontes radioativas, que se subdividem, dependendo do teor de gás radioativo que contenham, em francamente radioativas, radioativas e fortemente radioativas.

II – Fontes toriativas.

III – Fontes sulfurosas.

2º) Quanto à temperatura:

I – Fontes frias: quando sua temperatura é inferior a 25°C.

II – Fontes hipotermais: quando sua temperatura está entre 25 e 33ºC.

III – Fontes mesotermais: quando sua temperatura está entre 33 e 36°C.

IV – Fontes isotermais: quando sua temperatura está entre 36 e 38°C.

V – Fontes hipertermais: quando sua temperatura é superior a 38°C.

A temperatura da Terra aumenta à medida que se penetra no subsolo. A distância necessária para se ter aumento de 1ºC é chamada de gradiente geotérmico. Ela varia de uma região para a outra e no Brasil é de 30 metros em média. Em locais onde a temperatura aumenta mais depressa surgem as fontes termais.

O calor que aquece a água de uma fonte termal não está necessariamente ligado à atividade vulcânica. Pode ser devido simplesmente ao fato de a água provir de uma grande profundidade. Em termos globais, a temperatura no subsolo aumenta de 10 a 100ºC por quilômetro de profundidade.

O aproveitamento da água mineral

O aproveitamento comercial das fontes de água mineral ou de mesa, tanto em propriedades públicas quanto em particulares, é feito pelo regime de autorização de pesquisa e concessão de lavra, previsto no Código de Mineração, e observadas as disposições contidas no Código de Águas.

O aproveitamento comercial das águas de mesa é reservado aos proprietários do solo, mas o das águas minerais para consumo humano ou destinadas a fins balneários pode ser feito por qualquer cidadão brasileiro, seja ou não proprietário do imóvel onde se situa a fonte.

Satisfeitas todas as exigências legais de pesquisa e de análise da água, o interessado no aproveitamento de uma fonte de água mineral ou de mesa recebe a autorização legal para isso e a partir daí nenhuma sondagem ou qualquer outro trabalho subterrâneo poderá ser praticado no perímetro de proteção da fonte sem autorização prévia do DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral).

Para a instalação ou funcionamento de uma estância hidromineral há exigências adicionais relacionadas com as edificações a serem feitas, contratação de médico, existência de um posto meteorológico destinado à obtenção das condições climáticas locais, organização das fichas sanitárias dos funcionários (renovadas pelo menos a cada seis meses), entre outras.

As empresas que aproveitam as águas minerais para preparo de sais medicinais estão sujeitas a todas as exigências do Código de Águas e mais a prescrições específicas determinadas para cada caso.

As águas minerais e potáveis de mesa podem ser usadas para fabricação de bebidas em geral, desde que não sejam desmineralizadas nem sofram tratamento prévio.

A fiscalização, em todas as fases da exploração das águas minerais, termais, gasosas e potáveis de mesa, engarrafadas ou destinadas a fins balneários, é exercida pelo DNPM.

Fonte da informação: http://www.comunitexto.com.br/agua-mineral-e-agua-de-mesa/#.VnH-h0uc87o

sábado, 21 de setembro de 2013

Salobra, termal, dura: conheça os diferentes tipos de água do planeta

tipos-de-água-na-natureza menino boia água copo

Beber água salgada do mar: blergh!


Você já bebeu água mineral e nadou em água salgada, mas existem outros tipos de água na natureza. 

Veja só:  
Água doce:  É a água dos rios e lagos que não tem contém grande quantidade de sal.  

Água salgada:  Está nos oceanos e é rica em sal que veio de rochas dissolvidas pela água das chuvas milhões de anos atrás.  

Água salobra:  É um tipo de água que contém sal, mas não tanto como no mar. Por isso, não pode ser chamada de doce ou salgada. É encontrada em reservas subterrâneas, tem gosto um pouco salgado, mas pode ser bebida.  

Água mineral:  Água doce e potável, com substâncias que se desprendem de rochas.  Água sulfurosa  É um tipo de água mineral com alto teor de enxofre, que a deixa com um cheiro ruim. 

Água com gás:  Um tipo de água mineral que contém gás carbônico.  

Água termal :  Fica em fontes em que a temperatura da água está acima da temperatura ambiente, como em lugares onde existiram vulcões ativos no passado. Um exemplo é a cidade brasileira de Araxá, em Minas Gerais.  

Água dura:   Apesar do nome, ela não é sólida, mas contém grande quantidade de substâncias chamadas de sais de cálcio e magnésio. Por isso, em contato com outras substâncias, ela reage de forma diferente da água comum. Ela não produz espuma em contato com o sabão, por exemplo.  


Fonte da Informação: http://www.recreio.com.br/licao-de-casa/muito-mais-que-doce-ou-salgada-conheca-os-tipos-de-agua-que-existem-na-natureza

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Bioindicadores de qualidade de água


Você sabia que há insetos que vivem na água e são indicadores de boa ou má qualidade da água?

Quando se está doente, o médico nos pergunta quais são os sintomas, ou seja, o que estamos sentindo. Esses sintomas ajudam os médicos a descobrir qual a nossa doença. Com a água também é assim!


O grupo dos macroinvertebrados bentônicos é visível a olho nu. Eles são larvas de insetos, moluscos, crustáceos e vermes. Vivem e se alimentam no fundo de lagos, rios e lagoas, que pode ser composto por lodo, areia, pedra, cascalho ou folhas e galhos.


Existe uma grande variedade desses animais, e cada um deles possui uma capacidade para aguentar a poluição. Assim, temos os animais sensíveis (que só vivem em ambientes limpos) e os tolerantes (vivem tanto em ambientes limpos quanto poluídos). Dessa forma, quando os cientistas vão investigar se a água está poluída, procuram saber quais animais estão vivendo naquele ambiente. Depois dão o diagnóstico, isto é, a resposta se aquele ambiente aquático está doente (poluído) ou não.


Insetos bioindicadores de qualidade de água: