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sexta-feira, 9 de agosto de 2013
terça-feira, 16 de abril de 2013
Raridade: cometas tornam 2013 ano especial para a Astronomia
| Cometa PanSTARRS passa sobre Las Vegas, nos Estados UnidosFoto: Getty Images |
Passagem de dois corpos brilhantes, C/2011 L4 PanSTARRS e C/2012 S1 ISON, visíveis a olho nu, fazem deste o Ano dos Cometas
O ano de 2013 é raro para a astronomia. Para muitos, pode ser considerado o Ano dos Cometas. O título se deve à passagem de dois cometas brilhantes, C/2011 L4 PanSTARRS e o C/2012 S1 ISON, visíveis a olho nu. A confluência no mesmo ano de dois cometas perceptíveis sem equipamentos de observação aconteceu pela última vez em 2007.
Esses eventos propiciam verdadeiro espetáculo. Grande parte da beleza reside na constituição dos cometas, compostos basicamente por gelo, além de poeira, formada por pequenos fragmentos rochosos e gases congelados.
A cauda de um cometa pode chegar a mais de 150 milhões de quilômetros (distância média entre a Terra e o Sol). Conforme Marcelo de Oliveira Souza, Doutor em Física, professor da Universidade Estadual do Norte Fluminense e Coordenador do Clube de Astronomia Louis Cruls (CEFET - Campos dos Goytacazes/RJ), devido a perturbações gravitacionais ou colisões com outros corpos, os cometas passam a seguir órbita próximo ao Sol. Quando isso acontece, a radiação solar aquece a superfície do cometa e os gelos começam a derreter, passando do estado sólido ao gasoso, além de desprender a poeira, formando uma nuvem, composta ainda de gás, em torno do cometa.
"Essa nuvem é chamada de 'coma', que é afetada pela pressão da radiação da luz do Sol e forma um rastro na direção oposta ao astro, como se o Sol estivesse 'soprando' a coma, formando, assim, a cauda", explica Jorge Márcio Carvano, doutor em Astrofísica e pesquisador do Observatório Nacional, no Rio de Janeiro.
Essa constituição é resultado do processo de formação dos planetas. "Durante o processo de formação planetária, estes corpos foram 'expulsos' pelos planetas gigantes das regiões onde eles se formaram, para regiões ainda mais distantes: o cinturão de Kuiper e a nuvem de Oort", elucida Carvano. O Cinturão de Kuiper fica além da órbita de Netuno, em uma área que se estende entre 30 e 50 vezes a distância média da Terra ao Sol, em unidade astronômica (UA). Já em uma região mais afastada, entre 10 mil e 50 mil vezes a distância média da Terra ao Sol, fica a nuvem de Oort. "O Cinturão de Kuiper é considerado a origem dos cometas de períodos curtos e a nuvem de Oort, dos cometas de longo período", esclarece Souza.
Desde o final de fevereiro até a primeira quinzena de março, o Cometa PanSTARRS esteve visível para nós, brasileiros. Seu período de maior brilho ocorreu durante seu periélio, quando atingiu o ponto mais próximo do sol, a 45 milhões de quilômetros de distância, em 10 de março. "Esteve próximo o suficiente para que uma grande quantidade do gelo que compõe o núcleo do cometa derretesse e formasse um gigantesco rastro, tornando-se um cometa com uma enorme cauda", relembra Souza.
A partir de então, o cometa seguiu sua trajetória para se tornar visível a olho nu para os habitantes do hemisfério norte, e não está mais acessível aos observadores brasileiros. "Para nossas latitudes, o cometa aparece durante o dia, de modo que a claridade ofusca o brilho não só do cometa como dos demais astros", justifica Alexandre Amorim, coordenador de observações do Núcleo de Estudos e Observação Astronômica José Brazilício de Souza (NEOA-JBS) e coordenador da Seção de Cometas da Rede de Astronomia Observacional (REA-Brasil).
De acordo com Amorim, o Cometa PanSTARRS foi bastante noticiado pelos americanos e europeus por ser o cometa mais brilhante visível no hemisfério norte desde a aparição do Cometa Hale-Bopp, em 1997. "Os observadores do hemisfério norte não estavam em posição privilegiada para acompanhar os cometas C/2006 P1 McNaught (janeiro de 2007) e o C/2011 W3 Lovejoy (dezembro de 2011), e estes dois cometas foram muito mais espetaculares", argumenta.
ISON: "Bastante ativo"
A expectativa maior é pelo Cometa ISON. Ele deve ser detectado através de binóculos a partir do mês de outubro, ao amanhecer, e na segunda quinzena de novembro já deve ser possível vê-lo a olho nu. O ápice do seu brilho deve ocorrer no seu periélio, em 28 de novembro, quando ele deve passar a menos de 2 milhões de quilômetros do Sol.
Há a possibilidade de que ele atinja brilho suficiente para ser discernível em plena luz do dia. "Seria uma rara oportunidade de experimentar a mesma sensação daqueles observadores que testemunharam a passagem do Cometa Ikeya-Seki, em outubro de 1965, ou o Cometa Cruls, em setembro de 1882, quando estes dois astros foram visíveis em tais circunstâncias", explica Amorim.
No entanto, ainda há dúvidas se o cometa ISON conseguirá resistir à passagem muito próxima do Sol. "O seu núcleo pode ser destroçado", aponta Souza. Mas caso ele sobreviva, deve proporcionar um dos espetáculos mais incríveis da astronomia. Infelizmente, não deve ser possível observá-lo a partir da maior parte do Brasil.
Segundo Carvano, duas característica em comum entre os dois cometas são que ambos vêm da nuvem de Oort e estão em órbitas hiperbólicas. "Este tipo de órbita significa que esta vai ser a primeira e possivelmente a única vez que eles vão passar próximos ao Sol. Essa combinação de um cometa 'novo', com possivelmente uma boa quantidade de gelos, passando muito perto do Sol, sugere que o ISON deve ser um cometa bastante ativo", destaca.
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
Como identificar um meteorito?
A maior parte dos meteoritos são atraídos por imãs, porém, há uma pequena parte, e inclusive, a mais rara, que não são (como meteoritos lunares e marcianos por exemplo). Identificar um meteorito e atestar a sua origem é realmente um trabalho difícil. Somente em laboratórios e após testes precisos é que pode-se ter realmente a certeza se tal corpo é de origem extraterrestre ou não.
Na página do André Moutinho - http://www.meteorito.com.br/ - encontramos uma descrição detalhada de como identificar por meios de propriedades físicas um possível meteorito. Segue o texto abaixo:
O material que constitui o meteorito é em geral três vezes mais denso do que uma rocha terrestre. Um siderito é constituído essencialmente de ferro! Assim o que primeiramente se nota ao segurar um meteorito é seu peso relativamente maior do que uma rocha terrestre. Cerca de 99% dos meteoritos possuem o elemento ferro em sua constituição. Mesmos os condritos ainda possuem ferro, porem em muito menor quantidade que os sideritos. Assim o primeiro teste é verificar se a amostra é atraída por um ímã. Caso a atração seja fraca ou o material seja pequeno, é possível amarrar o imã a uma cordinha e aproximar o material do ímã (não o contrário!). Se houver alguma atração será possível perceber um movimento do ímã em direção ao material. Se o material não atrair o ímã a possibilidade da amostra ser um meteorito cai muito para quase zero, mas ainda existe. Os tipos mais raros de meteoritos como acondritos tem essa característica. Esses também são os mais valiosos!
Risco avermelhado de hematita
Risco negro de magnetita
Análise da superfície externa
Geralmente a primeira coisa que conseguimos perceber ao tentar identificar um possível meteorito é o seu formato, cor e textura da superfície.
Quando o meteoróide (o material recebe o nome de meteorito somente após ter sobrevivido a reentrada e se encontra na superfície terrestre) faz a sua entrada na atmosfera terrestre a parte externa do mesmo sofre fusão e muito material se perde nesse processo. Em geral o aspecto externo de um meteorito, por ter sofrido essa ação na reentrada, não apresenta pontas agudas ou cavidades, pois essas teriam sido cobertas pelo material fundido. Formatos com ponta, por sua vez, também não iriam sobreviver a reentrada, pois são muito mais frágeis.
O formato externo às vezes pode também assumir aspectos aerodinâmicos logicamente originado no processo de reentrada. Devido a esse processo meteoritos não apresentam aspectos regulares como esferas ou sólidos de revolução.
Em alguns casos também é possível observar pequenas marcas na superfície chamadas de remagliptos. Essas marcas se assemelham a marcas de dedos deixadas em uma massa de vidraceiro. Esses remagliptos são originados porque a superfície do material possui pontos de fusão diferentes. Tanto meteoritos rochosos como ferrosos podem apresentar esses remagliptos, porém essas características são bem mais pronunciadas nos meteoritos ferrosos. Veja essas esruturas em meteoritos forrosos como o Sikhote-Alin:
Quanto à cor da superfície externa, pode haver muita variação. Um meteorito recém caído, condrito ou siderito, vai apresentar uma crosta de fusão preta que vai se perdendo com o tempo.
A figura abaixo mostra um meteorito recém coletado após uma queda onda a crosta preta é facilmente observada:
Um condrito em ambiente terrestre perde a sua crosta escura que vai ficando marrom ligeiramente brilhante. Abaixo uma foto de um meteorito que já sofreu a ação do ambiente terrestre e perdeu boa parte da crosta de fusão preta. Nesses meteoritos também são observadas algumas rachaduras provenientes de dilatações e contrações contínuas ao longo do tempo.
Em relação aos meteoritos forrosos ou sideritos, a grande maioria não teve a queda presenciada e são encontrados muito tempo depois. Em geral estão enterrados e a sua superfície externa já está totalmente oxidada.
Com a finalidade de exibir a constituição interna de um siderito, removi toda a camada externa resultando na seguinte peça:
Análise da região interna
A análise da região interna deve ser feita somente depois que a amostra tenha passado pela análise da superfície externa.
A região interna do meteorito é muito diferente do que se pode ver externamente. Uma análise dessa região é fundamental e muitas pessoas que tentam analisar uma amostra não percebe essa diferença. Para os dois principais grupos de meteoritos (condritos e sideritos) vou descrever o que se espera e como se faz a análise. Em todos os casos é necessário fazer uma janela polida do material. Isso pode ser feito facilmente com uma lima e algumas lixas. Uma mini retifica tipo dremel com um disco adiamantado é muito prática para fazer essa janela. Meteoritos não possuem buracos ou vesiculas em seu interior.
Condrito: Em meteoritos cuja queda foi recente o interior da amostra é claro e vai escurecendo com o tempo. Nesse tipo de meteorito o que se observa em uma janela polida do material são dois tipos de estruturas:
1) Côndrulos: Os condritos são formados por estruturas chamadas côndrulos (o nome condrito vem disso). Dependendo do tipo do meteorito esses côndrulos são mais ou menos visíveis e praticamente invisível em alguns casos. Uma nomenclatura de classificação de meteoritos rochosos ou condritos vem justamente dessa diferenciação dos condrulos. O tipo 3 é o que apresenta os condrulos mais definidos e conseqüentemente mais facilmente visualizados em uma janela polida. Segue abaixo uma foto de uma fatia do meteorito Buzzard Coulee evidenciando as estruturas chamadas côndrulos:
Veja abaixo uma ampliação da fatia com alguns côndrulos assinalados em vermelho:
2) Grãos de metal: Os condritos também contém uma pequena quantidade de ferro em seu interior. É por isso que um ímã também atrai a maioria dos meteoritos rochosos. Isso é facilmente visível através de uma seção polida. Onde é possível verificar a existência de pequenos grãos de ferro. Abaixo uma fatia do meteorito Lamesa (b) da minha coleção. Observe os pontos prateados no interior da seção. Esses pontos são formados de ferro e níquel!
Se o material em análise aparenta uma janela homogênea (sem côndrulos ou grãos metálicos) que não seja metálica, então não é um meteorito!
Siderito:
Uma janela polida de uma amostra candidata a siderito deverá apresentar um aspecto homogêneo brilhante com a cor de aço inox. Removendo a camada externa que pode ser a crosta de fusão ou uma camada oxidada o interior vai ser essencialmente ferro. Ainda é possível encontrar amostras de ferro que não são meteoritos e foram originadas em processos gerados pelo homem como em fundições (escória) ou em artefatos metálicos. Nesse caso uma análise mais profunda do material é necessária. É possível sem grandes dificuldades fazer dois tipos de análises nessa situação:
Teste de Níquel: um siderito é composto de uma liga de Ferro e Níquel. “Meteoritos” suspeitos encontrados e que possam ter origem em algum processo de origem humana dificilmente conteria níquel. Para esse teste é usado um reagente que facilmente indicará a presença de níquel. O teste de níquel pode ser feito facilmente e deveria ser obrigatório em toda analise envolvendo possíveis sideritos.
Estrutura de Widmanstätten: Também chamada de estrutura de Thomson (na verdade o descobridor), são figuras únicas de longos cristais de ferro e níquel encontrados em meteoritos ferrosos octahedritos e alguns palasitos. São constituídos pela sobreposição de bandas de tenita e kamacita (ligas com diferentes constituições de ferro e níquel). Sua formação somente pode ocorrer em ambiente extraterrestre. Para verificar se uma amostra apresenta a estrutura de Thomson, deve-se primeiramente preparar uma superfície bem polida. Após aplicar uma solução de acido nítrico e ferro chamada NITOL. A solução ácida irá atacar as ligas de ferro-niquel de maneira diferente. Parte da liga menos resistente irá ser removida com a solução ácida e alguns padrões serão formados.
Resumo
Segue algumas perguntas que podem dar um forte indicativo para uma amostra em analise ser um meteorito:
1) A amostra é pesada? Um meteorito é cerca de duas ou três vezes mais pesado do que uma rocha terrestre com tamanho similar.
2) A amostra é sólida e compacta?
3) A amostra é atraída por ímã? Cerca de 95% dos meteoritos são atraídos por ímã.
4) A amostra é preta ou marrom e apresenta uma superfície homogênea? A crosta de um meteorito recém caído é escura. O ambiente terrestre irá fazer essa crosta preta ficar marrom.
5) A amostra apresenta partículas prateadas em uma superfície cortada e polida ? Essas particulas são compostas de ferro e também participam da constituição dos meteoritos rochosos.
domingo, 24 de fevereiro de 2013
Mapa mostra os locais onde caíram meteoritos nos últimos 2.300 anos
Os meteoros são o assunto do momento em todo o planeta. A queda de um grande meteorito na Rússia, que causou muitos estragos e deixou cerca de mil pessoas feridas, além da passagem do Asteroid 2012 DA14, que chegou a ficar bem perto do nosso planeta, chamaram a atenção da população para um assunto que, segundo muitos especialistas, não ganha o destaque que deveria.
Indo nessa onda, Javier de la Torre, cofundador de dois serviços muito conhecidos de geolocalização, o Vizzuality e o CartoDB, criou outro mapa interativo: o Meteoritessize. O site é capaz de mostrar o local em que caíram todos os meteoros conhecidos e documentados pela humanidade nos últimos 23 séculos.
Para desenvolver a ideia, o empreendedor utilizou como base a interface da segunda ferramenta, o CartoDB. Em seguida, ele aplicou ali todas as informações reunidas pelo The Meteorological Society. O resultado? 34.513 pontos diferentes de impacto. Clique aqui para acessar o mapa e aproveite para ver se algum já caiu perto da sua casa.
Fonte da Informação: http://www.megacurioso.com.br/astronomia
sábado, 23 de fevereiro de 2013
Cientistas russos encontraram fragmentos do meteorito
Cientistas russos informaram, esta segunda-feira, que descobriram fragmentos do meteorito que atingiu território russo na sexta-feira passada.
Depois de o Governo ter anunciado o fim das buscas no domingo, cientistas da Universidade de Urais, enviados ao local, revelaram ter encontrado 50 fragmentos do meteorito num lago da região Tchebarkoul.
O líder da expedição, Viktor Grokhovski, disse, em comunicado, que o fragmento pertence a um meteorito condrito e é formado por 10 por cento de ferro, acrescentando que o mesmo será nomeado "meteorito de Tcherbakoul". Segundo o cientista, o fato da equipe ter encontrado estes fragmentos significa que o principal fragmento está possivelmente no lago.
O meteorito caiu na localidade de Tcheliabinsk, provocando mais de 1000 feridos e destruindo vários edifícios.
Fonte da informação: http://www.abola.pt/
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
Imagens da queda do meteoro que atingiu a Rússia no dia 15/02
Estima-se que o meteoro que atingiu a Rússia no último dia 15 pesava dez toneladas. “Ele devia ter mais ou menos três metros cúbicos de volume, ou seja, era do tamanho aproximado de três caixas d’água de mil litros”, calcula o geofísico Eder Molina, da Universidade de São Paulo.
Durante a queda, o objeto se fragmentou, e apenas alguns pedaços chegaram ao chão. Como a velocidade era muito grande – mais de 50 mil quilômetros por hora –, o corpo celeste começou a queimar ao entrar em contato com a atmosfera, e, por isso, vemos no vídeo esse rastro que parece uma mistura de fogo e fumaça.
Além de ser visualmente impressionante, a queda do meteoro gera uma “onda de choque”, ou seja, uma vibração bem forte – parecida com a que sentimos quando alguma coisa bate muito forte perto da gente. Foi isso o que balançou os prédios e quebrou as janelas, e foi por este motivo que várias pessoas ficaram feridas, e não porque o meteoro as atingiu.
Fonte da informação: http://chc.cienciahoje.uol.com.br/voce-ja-viu-a-queda-de-um-meteoro/
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Passagem de meteoro no Rio de Janeiro e Espírito Santo
De acordo com o professor e físico, Marcelo de Oliveira, existem grandes chances de fragmentos do meteoro terem caído em Campos. Houve relatos em São Pedro da Aldeia e em Vitória, no Espírito Santo.
“Temos registros no horário de 10h10 em vários lugares, e o tempo de passagem foi de aproximadamente 12 segundos. Ainda não podemos afirmar que esse meteoro tem alguma ligação com o que atingiu a Rússia, dias atrás, mas posso afirmar que desde o incidente, todos os dias, há algum relato de meteoros pelos céus da Califórnia, Flórida, Japão, Cuba e agora no Brasil”, comenta Marcelo.
Segundo Marcelo, os objetos são muito pequenos e por enquanto não oferecem risco à população. Por causa do fenômeno visto na quarta-feira, o Clube de Astronomia divulgou as imagens da passagem de um outro meteoro, registrado pelos equipamentos do clube, no último dia 15 de fevereiro. As imagens do meteoro nos céus do interior do Rio ainda estão sob análise.
Fonte da Informação: http://www.ofluminense.com.br/editorias/cidades
Meteoritos do Brasil: Meteorito de Bedengó
| Meteorito de Bedengó - Fonte da Imagem: http://www.museunacional.ufrj.br/MuseuNacional/Geologia/geo_expo/Meteoritos/Bendego.htm |
O meteorito de BENDEGÓ possui 2,15 x 1,5 x 0,65 m. e pesa 5,36 toneladas.
Constituído por uma massa compacta de ferro e níquel, é o maior meteorito brasileiro e um dos maiores do mundo. Foi encontrado em 1784 por um menino, Domingos da Motta Botelho, que pastoreava o gado em uma fazenda próxima à cidade de Monte Santo, no sertão da Bahia. A primeira tentativa de transportar o pesadíssimo bloco para a capital fracassou quando a carreta de madeira que o carregava desgovernou-se e caiu no riacho Bendegó. Desde 1888, encontra-se em exposição no Museu Nacional graças ao empenho do Imperador D. Pedro II, que tomando conhecimento de sua existência e importância científica, providenciou sua remoção para o Rio de Janeiro.
Fonte da Informação: http://www.museunacional.ufrj.br/MuseuNacional/Geologia
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
O que são estrelas cadentes? e Meteoros? e Meteoritos? e cometas?
É muito comum vermos, em noites estreladas, as chamadas “estrelas cadentes”, assim como é comum lembrarmos, que ao vermos estes corpos cruzando os céus, temos que fazer um pedido. Mas, o que são estrelas cadentes?
Os meteoros são rochas espaciais que entram na atmosfera a uma velocidade de 250 000 km/h e se incandescem devido ao atrito. Isso ocorre a uma altura de aproximadamente 50km, da superfície da Terra, e dura apenas alguns segundos. Alguns desses corpos se desintegram e ionizar o ar dando origem a um rastro luminoso, como vimos nos noticiários há poucos dias atrás, que pode ser visto na Rússia.
| Imagem do meteoro se desintegrando nos céus da Rússia. Fonte da Imagem: http://www.oficinadanet.com.br//imagens/post/9894/td_meteorito_russia.jpg |
Chuva de meteoros é um evento em que um grupo de meteoros é observado irradiando de um único ponto no céu (radiante). Esses meteoros são causados pela entrada de detritos na atmosfera a velocidades muito altas. Numa chuva de meteoros, esses detritos geralmente são resultado de interações de um cometa com a Terra, em que material do cometa é desprendido de sua órbita, ou quando a Terra cruza essa órbita. A maior parte dos meteoros são menores do que um grão de areia e por isso quase sempre se desintegram e não atingem a superfície do planeta. Chuvas intensas e incomuns de meteoros são também chamadas de surtos ou tempestades de meteoros, nas quais são vistos mais de mil meteoros por hora.
| Chuva de meteoros. Fonte da imagem: http://info.abril.com.br/images/materias /2012/12/chuva-meteoritos-20121212130253.jpg |
Quando meteoros atingem a superfícies causando estragos em casas e automóveis, esses são chamados de meteoritos, e são de grande importância astronômica, pois ajudam os cientistas a entender a origem do Sistema Solar e a composição química dos corpos celestes e do planeta Terra quando foi formado, há cerca de 4,5 bilhões de anos atrás.
Já o cometa é um corpo menor do sistema solar que quando se aproxima do Sol passa a exibir uma atmosfera difusa, denominada coma, e em alguns casos apresenta também uma cauda, ambas causadas pelos efeitos da radiação solar e dos ventos solares sobre o núcleo cometário. Os núcleos cometários são compostos de gelo, poeira e pequenos fragmentos rochosos, variando em tamanho de algumas centenas de metros até dezenas de quilômetros.
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| Cometa Halley. Fonte da imagem: http://3.bp.blogspot.com/ -UD1N3COp6Eo/T4G-yUlzusI/AAAAAAAAB-4/Z8JwYNJGU4U/s1600/halley.jpg |
Em uma noite escura e sem nuvens, podemos observar, cerca de dez estrelas cadentes no intervalo de uma hora, algumas com um estrondo parecido ao de um trovão bem distante.
Fonte das informações: http://pt.wikipedia.org/wiki/
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
Impacto de Meteoro na Rússia
Informações preliminares indicam que um meteorito imapctado em Chelyabinsk, na Rússia, não está relacionado ao asteróide 2012 DA14, que está passando pela Terra hoje, dia 15/02.
O impacto de meteoro que ocorreu na Rússia é o maior relatado desde 1908, quando um meteorito atingiu Tunguska, na Sibéria. O meteoro entrou na atmosfera a cerca de18 km por segundo. O tempo de impacto foi 07:20:26 PST, ou 22:20:26 EST em 14 de fevereiro (03:20:26 UTC em 15 de fevereiro), e a energia liberada pelo impacto foi nas centenas de quilotons .
Era maior do que o meteorito que caiu na Indonésia em 8 de outubro de 2009. Medidas ainda estão sendo obtidas, e dados mais precisos da energia podem estar disponível mais tarde. O tamanho do objeto antes de atingir a atmosfera era cerca de 15 metros e tinha uma massa de cerca de 7.000 toneladas.
O meteoro, que era cerca de um terço do diâmetro do asteróide 2012 DA14, era mais brilhante que o Sol. Sua trilha ficou visível nos céus antes do impacto.
Segundo a NASA estas estimativas ainda são preliminares e podem ser revistas quando forem obtidas mais informações.
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
Meteorito raro possui materiais mais antigos do Sistema Solar
Cientistas da Universidade da Califórnia em Davis, nos EUA, em colaboração com a agência espacial americana (Nasa) e com outras instituições, estudaram fragmentos de um meteorito caído em território americano em abril de 2012, que passou como uma bola de fogo pelo céu sobre a Califórnia e Nevada.
Por meio de análises geoquímicas, os pesquisadores descobriram que o objeto possui alguns dos materiais mais antigos do Sistema Solar, os mesmos que ajudaram a formar os planetas vizinhos da Terra e nosso próprio mundo.
Cientistas apelidadam de 'Darth Vader' o pedaço de meteorito coletado (Foto: Divulgação/Universidade da Califórnia em Davis)
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Pertencente à classe dos condritos carbonáceos, o meteorito primitivo foi formado há cerca de 4,5 bilhões de anos e soltou-se de um corpo celeste maior, provavelmente um asteróide ou um cometa na órbita de Júpiter, há cerca de 50 mil anos, segundo os cientistas. Além dos materiais pré-Sistema Solar, o meteorito é formado de poeira cósmica.
Segundo os cientistas, o objeto se fragmentou ao cair na Terra e é um dos mais raros já encontrados.
O meteorito de Sutter Mill entrou na atmosfera do planeta a uma velocidade de 28,6 km por segundo - segundo a pesquisa, trata-se do "mais rápido e mais energético" objeto a cair na Terra desde 2008, quando um asteróide atingiu o Sudão, na África.
Complexo
Chamado de meteorito de Sutter Mill, em referência ao local onde foram encontrados seus pedaços, o objeto possui uma estrutura química complexa e diversificada, que indica que a superfície dos asteróides e cometas que dão origem aos condritos é mais complicada do que se imaginava.
Para localizar os fragmentos, os cientistas consultaram imagens de radar, fotos e vídeos da passagem do meteorito, além do relato de testemunhas. Vários pedaços foram encontrados instantes antes de tempestades, que poderiam fazer os objetos se perderem para sempre.
O objeto perdeu a maior parte dos 45,3 mil kg que possuía ao entrar na atmosfera do planeta e explor, segundo o estudo. Os cientistas conseguiram coletar apenas cerca de um kg, com os fragmentos.
Fonte:
http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/
Radar-Enabled Recovery of the Sutter’s Mill Meteorite, a Carbonaceous Chondrite Regolith Breccia - http://www.sciencemag.org/content/338/6114/1583.abstract?sid=a9754841-bb4a-44fb-b799-4289ca9942dd
Radar-Enabled Recovery of the Sutter’s Mill Meteorite, a Carbonaceous Chondrite Regolith Breccia - http://www.sciencemag.org/content/338/6114/1583.abstract?sid=a9754841-bb4a-44fb-b799-4289ca9942dd
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
Resquícios da formação do Sistema Solar
Encontramos este texto da Professora Sueli Viegas, da USP, no site CLICK CIENCIA.
Como temos no GAIA o Observatório do Sistema Solar e gostamos de falar da origem do nosso sistema, postamos aqui a coluna da Professora, que explica a formação de uma forma bem bacana.
Bom proveito na leitura!
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~Há 4,5 bilhões de anos atrás, na periferia da Via Láctea, um processo tantas vezes repetido teve início mais uma vez: a formação do Sistema Solar. Numa nuvem gigante composta de moléculas e de grãos de poeira, uma parte mais densa que a sua vizinhança acumulou mais e mais matéria graças à atração gravitacional. Quando atinge massa suficiente, inicia a fase de contração, individualizando-se como a nebulosa solar primitiva. Sua rotação cria um achatamento e um disco se forma ao redor da zona central onde a grande concentração de matéria dará origem ao Sol. No disco, cujo raio atinge cerca de 300 vezes a atual distância Sol-Terra, nascerão os planetas a partir do acúmulo de matéria em diferentes pontos.
Esse nascimento não ocorre tranquilamente. Muito pelo contrário, durante cerca de 100.000 anos, o achatamento do disco provoca um aumento de sua densidade e da velocidade de suas moléculas e grãos de poeira. Esse movimento circular, que ocorre num ambiente turbulento e de densidade crescente, leva a colisões entre as partículas. Tudo isso, conjugado com a força gravitacional e efeitos do campo magnético, acaba facilitando a acréscimo de matéria no centro e o aparecimento de uma grande quantidade de condensações no disco – os embriões planetários. O crescimento desses embriões depende do resultado das colisões que continuam ocorrendo. Algumas colisões podem destruí-los. Outras colisões favorecem a aglutinação e o embrião cresce alguns centímetros por ano. Quanto maior o embrião, maior a chance de colidir com os menores e crescer, atingindo uma massa terrestre em cerca de alguns milhões de anos.
Os planetas gigantes se formaram em 10 milhões de anos. Os maiores, Júpiter e Saturno, atingiram massas 317 e 95 vezes maiores que a da Terra e, provavelmente, ainda estão se movimentando numa órbita muito próxima daquela da época de formação. Já os dois outros planetas, Urano e Netuno, menos massivos , com 14 e 17 massas terrestres, foram mais suscetíveis a desvios da órbita devido às colisões com outros corpos em formação e à atração exercida pelos outros dois gigantes. Simulações numéricas confirmam que ambos devem ter crescido orbitando numa região do disco interna à órbita de Júpiter e nos milhões de anos seguintes, acabaram migrando para suas órbitas atuais, além de Saturno.
O tempo de formação dos planetas menores, Mercúrio, Venus, Terra e Marte, foi mais longo, entre 50 a 100 milhões de anos, com colisões e fusões com outros pré-planetas que cruzavam suas órbitas. A Lua foi formada numa dessas colisões.Nessa centena de milhões de anos, o Sol evoluiu e chegou à fase de fusão de hidrogênio no seu núcleo que garante o seu brilho desde então. Os planetas formados continuam sua translação ao redor do Sol nas órbitas bem estabelecidas. Tudo parece tranquilo. Será?
Vestígios da infância
Certamente o processo de formação das estruturas dos Sistema Solar, isto é, Sol, planetas e satélites, não foi 100% eficiente. Nem todo o material disponível acabou num dos grandes corpos. Parte dele foi expelido nas colisões da fase de formação e se perdeu no espaço. A outra parte dos detritos continua aprisionada pela força gravitacional do Sol e dos planetas. Esses detritos carregam na sua composição química os vestígios da infância do Sistema Solar. Vez por outra, algum desgarrado, cuja órbita intercepta a dos planetas internos, passa perto da Terra e vira notícia.
Esses resquícios, sem forma definida, têm tamanhos variáveis e podem atingir uma dimensão de dezenas de metros a centenas que quilômetros. Os chamados asteróides se localizam principalmente entre Marte e Júpiter, no chamado cinturão de asteróides. São agregados de minerais, gelo e metais, que resistiram ao aquecimento pela luz solar. Embora possam existir alguns milhões desses objetos, o total da massa nesse cinturão atinge apenas 4% da massa da Lua.
Mais distante, além da órbita de Netuno, encontra-se o chamado cinturão de Kuiper, astrônomo holandês que propôs em 1951 a possível existência de detritos nessa região, confirmada em 1977. Esses detritos são constituídos de substancias voláteis congeladas: água, metano e amônia, revelando que escaparam das regiões mais quentes e mais próximas do Sol, mas podem ter sua órbita modificada por colisões e voltar como cometas. O mais famoso é o Halley, que revisita a Terra a cada 76 anos.
Também na década de 1950, um outro astrônomo sugeriu a existência de uma de uma região esférica bem mais distante, envolvendo o Sistema Solar, que leva seu nome Nuvem de Oort. Esta seria também um berçário de cometas formada pelos detritos expelidos para além do cinturão de Kuiper na época das grandes colisões. Embora não haja uma confirmação observacional direta, essa hipótese é aceita pelos astrônomos como origem dos cometas de longo período, isto é, de 200 anos ou mais.
No painel acima, a distância ao Sol é indicada em minutos-, horas- ou anos-luz. A distância Sol–Terra e cerca de 8 minutos-luz. Para os dois cinturões, são dados o valor do raio das bordas interna e externa; e para a nuvem de Oort é listado seu raio.
Cometas, Asteróides e Meteoros
Os cometas, que trazem notícias de regiões mais distantes, são congelados mas ao se aproximarem mais e mais do Sol perdem parte do seu revestimento de poeira e gás,formando uma cauda. O aparecimento do cometa Halley foi registrado na antiguidade por chineses, babilônios; na Idade Média por europeus, e, na duas últimas passagens (1910 e 1985-1986) por muitos observadores. O painel ao lado mostra parte dos 70 metros da tapeçaria Bayeux, que conta a história da conquista da Inglaterra pelos normandos ocorrida no ano da visita do cometa. A visita de 1910 está representada num cartão postal sueco em 1910, mostrando a Lua e o Sol puxando o cometa que amedronta a Terra.
Na sua última passagem, o Halley pode ser estudado pela sonda espacial Giotto (ESA) cujas imagens revelaram um núcleo alongado com cerca de 15 quilômetros e uma cauda extensa que por efeito da pressão luz solar pode atingir milhões de quilômetros. Se o núcleo do cometa fosse do tamanho de uma cabeça humana, sua cabeleira teria cerca de uma dezena quilômetros!
Amorfo, ele se aproxima da Terra, pois sua órbita cruza a de Marte. Com temperaturas baixas, sua observação é facilitada pelo uso de detetores de radiação infra-vermelha. Colocados em telescópios terrestres ou sondas espaciais fornecem dados mais detalhados desses objetos.
Já Ceres, mostrado abaixo,descoberto em 1801,foi considerado o maior asteróide conhecido. Entretanto, sua forma esférica (diâmetro de 950 km) lhe valeu a re-classificação como planeta anão ao lado de Plutão.
O efeito gravitacional do planetas, assim como perturbações geradas pela movimentação do Sol e sua corte no disco da Galáxia, podem induzir mudanças nas órbitas desses andarilhos, aproximando-os ou afastando-os da Terra. A aproximação facilita a observação. Por outro lado, podem ser atraídos pela Terra, entrar na atmosfera, aquecer por fricção e brilhar – são os meteoros, também conhecidos por estrelas cadentes. Sua luz permite estudar sua composição. Os pequenos queimam completamente, os maiores, reduzidos de tamanho pela queima, atingem a superfície (meteoritos) e são objeto de estudo.
Na vizinhança e muito mais distante
Um grupo de astrônomos do Observatório Nacional, chefiado pela Dra. Daniela Lazzaro, acaba de instalar um telescópio robótico no Sertão de Itaparica, PE, para observação remota e monitoramento de asteróides cuja órbita os aproxima da Terra.
O projeto IMPACTON, em parceria com instituições da França, Alemanha e Estados Unidos, conta com um telescópio de 1,0 metro de diâmetro com detetor operando em luz visível e infravermelha. Os resultados fornecerão informações sobre as propriedades físicas de muitos objetos, permitindo estudos estatísticos mais sólidos, assim como alvos para observação por telescópios maiores, consolidando resultados anteriores, além de prevenir encontros desagradáveis.
Desde a época em que cometas eram mensageiros de boas ou más notícias até hoje, muito se aprendeu sobre o Sistema Solar. Entretanto, a necessidade de acumular mais dados continua. Seja para aprofundar ainda mais o conhecimento do nosso entorno, seja para desvendar os mistérios dos novos sistemas estrela-planetas que tem sido descobertos.
De fato, recentemente foram detectados, pelo telescópio infravermelho espacial Spitzer/NASA, cometas bombardeando a estrela Eta Corvis, localizada a cerca de 60 anos-luz do Sol, além de disco de detritos relativamente, a menos de 25 minutos-luz da estrela, que deve ser resultado de colisões planetárias e cometárias. Esses resultados complementam observações com o satélite espacial IRAS na década de 1990, que indicaram a presença de de um disco mais distante, a cerca de 20 horas-luz – equivalente ao cinturão de Kuiper.
Nos próximos anos, descobertas desse tipo devem se acumular, alegrando os astrônomos e estimulando a curiosidade de jovens e adultos.
Certamente o processo de formação das estruturas dos Sistema Solar, isto é, Sol, planetas e satélites, não foi 100% eficiente. Nem todo o material disponível acabou num dos grandes corpos. Parte dele foi expelido nas colisões da fase de formação e se perdeu no espaço. A outra parte dos detritos continua aprisionada pela força gravitacional do Sol e dos planetas. Esses detritos carregam na sua composição química os vestígios da infância do Sistema Solar. Vez por outra, algum desgarrado, cuja órbita intercepta a dos planetas internos, passa perto da Terra e vira notícia.
Esses resquícios, sem forma definida, têm tamanhos variáveis e podem atingir uma dimensão de dezenas de metros a centenas que quilômetros. Os chamados asteróides se localizam principalmente entre Marte e Júpiter, no chamado cinturão de asteróides. São agregados de minerais, gelo e metais, que resistiram ao aquecimento pela luz solar. Embora possam existir alguns milhões desses objetos, o total da massa nesse cinturão atinge apenas 4% da massa da Lua.
Mais distante, além da órbita de Netuno, encontra-se o chamado cinturão de Kuiper, astrônomo holandês que propôs em 1951 a possível existência de detritos nessa região, confirmada em 1977. Esses detritos são constituídos de substancias voláteis congeladas: água, metano e amônia, revelando que escaparam das regiões mais quentes e mais próximas do Sol, mas podem ter sua órbita modificada por colisões e voltar como cometas. O mais famoso é o Halley, que revisita a Terra a cada 76 anos.
Também na década de 1950, um outro astrônomo sugeriu a existência de uma de uma região esférica bem mais distante, envolvendo o Sistema Solar, que leva seu nome Nuvem de Oort. Esta seria também um berçário de cometas formada pelos detritos expelidos para além do cinturão de Kuiper na época das grandes colisões. Embora não haja uma confirmação observacional direta, essa hipótese é aceita pelos astrônomos como origem dos cometas de longo período, isto é, de 200 anos ou mais.
No painel acima, a distância ao Sol é indicada em minutos-, horas- ou anos-luz. A distância Sol–Terra e cerca de 8 minutos-luz. Para os dois cinturões, são dados o valor do raio das bordas interna e externa; e para a nuvem de Oort é listado seu raio.
Cometas, Asteróides e Meteoros
Os cometas, que trazem notícias de regiões mais distantes, são congelados mas ao se aproximarem mais e mais do Sol perdem parte do seu revestimento de poeira e gás,formando uma cauda. O aparecimento do cometa Halley foi registrado na antiguidade por chineses, babilônios; na Idade Média por europeus, e, na duas últimas passagens (1910 e 1985-1986) por muitos observadores. O painel ao lado mostra parte dos 70 metros da tapeçaria Bayeux, que conta a história da conquista da Inglaterra pelos normandos ocorrida no ano da visita do cometa. A visita de 1910 está representada num cartão postal sueco em 1910, mostrando a Lua e o Sol puxando o cometa que amedronta a Terra.
A observação dos asteróides é dificultada pela distância e tamanho. Sem emitir luz própria, são vistos por telescópios ópticos quando refletem a luz solar em quantidade suficiente. A imagem do asteróide Eros é mostrada abaixo.
Amorfo, ele se aproxima da Terra, pois sua órbita cruza a de Marte. Com temperaturas baixas, sua observação é facilitada pelo uso de detetores de radiação infra-vermelha. Colocados em telescópios terrestres ou sondas espaciais fornecem dados mais detalhados desses objetos.
Já Ceres, mostrado abaixo,descoberto em 1801,foi considerado o maior asteróide conhecido. Entretanto, sua forma esférica (diâmetro de 950 km) lhe valeu a re-classificação como planeta anão ao lado de Plutão.
O efeito gravitacional do planetas, assim como perturbações geradas pela movimentação do Sol e sua corte no disco da Galáxia, podem induzir mudanças nas órbitas desses andarilhos, aproximando-os ou afastando-os da Terra. A aproximação facilita a observação. Por outro lado, podem ser atraídos pela Terra, entrar na atmosfera, aquecer por fricção e brilhar – são os meteoros, também conhecidos por estrelas cadentes. Sua luz permite estudar sua composição. Os pequenos queimam completamente, os maiores, reduzidos de tamanho pela queima, atingem a superfície (meteoritos) e são objeto de estudo.
Na vizinhança e muito mais distante
Um grupo de astrônomos do Observatório Nacional, chefiado pela Dra. Daniela Lazzaro, acaba de instalar um telescópio robótico no Sertão de Itaparica, PE, para observação remota e monitoramento de asteróides cuja órbita os aproxima da Terra.
O projeto IMPACTON, em parceria com instituições da França, Alemanha e Estados Unidos, conta com um telescópio de 1,0 metro de diâmetro com detetor operando em luz visível e infravermelha. Os resultados fornecerão informações sobre as propriedades físicas de muitos objetos, permitindo estudos estatísticos mais sólidos, assim como alvos para observação por telescópios maiores, consolidando resultados anteriores, além de prevenir encontros desagradáveis.
Desde a época em que cometas eram mensageiros de boas ou más notícias até hoje, muito se aprendeu sobre o Sistema Solar. Entretanto, a necessidade de acumular mais dados continua. Seja para aprofundar ainda mais o conhecimento do nosso entorno, seja para desvendar os mistérios dos novos sistemas estrela-planetas que tem sido descobertos.
De fato, recentemente foram detectados, pelo telescópio infravermelho espacial Spitzer/NASA, cometas bombardeando a estrela Eta Corvis, localizada a cerca de 60 anos-luz do Sol, além de disco de detritos relativamente, a menos de 25 minutos-luz da estrela, que deve ser resultado de colisões planetárias e cometárias. Esses resultados complementam observações com o satélite espacial IRAS na década de 1990, que indicaram a presença de de um disco mais distante, a cerca de 20 horas-luz – equivalente ao cinturão de Kuiper.
Nos próximos anos, descobertas desse tipo devem se acumular, alegrando os astrônomos e estimulando a curiosidade de jovens e adultos.
Fonte: http://www.clickciencia.ufscar.br/portal/edicao26/
A Professora Sueli Viegas é professora titular do Departamento de Astronomia da USP, é doutora em Astrofísica pela Universidade de Paris. Foi chefe do Departamento de Astronomia, assessora do CNPq e da Capes, pesquisadora visitante em várias universidades no exterior, representante brasileira na Rede Latino-americana de Astronomia, coordenadora do Núcleo de ExcelênciaGaláxias: Formação, Evolução e Atividade e do Núcleo de Pesquisa em Astrofísica da USP. Em 2005, foi agraciada com o prêmio Pesquisador Emérito do CNPq. Após sua aposentadoria, tem se dedicado à popularização da astronomia.
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domingo, 22 de abril de 2012
Estrelas cadentes podem ser vistas até o dia 26 de Abril
Uma chuva de meteoros poderá ser vista entre os dias de 16 a 26 de Abril a partir da meia noite até o amanhecer na constelação de Lira (daí o nome da chuva de meteoros). Neste ano de 2012, as condições para a observação da chuva de meteoros serão favoráveis, pois a Lua está em Fase Minguante, passando para Lua Nova, e nascendo a cada dia mais tarde no céu.
Como bolas incandescentes, elas passam pelo céu, deixando rastros luminosos. Os bólidos maiores podem ser vistos inclusive de dia.
Para observar uma chuva de meteoros, não é necessário o uso de qualquer instrumento astronômico como lunetas, telescópios ou binóculos, basta um ambiente bem escuro, de preferência. Assim, procure um local escuro, se possível livre da poluição luminosa dos grandes centros; caso não seja possível, um quintal escuro onde pode-se observar o horizonte Norte livre. Fique pelo menos 30 min na escuridão antes do início da chuva de meteoros pois deste modo, sua pupila dilatará e você poderá detectar meteoros de brilho mais tênue.
A origem dos Lirídeos é a poeira cósmica que ficou da cauda do cometa Thatcher, que a Terra atravessa em abril de cada ano. O próprio cometa passou perto da Terra em 1861, e passará novamente, podendo ser visto em 415 anos. As partículas da cauda do cometa queimam, entrando na atmosfera terrestre, e é assim que aparecem as “estrelas cadentes”. O grupo dos Lirídeos é imprevisível.
Para observar uma chuva de meteoros, não é necessário o uso de qualquer instrumento astronômico como lunetas, telescópios ou binóculos, basta um ambiente bem escuro, de preferência. Assim, procure um local escuro, se possível livre da poluição luminosa dos grandes centros; caso não seja possível, um quintal escuro onde pode-se observar o horizonte Norte livre. Fique pelo menos 30 min na escuridão antes do início da chuva de meteoros pois deste modo, sua pupila dilatará e você poderá detectar meteoros de brilho mais tênue.
A origem dos Lirídeos é a poeira cósmica que ficou da cauda do cometa Thatcher, que a Terra atravessa em abril de cada ano. O próprio cometa passou perto da Terra em 1861, e passará novamente, podendo ser visto em 415 anos. As partículas da cauda do cometa queimam, entrando na atmosfera terrestre, e é assim que aparecem as “estrelas cadentes”. O grupo dos Lirídeos é imprevisível.
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| A estrela cadente pode ser vista no centro da imagem como um rastro luminoso atravessando a atmosfera da Terra(Nasa / Ron Garan |
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