Visitas ao Blog do GAIA

sábado, 23 de março de 2013

Os lagos salinos mais famosos

Lagos salinos são corpos isolados de água com grandes concentrações de sais que normalmente ocorrem em zonas desérticas secas, nas quais a evaporação é maior do que o índice de chuvas.

Segundo o livro Limnologia, de autoria de José Galizia Tundisi e Takako Matsumura Tundisi, esses lagos se originaram a partir de atividades tectônicas, vulcânicas ou na era glacial. Cada um destes acontecimentos geológicos fez com que águas ficassem acumuladas em pontos específicos do planeta, nos quais a drenagem não atinge os oceanos.

Confira abaixo alguns dos lagos salinos mais conhecidos do mundo e parte da história de cada um.

Mar Morto

Apesar do nome, o Mar Morto, conhecido também como Lago Asfaltite, consiste em um grande lago e está a 392 metros abaixo do nível marítimo, sendo também o ponto mais baixo de toda a superfície do planeta. Está situado no Oriente Médio, na região interior da Palestina. As águas banham a Jordânia, Israel e Cisjordânia. Com mais de 350 gramas de sal por litro de água, é 10 vezes mais salgado que as águas dos oceanos e considerado um dos mais salinos do mundo.





Lago Assal

Este lago se formou na cratera de um vulcão extinto situado na região de Tadjourah, na África, e representa o ponto de menor altitude do continente. Está a cerca de 160 metros abaixo do nível do mar, e tem uma área aproximada de 54 km². No local onde está o lago a paisagem é desértica, propiciando altas temperaturas das águas (33-34 °C) e favorecendo a evaporação, fator que contribui para aumentar a salinidade.





Grande Lago Salgado

Localizado no estado de Utah, nos Estados Unidos da América, é o maior lago do interior do oeste dos EUA. Tem profundidade média de 15 metros e ocupa o centro de uma vasta zona árida e desértica. Este lago foi visitado pela primeira vez por Jim Bridger no ano de 1824 e a partir desta data tornou-se um importante ponto turístico da cidade. Estima-se que recebe 1,1 milhões de toneladas de sal por ano e apresenta um índice de salinidade de 27%.




Chott el Djerid

O nome deste lago parece estranho, mas o significado é simples: Chott quer dizer lago salgado de volume muito variável e el Djerid indica a região da Tunísia em que está localizado. O Chott El Djeridtem altitude que varia entre 10 e 25 metros abaixo do nível do mar e extensão de 10 000 km² conforme o nível das águas. Segundo as lendas regionais, foi neste lago que nasceu a deusa grega Atena.



PAra ver mais sobre este assunto:




Fonte: http://www.ofitexto.com.br/home

sexta-feira, 22 de março de 2013

Preservação do oceano: questão de sobrevivência



As águas, especialmente os oceanos, estão cada vez mais esgotadas pela pesca excessiva e pelos altos índices de poluição, e apesar de serem as responsáveis pelo funcionamento do planeta, produzindo 70% do oxigênio atmosférico, são altamente negligenciadas nos estudos referentes a mudanças climáticas e não contam com políticas de proteção e conservação.

Proporcionalmente, o mundo passou de dois bilhões para sete bilhões de habitantes em um período de aproximadamente 80 anos, no entanto, nenhum estudo ou lei evoluiu na mesma intensidade para proteger os oceanos, rios e lagos de forma a suprir as necessidades desses cinco bilhões a mais sem prejudicar os maiores provedores de oxigênio do mundo.

O oceano é como o ar, um bem comum, e para a continuação da existência da espécie humana, é imprescindível que permaneça intacto. O plâncton presente nas águas, que faz a captura do carbono e gera oxigênio é incomparável em termos de produção de O2, no entanto, nos últimos 60 anos, o plâncton oceânico foi reduzido em 40%. O mesmo acontece com os peixes, especialmente com o tubarão e o atum, que estão ameaçados, e com as grandes barreiras de corais. No Caribe, por exemplo, 80% desses corais já desapareceram (o armazenamento de dados como esse começou no ano de 1950, ou seja, em 62 anos sobraram apenas 20% dos corais caribenhos). Infelizmente, o tamanho do oceano e sua grandiosidade não serão capazes de evitar um colapso.

Apesar do cenário ruim, ainda há providências a serem tomadas, capazes, ao menos, de reduzir as proporções das consequências da ação do homem sobre o planeta Terra, como por exemplo, a criação de uma rede global de áreas marinhas protegidas, proteção da biodiversidade em águas internacionais, pesquisas coordenadas sobre a acidificação dos oceanos e seus efeitos, expansão e implementação de acordos institucionais para a proteção do ambiente marinho, estabelecimento de procedimentos de manejo nas áreas de pesca – com base no respeito aos ecossistemas e aos pescadores artesanais.


Fonte: Revista Planeta Sustentável

quinta-feira, 21 de março de 2013

Mini-glossário de Sustentabilidade

Você ouve todo o tempo diversos termos relacionados ao meio ambiente e sua preservação, mas sabe o que realmente significam? Veja abaixo alguns deles e como o Brasil está colaborando com o planeta.


Ecologicamente correto: é o produto que tem como características principais o uso de matérias-primas naturais renováveis, a possibilidade de ser reciclado ou reutilizado e que causem os menores danos possíveis ao ambiente em seu processo de fabricação.

Ecossistema: sistema onde se vive, no qual se inclui a interação entre pessoas e meio ambiente.

Reciclável: material que pode ser reaproveitado como matéria-prima para outro produto.

Recursos renováveis: um recurso é considerado renovável quando pode ser utilizado infinitamente, ou seja, quando não se esgota, pois há uma maneira de renová-lo.

Responsabilidade Social: frequentemente confundida com filantropia, a responsabilidade social faz cumprir as obrigações com a sociedade em geral. No caso de uma empresa, isso se faz sendo transparente; não construindo um empreendimento em um local de preservação ambiental, por exemplo; ou mesmo compensando o prejuízo que qualquer ação da empresa tenha causado à sociedade.

Reutilizado: material que ganha novo uso, sem necessariamente, ser matéria-prima. Uma lata de refrigerante pode virar, depois de estilizada, um porta-lápis, por exemplo.

Sustentabilidade: é o processo que permite se sustentar de uma mesma maneira (ou com poucas mudanças) por um determinado tempo. Esse termo está ganhando status de princípio, no qual empresas e pessoas devem se planejar e agir de modo que não prejudiquem o planeta – inclusive em situações futuras. Para se considerar sustentável, é necessário ser: ecologicamente correto, economicamente viável, socialmente justo e culturalmente diverso.

O que está sendo feito de novo no Brasil para ajudar o planeta?

Felizmente, ao mesmo tempo que temos muitas empresas que não se preocupam com o futuro do planeta, há milhares de pessoas correndo atrás e tentando minimizar os efeitos devastadores do consumo desenfreado.

Carteira feita com embalagem de salgadinho

Uma empresa que está fazendo um trabalho super bacana é a TerraCycle (o site da empresa às vezes está saindo do ar), que recicla produtos de difícil reaproveitamento, como embalagens de salgadinhos, sucos e chocolates, transformando-as em bolsas, carteiras, cadernos e até mesmo guarda-chuvas! Depois de prontos, os objetos são vendidos em algumas grandes lojas do Brasil. Uma forma criativa de evitar que muitos materiais acabem indo para os aterros já superlotados do País.

Outra boa notícia é que, segundo informações de estudo da consultoria imobiliária Cushman & Wakefield, quase metade dos lançamentos de novos imóveis no Rio de Janeiro serão “verdes”, com consumo menor de energia e água, e uso de materiais reciclados, entre outras características.

Essas são tendências que devem se alastrar por um bom tempo. Vamos torcer.




Fonte do mini- glossário: http://www.ofitexto.com.br/home

quarta-feira, 20 de março de 2013

Aquecimento ou Esfriamento Global?


Muita gente se confunde com os termos Aquecimento Global e Efeito Estufa, por isso montamos um texto explicativo abordando também o Protocolo de Quioto e um contraponto científico.

O efeito estufa é um fenômeno natural que tem por função evitar a fuga do calor da radiação solar. Os responsáveis em desempenhar esse papel são os chamados “gases estufa”: o vapor d’água, o CO2 e o metano da atmosfera. Apesar de o nitrogênio e o oxigênio ocuparem um volume de 99% na atmosfera, eles não atuam nessa “manta” de calor.

O Aquecimento Global, por sua vez, segundo o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) seria o aumento do efeito estufa causado por ações humanas, como as emissões desenfreadas de CO2. Para frear as emissões, foi criado em 1997 o Protocolo de Quioto, cujo objetivo é o compromisso dos países na redução desses de gases, mas só em fevereiro de 2005 o projeto começou a vigorar.

Durante o mês de dezembro de 2011, houve diversas reuniões para discussão do protocolo e os representantes de 194 países concordaram em renová-lo, pelo menos até 2017, e iniciaram um novo pacto global sobre o clima, que deve valer apenas a partir de 2020. O novo protocolo terá a participação reduzida de países, com a saída da Rússia, do Japão e do Canadá.




Foi aprovada também a estrutura que possibilitará projetos de redução de emissões por desmatamento e degradação, o chamado REDD – Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal. A proposta permite que países possam captar verbas pelas emissões evitadas graças à preservação de florestas. O desmatamento de florestas em todo o planeta destrói aproximadamente 7 milhões de hectares ao ano.

Como tudo isso foi descoberto? No que é baseado?

Para explicar e prever futuros acidentes e fenômenos ecológicos, em 2007 o IPCC lançou o documento Climate Change, que traz avaliações de mudanças climáticas no mundo. Nos relatórios do documento constam informações de como os gases atuam forte e negativamente no aquecimento global.

Afirmando que a probabilidade dos processos climáticos naturais influenciarem esse fenômeno é menor que 5%, os relatórios foram amplamente divulgados pela mídia como verdade absoluta, e a população começou a se preocupar com as consequências dos gases estufa.


Um contraponto, porém, foi levantado por cientistas: como pode o dióxido de carbono – CO2, ser o grande vilão do aquecimento se, por exemplo, fenômenos naturais como o aumento das nuvens, também fazem ocorrer uma variação na temperatura?

Entre as principais causas conhecidas das mudanças climáticas da Terra estão a intensidade da atividade solar, o campo geomagnético, os raios cósmicos, a mecânica celeste, o vulcanismo e os gases estufa.

Segundo o cientista Shigenori Maruyama, autor do livro “Do not be taken in by the global warming theory”, traduzido brilhantemente pelo fundador da Associação Brasileira de Geologia do Quartenário, Kenitiro Suguio, e publicado pela Editora Oficina de Textos, “o aumento da atividade do Sol aquece a Terra, mas a diminuição do campo magnético enfraquece a função de bloqueio dos raios cósmicos, o que provoca o aumento da nebulosidade e causará o esfriamento”.

Por esse e outros motivos, cientistas afirmam que, na verdade, o que deve acontecer é um esfriamento global. E que mesmo que haja derretimento de geleiras, por exemplo, ele não acontecerá desenfreadamente e na velocidade que dizem. Houve um sensacionalismo muito grande em torno do assunto e as pessoas acreditaram em tudo sem questionar. Por volta de 2035 deveremos ver essas mudanças.

As montanhas do Himalaia são exemplos de que derretimento ocorre, mas não tão rapidamente, e que não é causado somente pelas mudanças climáticas ocasionadas por humanos, pois se sabe que a influência das nuvens sobre a temperatura é muito maior que a dos gases estufa. Apesar de algumas geleiras menores terem diminuído de tamanho ou terem sido extintas, isso dificilmente ocorrerá com todas, pois o fenômeno depende principalmente de sua altitude e de outros fatores naturais.


Assim como o oceano, as geleiras respondem às variações climáticas de maneira atrasada, podendo demorar até décadas para sofrer um efeito. A inconstância e a falta de fundamentação científica dificultam qualquer previsão e considerando ainda o caso do Himalaia, é mais difícil, porque as condições variam em todo o eixo horizontal e vertical.

No fim, o maior risco é para a população, principalmente as que vivem em altitudes médias. No Nepal, apesar de suas grandes altitudes, as constantes e incertas mudanças acabam prejudicando a agricultura local das pequenas comunidades. Sem data para chover, por exemplo, programar a plantação é uma tarefa árdua, e muitas vezes, perdida.

Fonte: http://www.ofitexto.com.br/home

terça-feira, 19 de março de 2013

Ser vivo mais velho do mundo vive no mar mediterrâneo


Conheça Posidonia Oceanic, um tipo de grama do Mar Mediterrâneo, que é também o ser vivo mais antigo do planeta. O seu segredo para longevidade? O de sempre – uma vida saudável, bastante exercício, reprodução assexuada, ser 6 mil toneladas de grama e, não ser afetada pela mudança climática… Por enquanto.

Pesquisas desenvolvidas na Universidade de Western, na Austrália, determinaram que os aglomerados da grama marinha (que são na realidade um só organismo que se reproduz por clonagem) têm pelo menos 100.000 anos. Os pesquisadores afirmaram que a grama marinha pode atingir essa idade devido a sua reprodução assexuada e sua capacidade de produzir clones de si mesma; organismos que só podem se reproduzir sexuadamente são inevitavelmente perdidos a cada geração.

Apesar da grama marinha ser um dos organismos mais resistentes do mundo, seu declínio já iniciou devido ao desenvolvimento de zonas costeiras e ao aquecimento global.

Fonte: The Telegraph