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sábado, 12 de outubro de 2013

Mistérios sobre a energia escura começarão a ser revelados no Chile


O observatório chileno de Cerro Tololo começou seus trabalhos de pesquisa no marco da experiência “The Dark Energy Survey”, ou DES, destinada a descobrir os mistérios sobre a energia escura.
Sua intervenção permitirá a observação detalhada da oitava parte do céu noturno. É na composição dele que aparentemente residem as pistas sobre a expansão do universo.
O telescópio Victor M. Blanco, instalado no Observatório Interamericano de Cerro Tololo, no Chile, possui uma envergadura de 4 metros e uma câmera digital especialmente projetada para obter 570 megapixels de resolução, a 5 mil graus quadrados.
Isso é suficiente para poder observar a movimentação de 300 milhões de galáxias em detalhes, além do comportamento de outras milhares de acumulações galácticas mais longínquas, supernovas e outros elementos do movimento universal.

Os dados obtidos serão processados pelo Centro Nacional para Aplicações de Supercomputação da Universidade de Illinois e, posteriormente, publicados para a comunidade cientifica.
Para quem não sabe, o conceito de energia escura surgiu com base nos fundamentos cosmológicos que tentaram explicar o fenômeno da expansão acelerada do universo, introduzido por Albert Einstein através da equação que determinou a imprecisão da estabilidade universal.
Como comprovado posteriormente, tudo o que existe encontra-se em expansão acelerada. A energia escura, que nada tem a ver com a matéria escura, representa o mistério central das leis da física.
Ela é a chave que permitirá uma organização teórica sobre as ideias do homem em relação ao universo e sua constante expansão.

Fonte: History Channel
https://www.facebook.com/mundodacienci

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Cientistas sugerem que água lunar surgiu antes da Terra







Cientistas apresentaram pesquisa na qual sugerem que a água encontrada na Lua poderia ter sido originada antes mesmo que a formação da Terra.


Um grupo de cientistas apresentou no Congresso Europeu de Ciências Planetárias de Londres uma pesquisa na qual sugerem que a água encontrada na Lua poderia ter sido originada antes mesmo que a formação da Terra.

O estudo foi realizado por uma equipe de cientistas da universidade britânica Open University e se baseia nas mostras lunares recolhidas pelos astronautas do programa Apolo, que deram evidências da existência de água na Lua.

Para realizar a pesquisa, os cientistas britânicos analisaram a quantidade de água presente dentro da apatita, um mineral de fosfato de cálcio achado nas mostras que foram extraídas da crosta lunar mais antiga.

"Estas são algumas das rochas mais antigas que temos da Lua e são inclusive anteriores às mais antigas que encontradas na Terra", explicou em comunicado Jessica Barnes, chefe do projeto.

Segundo a equipe, estas mostras de rocha lunar são as mais apropriadas para "compreender como a água se originou na Lua pouco após sua formação há cerca 4,5 bilhões de anos" e para "descobrir de que parte do Sistema Solar provém a água".

A partir das apreciáveis quantidades de água que foram encontradas dentro da estrutura cristalina da apatita, a equipe de Barnes também defendeu que o interior da Lua é muito mais úmido do que se achava.

Embora os cientistas não tenham conseguido identificar a origem exata de água lunar, a pesquisa destacou que poderia ter um vínculo comum entre a água da Lua e a Terra.

"A água da apatita que há nas rochas lunares analisadas tem um marcador isotópico muito similar ao da Terra e ao de alguns meteoritos de carbono", acrescentou Barnes.

"A extraordinária relação que há entre as mostras lunares e as reservas de água achadas na Terra sugerem que há uma origem comum para a água da Lua e da Terra", concluiu a cientista.

Fonte: In Exame.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Por que ser cientista? Por Marcelo Gleiser


Essa é uma pergunta que escuto frequentemente, quando converso com jovens ainda indecisos com relação a qual carreira seguir. Na verdade, o que vejo, e tenho certeza que meus colegas confirmam isso, é que a maioria absoluta dos jovens não tem a menor ideia do que significa ser um cientista ou como se constitui a carreira. Imagino que nem 5% da população brasileira possa mencionar o nome de três (ou um?) cientista brasileiro da atualidade. A questão não é essa constatação, que é óbvia, mas o que podemos fazer para mudar isso.

O primeiro obstáculo é o da invisibilidade. Se ninguém conhece um cientista, fora o que se vê na TV ou no cinema, fica difícil contemplar a possibilidade de uma carreira em ciências. Contraste isso com médicos, dentistas, professores, policiais, profissões que fazem parte da vida dos jovens. Quando um jovem imagina um cientista, provavelmente pensa no programa de TV "The Big Bang Theory", ou em uma foto do Einstein de língua de fora.

A solução é maior visibilidade: é ter cientistas visitando escolas públicas e particulares, incluindo estudantes de pós-graduação que, na maioria absoluta, têm uma bolsa de estudos do governo. Proponho que, como parte da bolsa, estudantes de mestrado e doutorado devam fazer uma visita ao ano (ou mais se desejarem) a uma escola local para conversar com as crianças sobre o seu trabalho de pesquisa e planos para suas carreiras. Sugiro que seus orientadores façam o mesmo.

Sim, eu faço isso com muita frequência, tanto no Brasil quanto nos EUA. Pelo menos uma visita ou palestra (às vezes via Skype) por mês. Não tira pedaço e é extremamente útil e gratificante.

O segundo obstáculo é o estigma de nerd. Cientista é o cara bobão, o que não tem nenhum amigo e por isso vira CDF. Grande bobagem. Tem cientista de todo jeito, e alguns são nerds, como são alguns médicos, dentistas e policiais, e outros são "supercool", com suas motocicletas, pranchas de surfe e sintetizadores. Tem nerd que é "cool". Tem cientista ateu e religioso, flamenguista e corintiano, conservador e comunista. A comunidade é tão variada quanto em qualquer outra profissão.

O terceiro obstáculo é o da motivação. Por que fazer ciência? Esse é o mais importante deles, e o que requer mais cuidado. A primeira razão para se fazer ciência é ter uma paixão declarada pela natureza, um desejo insaciável de desbravar os mistérios do mundo natural. Essa visão, sem dúvida romântica, é essencial para muita gente: fazemos ciência porque nenhuma outra profissão nos permite dedicar a vida a entender como funciona o mundo e como nós humanos nos encaixamos no grande esquema cósmico. Mesmo que o que cada um pode contribuir seja, na maioria dos casos, pouco, é o fazer parte desse processo de busca que nos leva em frente.

Existe também o lado útil da ciência, ligado diretamente a aplicações tecnológicas, em que novos materiais e novas tecnologias são postos a serviço da criação de produtos e da melhoria da qualidade de vida das pessoas. Mas dado que a preparação para a carreira é longa --depois da graduação ainda tem a pós com bolsas bem baixas-- sem a paixão fica difícil ver a utilidade da ciência como a única motivação. No meu caso, digo que faço ciência porque não me consigo imaginar fazendo outra coisa que me faça tão feliz. Mesmo com todas as barreiras da profissão, considero um privilégio poder pensar sobre o mundo. E poder dividir com os outros o que vou aprendendo no caminho.


Marcelo Gleiser é professor de física e astronomia do Dartmouth College, em Hanover (EUA). É vencedor de dois prêmios Jabuti e autor, mais recentemente, de "Criação Imperfeita". Escreve aos domingos na versão impressa de "Ciência" do Jornal Folha de São Paulo

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Planeta fora do Sistema Solar tem suas nuvens mapeadas pela 1ª vez


Exoplaneta Kepler-7b (à esq.), que tem 3 vezes o diâmetro de Júpiter (dir.), é o primeiro planeta fora do Sistema Solar a ter suas nuvens mapeadas (Foto: Nasa/JPL-Caltech/MIT)Exoplaneta Kepler-7b (à esquerda), que tem 3 vezes o diâmetro de Júpiter (direita), é o primeiro planeta fora do Sistema Solar a ter suas nuvens mapeadas (Foto: Nasa/JPL-Caltech/MIT)



Uma equipe de astrônomos mapeou, pela primeira vez, as nuvens de um planeta fora do Sistema Solar, chamado Kepler-7b. Os dados foram obtidos ao longo de mais de três anos, em diferentes fases do planeta (como as da Lua), por meio dos telescópios espaciais Kepler e Spitzer, da Nasa.

Com temperatura "escaldante", a mais de 1.000° C, esse gigante gasoso tem três vezes o diâmetro de Júpiter e um céu com nuvens mais densas do lado oeste. O Kepler-7b também reflete cerca de 50% da luz visível que incide sobre ele, e sua órbita em torno da estrela principal dura apenas cinco dias. Além disso, se o planeta pudesse ser colocado em uma banheira cheia de água, acabaria flutuando.

Descoberto em 2010, esse corpo celeste foi um dos primeiros exoplanetas detectados pelo telescópio Kepler, que ao todo já identificou mais de 150. Atualmente, o telescópio está com problemas em duas das quatro rodas que lhe dão estabilidade e precisão, e enquanto isso os astrônomos analisam os dados já coletados por ele.

Segundo os cientistas, estudar a atmosfera de planetas fora do Sistema Solar é um caminho para identificar possibilidade de vida em outras partes do Universo, principalmente em corpos mais parecidos com a Terra em tamanho e composição.

O mapa do Kepler-7b foi publicado na revista "Astrophysical Journal Letters" e teve participação do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), do Instituto de Tecnologia de Pasadena, na Califórnia, do Centro Nacional de Pesquisa Científica da França, e das universidades da Califórnia, Yale e Northwestern, nos EUA, de Berna, na Suíça, e de Liège, na Bélgica.

Fonte da Informação: http://g1.globo.com/