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quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

A COMUNICAÇÃO ATRAVÉS DA ARTE: Construção da Maquete da Serra do Espinhaço Meridional como recurso interdisciplinar e didático

Trabalho apresentado no 




Arnett Alexander Paiva Gonçalves , Cecília Serra Macedo, Marcos Vinícius Pacheco Pereira , Natália Pereira Fonseca


Alunos BHu/BCT da UFVJM participantes do Projeto GAIA orientados pela Profa. Danielle Piuzana

Introdução 

Um dos tipos de representação do espaço geográfico pode ser por meio de maquete geográfica, que é uma representação cartográfica tridimensional do espaço, pois representa as categorias longitude, latitude e altitude. Essa representação adquire importância fundamental quando se pensa em aplicações empregadas em projetos interdisciplinares voltados às questões ambientais ou simulações. Portanto, o objetivo de uma maquete geográfica, não é só o de produção e reprodução, mas também um meio de transmissão de informações, que vai desde a sua construção até a divulgação do relevo do espaço, servindo como instrumento didático de ensino. A cartografia pode ser tanto arte como ciência. A arte na cartografia inclui o esquema de desenho e o desenho técnico de cada linha e cada ponto que, em conjunto, formarão a mensagem para o leitor. É arte quando se subordina às leis estéticas da simplicidade, clareza e harmonia, procurando atingir o ideal artístico da beleza. A cartografia como ciência tem como uma das finalidades a busca de instrumentos e técnicas essenciais para que a realidade representada fique bem mais exata. (ANDERSON et al., 1982 apud OLIVEIRA JUNIOR et al. 2008). Ainda segundo os autores, a comunicação é um dos maiores objetivos da cartografia; o outro é a análise topográfica do espaço, uma forma de comunicação especializada que dá ênfase ao visual, por isso a cartografia deve conhecer seu lugar no contexto da doutrina da comunicação. 

Este trabalho é oriundo do projeto GAIA (Geociências, Arte, Interdisciplinaridade e Aprendizagem) no núcleo de estudo sobre a Serra do Espinhaço Meridional, que, através de pesquisas bibliográficas e trabalhos de campo, permitiu a confecção de uma maquete de toda a sua área, com representação de cidades, signos e sinais marcantes deste importante espaço geográfico do estado de Minas Gerais. Esse tipo de produção foi escolhido como meio de comunicação, devido ao fato de representar um recurso de forte potencial didático para a análise integrada da paisagem e compreensão do espaço geográfico. 



Metodologia 

Caracterização da área de estudo 

A Serra do Espinhaço Meridional, localizada no estado de Minas Gerais, representa um importante acidente geográfico de direção geral N-S e largura variável de até 100km, que se estende desde as proximidades de Belo Horizonte até a depressão de Couto de Magalhães de Minas, que também é o limite entre a parte da Serra Meridional e Setentrional, a qual se estende até a Bahia (FOGAÇA, 1995). Seu relevo é marcadamente acidentado com altitude geralmente superior a 1.000m, alcançando um máximo de 2.060 m no Pico do Itambé (CHAVES, ANDRADE e BENITEZ, 2012) localizado a cerca de 30 km a sudeste de Diamantina. 

Do ponto de vista biogeográfico, a Serra do Espinhaço representa uma faixa de transição e divisor de três importantes biomas: Cerrado, Mata Atlântica e Caatinga, conhecido como ecótono. Coberturas vegetais na região são representadas por campos rupestres e campos de altitude, cerrado e floresta sub- caducifólia principal. A ocorrência de um determinado tipo está fortemente condicionada a condições climáticas e aspectos morfológicos. Para Gontijo (2008) sua ecogeografia exige a necessária consideração como um bioma em si – sua antiguidade geológica e sua posição geográfica confere-lhes um aumento na sua relevância ecológica, pois estão na base para tentarmos explicar o grau tão elevado de biodiversidade que comporta. Além disso, a serra é um importante divisor de bacias hidrográficas: rio São Francisco, a oeste, e dos rios que fluem para leste e deságuam no Oceano Atlântico, tendo como bacias hidrográficas principais as dos rios Jequitinhonha e Doce. 

Confecção da maquete do Espinhaço Meridional 

Para confecção da maquete do Espinhaço Meridional foram utilizados os mapas dos trabalhos científicos de Dossin, Dossin e Chaves (1990) com representação dos grandes compartimentos geotectônicos da região e mapas hipsométricos da Serra do Espinhaço e suas margens de Saadi (1995); Augustin, Fonseca e Rocha (2011). 

A plataforma é a 1ª etapa da construção da maquete. Nessa etapa foi utilizada uma tábua de 1,70m por 1,00m na qual foram adicionadas quatro ripas (duas de 1,70m e duas de 1,00m) para firmeza da mesma. Na 2ª etapa da construção desenhou-se a forma da maquete, segundo os mapas encontrados na literatura descrita acima e que se encontram em tamanho A4 que foram quadriculados com 1cm2. Posteriormente foi utilizado papel vegetal de 1,70m por 1,00m que foi quadriculado em quadrados de 49cm², colado em seguida na tábua de base da maquete. A 3ª etapa consistiu na produção do papel marchê, feito com papel reciclado. O papel foi picado, encharcado com água e mantido de molho por 24 horas. Em seguida é granulado com uso de peneira e colocado em sacos de pano para ser torcido e retirar o excesso de água. Neste momento passa-se a preparação do selante artesanal feito com polvilho, conhecido popularmente por “grude”. Para preparar o “grude” devem-se ferver dois copos de água, dissolver quatro colheres de polvilho em um copo de água fria, e em seguida misturar a água fervida com a solução de polvilho. A partir daí, o “grude” estará pronto para ser misturado ao papel granulado já seco. Deve-se então deixar a massa de papel marchê ao ponto de modelar. Após esta etapa utilizou-se palitos de 20 cm afixados verticalmente na base da maquete já com papel marche, para medição das altitudes segundo os mapas hipsométricos, que foram graduados de forma que cada 1 cm no palito representasse 100m de altitude real. Assim, o relevo da região da Serra do Espinhaço e arredores foi modelado. Esse processo levou cerca de 50 a 60 dias, necessários para estabelecer certa resistência à maquete, à medida que ia secando. 




Depois da finalização do relevo passou-se a 4ª etapa, o acabamento, que se resumiu na pintura e na caracterização da Serra. Primeiro, cobriu-se toda a maquete com camadas de cola branca para impermeabilização e maior resistência. Para a pintura foram utilizadas tinta verde escuro para representar a Mata Atlântica, tinta verde musgo para representar o cerrado; com espuma e palitos de dente confeccionou-se pequenas árvores (dois modelos: de espuma redonda representando as árvores da Mata Atlântica e em forma de cone para representar plantações de Eucalipto). Tinta azul foi utilizada para os rios que tiveram seus leitos sulcados; Utilizaram-se, ainda, serragens obtidas em marcenarias como descarte, tingidas de duas cores diferentes, marrom claro e escuro para ornamentar o cerrado e verde-bandeira para a Mata Atlântica. Na parte superior da Serra foram colados fragmentos de quartzo e algumas sempre-vivas para representar as camadas predominantes de rochas quartzíticas que ressaltam no relevo e seus campos rupestres e de altitude respectivamente. Confeccionaram-se ainda algumas pequenas hélices de E.V.A. para representar a estação eólica experimental da CEMIG, que se localiza na região do Camelinho, importante signo que pode ser visto da Rodovia BR-367 entre Vila Alexandre Mascarenhas e a cidade de Gouveia.






No Quadrilátero Ferrífero, localizado a sul da Serra do Espinhaço, foi utilizada cola prateada e tinta marrom, que representam tipos de rochas predominantemente ferruginosas oriundas de minerais que são extraídos daquela região. Musgos secos foram afixados com cola quente para representar as matas ciliares das principais nascentes, rios e ribeirões. Para melhor localização espacial ao longo de toda a maquete utilizou-se placas com pedaços de madeira de 3 por 3 cm afixadas em palitos e numerados – estes representam as cidades, marcos geográficos e demais signos de identificação. 

 Fotografia da Serra do Espinhaço Meridional (dimensão 1,70m de comprimento por 1,00m de largura), com Norte no canto superior direito da maquete e borda leste com melhor visualização, no qual se destacam, em azul, importantes drenagens que vertem para as bacias do Leste. Foto: Cecília Serra Macedo. 






Resultado e discussões 

A construção de maquetes em áreas como a Geografia é considerada uma fonte extremamente diversicada de proposta de ensino e aprendizagem para os estudantes, são meios didáticos de leituras e construção dos elementos geograficos, além de contribuir para melhor vizualização do espaço, visando atingir as diferentes necessidades pedagógicas, como no caso dos alunos de Diamantina e região. O projeto GAIA iniciou uma intensa pesquisa metodológica a fim de reunir uma grande quantidade de referências que nos proporcionaria uma maior exatidão na elaboraçao dessa maquete específica que representasse a Serra do Espinhaço proporcionando interdiciplinariedade entre arte, geografia e ciências de modo a interagir escola e projeto. 

Os professores, em sala de aula, introduzem sobre a formação e estruturação geológica da Terra em geral, e em seguida dirigem-se com os alunos ao local onde está instalado o projeto GAIA; nesse espaço obtem-se informações focadas na região do Espinhaço, o estudante pode ter um contato direto com a maquete e assim observa em prática a exposição feita em sala pelo professor. A dinâmica dessa atividade proporciona maior fixação e compreensão sobre o assunto retratado, e percebe-se um grande interesse da parte dos alunos, na forma em que a maquete fora construída, os materiais utlizados, as escalas utilizadas e, na prática, a localizaçao das cidades que se estabelecem na Serra e suas distancias (levando ao conhecimento da vizualização de escalas), composição do solo e rochas, proporciona também a compreensao de legendas, visualizaçao de altitudes, latitudes e longitudes, além de conhecimentos sobre a fauna, flora e hidrografia (a Serra do Espinhaço, considerada divisora de bacias hidrograficas) da região. 

É visivel que a percepção tridimensional em forma de maquete de qualquer área do espaço intensifica a perspectiva de qualquer pessoa em relação a realidade. 

Considerações finais 

A maquete grografica é um recurso didático que adquire importância fundamental quando se pensa em aplicações empregadas em projetos interdiciplinares para representar o espaço. A comunicaçao entre aluno, professor e integrante do projeto aumenta a cada visita recebida, e o interesse pela visitaçao por parte das escolas tende a crescer. A construção dessa maquete trouxe inúmeros pontos positivos para ambas as partes, como a possibilidade de promoção e difusão do conhecimento adquirido pelos integrantes da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri.






Apoio: Casa da Glória/ IGC/ UFMG e FAPEMIG. 

Referências 


Augustin C.H.R.R. et al. Mapeamento geomorfológico da Serra do Espinhaço Meridional: primeira aproximação. Geonomos, 19(2), 50-69, 2011. 

Chaves, M.L.S.C.; Andrade, K.W.; Benitez, L. 2012. Pico do Itambé, Serra do Espinhaço, MG - Imponente relevo residual na superfície de erosão Gondwana. In: Winge,M.; Schobbenhaus,C.; Souza,C.R.G.; Fernandes,A.C.S.; Berbert-Born,M.; Sallun filho,W.; Queiroz,E.T.; (Edit.) Sítios Geológicos e Paleontológicos do Brasil. Publicado na Internet em 21/08/2012 no endereço http://sigep.cprm.gov.br/sitio057/sitio057.pdf 

Dossin, I.A.; Dossin, T.M.; Chaves, M.L.S.C. Compartimentação litoestratigráfica do Supergrupo Espinhaço em Minas Gerais: Os grupos Diamantina e Conselheiro Mata. Revista Brasileira de Geociências, 20:178-186. 1990. 

FOGAÇA, A.C.C. Geologia da Folha Diamantina. Projeto Espinhaço, COMIG/UFMG, 98 pp., Belo Horizonte. 1995. 

GONTIJO, B. M. Uma geografia para a Cadeia do Espinhaço. Megadiversidade 4: 7–15. 2008. 

SAADI, A. A Geomorfologia da Serra do Espinhaço em Minas Gerais e de suas Margens. Belo Horizonte, Geonomos 3(1): 41-63, 1995. 

OLIVEIRA JUNIOR, M.F et al. A cartografia como veículo de comunicação da Geografia. In X Encontro de Iniciação à docência, UFPB, João Pessoa, 2008. 

ALMEIDA, S.P; Zacharias, A.A.A leitura da nova proposta do relevo brasileiro através da construção de maquete: O aluno do ensino fundamental e suas dificuldades. Estudos Geográficos, Rio Claro, 2(1): 53 -73, Junho – 2004.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

O núcleo da Terra gira?





Pesquisas anteriores já mostraram que o núcleo da Terra gira mais rápido do que o resto do planeta. No entanto, cientistas da Universidade de Cambridge descobriram que o núcleo está se movendo a uma velocidade muito menor do que se imaginava anteriormente – cerca de 1 grau a cada milhão de anos. O estudo foi publicado na edição de 20 de fevereiro de 2011 da revista Nature Geoscience.

O núcleo interno cresce muito lentamente com o passar do tempo – isso se dá quando as matérias dos fluídos que passam pelo se exterior se solidificam em sua superfície. “As taxas de rotação mais rápidas são incompatíveis com os hemisférios observados no núcleo interno porque não permitiriam tempo suficiente para as diferenças de congelamento na estrutura”, disse a autora do estudo, Lauren Waszek. Para a pesquisa em questão, os cientistas usaram ondas sísmicas que atravessam o núcleo interno – 5.200 km abaixo da superfície da Terra – e compararam o tempo de viagem que as ondas levam para refletir do núcleo até a superfície. A diferença entre o tempo de viagem dessas ondas forneceu a eles uma estimativa de velocidade do núcleo. A taxa de rotação é também calculada a partir do deslocamento das fronteiras dos hemisférios leste e oeste e da taxa de crescimento do núcleo.Embora o núcleo interno esteja a 5.200 km abaixo de nossos pés, o efeito de sua presença é especialmente importante na superfície da Terra. Em particular, à medida que o núcleo cresce, o calor liberado durante a solidificação se propaga par o fluído localizado na parte externa do núcleo. Essa convecção é o que gera o campo geomagnético da Terra. Sem o nosso campo magnético, a superfície não estaria protegida da radiação solar, e por conseqüência não haveria vida na Terra.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Qual é o fóssil mais antigo já encontrado?



Os fósseis antigos até hoje, conhecidos como estromatólitos têm 3,45 bilhões de anos. É difícil para nós até mesmo conseguirmos entender o tamanho disso tudo, mas J. William Schopf, o primeiro paleobiólogo que descobriu os fósseis em 1993, ajuda a colocar as coisas em uma perspectiva mais clara em seu livro "Cradle of Life: The Discoveries of Earth's Earliest Fossils.". Se toda a história da Terra fosse comprimida em um dia de 24 horas, diz Shopf, os humanos teriam chegado no último minuto do dia. Em comparação, os estromatólitos já estariam por ali por mais de 18 horas. Talvez ainda mais surpreendente seja o fato de que os estromatólitos continuam a se formar até hoje.


Ao contrário de fósseis como esqueletos de dinossauros, os estromatólitos nunca fizeram parte de um organismo vivo. No lugar disso, os estromatólitos se desenvolvem mais da mesma forma como um molde é tirado para uma estátua, preservando sua forma, mas não contendo um determinado objeto. No caso dos estromatólitos, o “molde” é composto por finas camadas de sedimento e carbonato de cálcio – a mesma substância que forma o calcário – que se acumula ao redor de complexas colônias de cianobactérias(também chamadas de algas azuis) e outros organismos unicelulares. Os estromatólitos se formam bem lentamente, e o seu processo de formação dura milhares de anos. Felizmente, os estromatólitos de cada período geológico ainda existem. Ao se dissecar e explorar cuidadosamente essas estruturas, os cientistas têm acesso a algumas das únicas pistas sobre como eram as primeiras vidas na Terra.

Depois da Terra ter se formado há aproximadamente 4,5 bilhões de anos, ela era totalmente inabitável. Na verdade, a superfície da Terra foi uma espécie de rocha derretida por cerca de 800 milhões de anos - e este não era exatamente um ambiente propício para se chamar de “lar” [fonte:Waggoner]. Depois da superfície terrestre ter se resfriado e se solidificado em placas continentais, apareceu o primeiro microorganismo. Entre os mais significantes estavam as cianobactérias, que prosperaram em bacias rasas de água salgada onde apesar de estarem protegidas dos raios solares intensos ainda ficavam perto da superfície já que dependiam do sol para a fotossíntese.

Com o passar do tempo, uma incrível variedade de estromatólitos se formou ao redor dessas colônias de cianobactérias e outras formas de vida primárias. Na verdade, a espantosa complexidade dessas estruturas é a melhor prova de que elas eram cheias de vida – caso contrário elas simplesmente não teriam se formado. De alguma forma, até mesmo as mais antigas dessas estruturas resistiram a bilhões de anos de turbulências geológicas antes de Schopf tê-las descoberto na Austrália Ocidental em 1993.

A descoberta desses estromatólitos em particular foi de extrema importância por inúmeras razões. Quando Darwin propôs a teoria da evolução pela primeira vez, ele reconheceu que lacunas nos registros fósseis representariam uma série ameaça à sua afirmação de que toda a vida teria se originado do mesmo e distante ancestral. Naquela época a tecnologia era muito limitada até mesmo para encontrar, quanto mais para identificar os fósseis e por mais de 100 anos as coisas ficaram exatamente assim. Alguns chegaram a pensar que as provas para esse “link faltante” entre a vida como a conhecemos e as primeiras formas de vida nunca seria descoberto, possivelmente por ter sido destruído durante eras de violentos terremotos e erosões.

No entanto, a descoberta de Schopf mudou as coisas. Os biólogos finalmente tiveram acesso a provas conclusivas sobre quando e quais foram os tipos de vida que primeiro habitaram a Terra, e por causa desse entendimento, os cientistas têm hoje uma ideia muito melhor de como a vida evoluiu. A atmosfera terrestre durante o período Arqueano, quando as cianobactérias e outras formas de vida primárias apareceram, era composta de metano, amônia e gases que seriam tóxicos para a maioria das formas de vida que conhecemos hoje. Atualmente, os cientistas acreditam que organismos como cianobactérias foram responsáveis por criar oxigênio através da respiração anaeróbica. Quem sabe o que os estromatólitos ainda podem nos ensinar sobre a vida na Terra?

Infelizmente, apesar de estromatólitos ainda continuarem a crescer em alguns lugares como o Parque Nacional Yellowstone, nos EUA, e regiões das Bahamas, eles já não são mais tão facilmente encontrados. Se nós não pudermos proteger essas formações incríveis, pode ser que a gente venha a perder para sempre um dos guardiões mais precisos e diligentes dos registros de nosso planeta.

Para ler mais:
http://ciencia.hsw.uol.com.br/

sábado, 8 de dezembro de 2012

Como se forma um Arco-íris?


O arco-íris é um dos espetáculos mais belos que a natureza tem a oferecer - tão bonito, na verdade, que já inspirou inúmeros contos de fada, músicas e lendas.

O processo fundamental para o funcionamento de um arco-íris é a refração- a "inclinação" da luz. A luz desvia - ou mais precisamente, muda de direção - quando viaja de um meio material para outro. Isto ocorre porque a luz viaja com velocidades diferentes em meios diferentes.
Arco íris em Diamantina, Serra dos Cristais ao fundo. Crédito: Danielle Piuzana


Para entender por que a luz se desvia de sua trajetória original, imagine que você está empurrando um carrinho de compras por um estacionamento. O estacionamento é um "meio material" para o carrinho de compras. Se você estiver exercendo uma força constante, a velocidade do carrinho depende do meio em que ele viaja - neste caso, a superfície pavimentada do estacionamento. O que acontece quando você empurra o carrinho de compras para fora do estacionamento, ou seja, para uma área gramada? A grama é um "meio" diferente para o carrinho de compras. Se você o empurra direto para a grama, ele simplesmente desacelera. O meio chamado grama oferece mais resistência, então, é preciso mais energia para mover o carrinho.
Mas, quando você empurra o carrinho sobre a grama em um ângulo, algo diferente acontece. Se a roda direita atinge a grama primeiro, ela desacelera enquanto a roda esquerda ainda está sobre o pavimento. Devido ao fato da roda esquerda estar por um breve momento se movendo mais rápido que a roda direita, o carrinho de compras virará para a direita enquanto se move sobre a grama. Se você movimentar o carrinho da área gramada para a área pavimentada, fazendo um certo ângulo, uma roda acelerará antes da outra e o carrinho sofrerá um desvio.
Igualmente, um feixe de luz sofre um desvio quando entra num prisma de vidro. Isto é uma simplificação, mas pense nisso desta forma: um lado da onda de luz desacelera antes do outro, então o feixe de luz desvia sua trajetória na divisa entre o ar e o vidro (parte da luz na verdade é refletida pela superfície do prisma, porém a maior parte atravessa). A luz sofre um novo desvio quando sai do prisma, porque um lado acelera antes do outro.
Além de desviar a luz como um todo, um prisma separa a luz branca em suas cores componentes. Cores diferentes de luz têm freqüênciasdiferentes, o que as faz viajar em diferentes velocidades quando se movem através da matéria.
Uma cor que viaja mais devagar no vidro sofrerá uma inclinação maior quando passar do ar para o vidro, porque a diferença de velocidade é mais severa. Uma cor que se move mais rapidamente no vidro não desacelerará tanto, então encurvará menos. Dessa forma, as cores que formam a luz branca são separadas de acordo com a freqüência quando elas atravessam o vidro. Se o vidro desviar a luz duas vezes, como em um prisma, você pode ver as cores separadas mais facilmente. Isso se chama dispersão.

Um prisma separa a luz branca em suas cores componentes. Para facilitar, este diagrama mostra apenas vermelho e violeta, que são as extremidades opostas do espectro de luz visível.
Gotas de chuva podem refratar e dispersar a luz na mesma forma básica que um prisma. Nas condições certas, esta refração forma o arco-íris. 

Fazendo um arco-íris

Uma gota de chuva individual tem formato e consistência diferentes de um prisma de vidro, mas ela afeta a luz de maneira similar. Quando a luz do sol branca bate num conjunto de gotas de chuva em um ângulo suficientemente pequeno, você pode ver as cores componentes vermelha, laranja, amarela, verde, azul, anil e violeta - um arco-íris. Para simplificar, olharemos apenas o vermelho e o violeta, as cores que estão nas extremidades do espectro de luz visível.
O diagrama abaixo mostra o que acontece quando a luz do sol bate numa gota de chuva individual.
Quando a luz branca passa do ar para a gota d'água, as cores componentes da luz desaceleram em diferentes velocidades, dependendo de suas freqüências. A luz violeta desvia-se num ângulo relativamente pronunciado quando entra na gota de chuva. No lado direito da gota (ver figura), parte da luz passa para o ar e o restante é refletido para trás. Parte da luz refletida passa para fora no lado esquerdo da gota desviando-se no ar novamente.
Desta forma, cada gota de chuva dispersa luz do sol branca em suas cores componentes. Então por que nós vemos faixas largas de cor, como se diferentes áreas de chuva estivessem dispersando uma única cor diferente? Porque nós apenas vemos uma cor proveniente de cada gota de chuva. Você pode ver como isso funciona no diagrama abaixo.
Quando a gota de chuva A dispersa a luz, apenas a luz vermelha sai no ângulo correto para viajar até os olhos do observador. Os outros feixes coloridos saem num ângulo mais baixo, assim o observador não os vê. A luz do sol atingirá todas as gotas de chuva ao redor da mesma forma, então elas vão arremeter luz vermelha ao observador.
A gota de chuva B está em uma posição muito mais baixa no céu, então ela não arremete luz vermelha ao observador. De sua altura, a luz violeta sai no ângulo correto para viajar até os olhos do observador. Todas as gotas que cercam a gota de chuva B arremetem luz da mesma forma. Todas as gotas de chuva entre A e B arremetem cores diferentes de luz ao observador, então ele vê todo o espectro de cores. Se você estivesse por cima da chuva, veria o arco-íris como um círculo completo, porque a luz arremeteria por toda sua volta. Do solo, nós vemos o arco do arco-íris, que é visível somente acima do horizonte.
Às vezes você vê um arco-íris duplo - um arco-íris vivo com um arco-íris mais fraco sobre ele. O arco-íris mais fraco é produzido da mesma maneira que o mais vivo, mas ao invés da luz refletir uma vez dentro da gota de chuva, refletirá duas vezes. Como resultado desta reflexão dupla, a luz sai da gota de chuva em um ângulo diferente, a qual enxergaremos mais acima. Se você olhar atentamente, verá que as cores do segundo arco-íris estão na ordem invertida do arco-íris primário.
Isso é tudo sobre arco-íris. Luz e água se combinam exatamente da maneira certa para pintar um lindo quadro natural.
Fonte: http://ciencia.hsw.uol.com.br

Fazendo Magnetita

Encontramos no Pontociencia, um blog de divulgação científca (http://pontociencia.org.br/experimentos-interna.php?experimento=1007) um experimento super simples que voce pode fazer em casa produzindo um material magnético, semelhante `a propriedade magnética do mineral Magnetita.


Voce irá precisar de:
  • 3 béqueres de 50 mL
  • 1 béquer de 500 mL
  • 1 erlenmeyer de 250 mL
  • 1 placa de petri grande
  • bastão de vidro
  • conta gotas
  • ímã
  • água
  • lã de aço
  • vinagre branco
  • água oxigenada 10 volumes
  • hidróxido de amônia
Segue o roteiro para o experimento: